quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Eu apoiava Amoêdo, agora apoio Bolsonaro


João Cesar de Melo

Sou formado em arquitetura e urbanismo pela UFES, mas trabalho como artista plástico desde 1999. Vivo exclusivamente de vender pinturas para pessoas comuns  e empresas.

Sete anos atrás comecei a ler e escrever sobre liberalismo. Publiquei mais de trezentos arigos artigos no IL e no ILISP, muitos criticando Bolsonaro. Com muita satisfação, vi o movimento liberal ganhando público. Vinha até aqui apoiando a candidatura de João Amoêdo. Na semana passada, eu estava procurando uma camisa do NOVO para comprar. Então, me dei conta de que estou fazendo o jogo do PT. Eu e muitas outras pessoas. O PT está manipulando até os antipetistas.

Permita-me gritar uma verdade em seu ouvido: ESTAMOS NO BRASIL!

Aqui, meu amigo, um cidadão comum não tem condições de alimentar purismos ideológicos durante uma campanha eleitoral.

Imersos nessa tragédia democrática, nosso principal esforço deve ser tirar o PT do poder, não levantar bandeirinhas legais que nos fazem sentir pessoas puras. ESTAMOS NO BRASIL!

Tudo o que o PT quer é que, nesse primeiro turno, liberais mantenham o idealismo e votem no Amoêdo, que os sociais democratas votem em Alckmin, que os paranaenses votem no Álvaro Dias, que os “sustentáveis” votem na Marina. Isso dilui o antipetismo, não permitindo que uma massa de pessoas vote em Jair Bolsonaro, o único candidato que pode derrotar o PT em todo o seu significado.

A campanha contra Bolsonaro é apenas mais um factoide que a esquerda criou para beneficiar o PT.

Uma pergunta: qual o sentido de se votar no João Amoêdo por idealismo e logo depois ver a classe política comemorando a vitória do Haddad, a liberdade de Lula e a continuação do sistema do qual todos nós reclamamos?

O fato é que, se o Brasil virar uma Venezuela, João Amoêdo vai pegar sua fortuna e vai morar num país desenvolvido, enquanto eu vou para a sarjeta, revirar o lixo atrás de comida.

Não estou exagerando. Tudo o que está sendo tentado aqui foi realizado na Venezuela; e tudo o que foi feito por lá teve o apoio de pessoas como Fernando Haddad, Lula, Dilma… e dos artistas que estão hoje engajadíssimos na campanha “elenão”.



Os venezuelanos nunca imaginaram que se tornariam a próxima Cuba.

Mais seis perguntas:

1 – No país com as maiores taxas de violência, com os piores índices de saúde e de educação, com uma altíssima taxa de desemprego, as pessoas precisam se preocupar mesmo é em impedir que um homem grosso como Bolsonaro chegue ao poder?

2 – No país onde organizações como CUT, MST e o MTST promovem frequentes invasões e depredações de propriedade privada, onde lideranças da esquerda fazem frequentes ameaças a juízes, promotores e jornalistas, onde pessoas comuns são xingadas de fascistas simplesmente por não serem de esquerda, o problema está mesmo nas infelizes metáforas de Bolsonaro?

3 – No país onde metade da população ganha até um salário mínimo, onde metade das residências não tem acesso a rede de esgoto, onde 20% dos jovens não estudam nem trabalham, onde 70% dos jovens terminam o ensino médio mal sabendo escrever o nome, a prioridade do país é eleger um presidente comprometido com a pauta LGBT e com a legalização do aborto e da maconha?

4 – No país onde três candidatos (Fernando Haddad, Ciro Gomes e Guilherme Boulos) a presidente da república prometem censurar a imprensa e a justiça, e ainda defendem a ditadura de Nicolás Maduro (que já assassinou 8,2 mil pessoas nos últimos três anos, segundo a ONG Anistia Internacional), a grande ameaça à democracia brasileira é Jair Bolsonaro?
Imagem Ciro Gomes

5 – No país onde grupos de esquerda promovem frequentes protestos violentos, os extremistas são os apoiadores de Bolsonaro?

6 – Qual foi a reação dos acusados de serem extremistas quando o candidato deles sofreu uma tentativa de assassinato promovida por um militante de esquerda? Invadiram e depredaram quantos veículos de comunicação? Espancaram quantos militantes do PT nas ruas? Atearam fogo em quantos ônibus? Bloquearam quantas estradas?

Gente, pelamordedeus… Parem de fazer o jogo do PT!

Nosso problema é o PT, é o Lula. Eles representam uma organização criminosa que está controlando tudo e todos. A maior recessão e o maior esquema de corrupção da história foram promovidos pelo PT, não por Jair Bolsonaro.

O PT vem fraudando as eleições desde 2002 por meio de sucessivas campanhas financiadas com dinheiro ilegal.

Em 2014, Dilma fraudou as contas do governo para enganar 50 milhões de eleitores.

Em 2015 ela sofreu o impeachment, mas, num acordão entre PT e MDB, teve seus direitos políticos preservados. Nesse momento, Dilma lidera a disputa para o senado por Minas Gerais, estado no qual ela sequer reside.

O PT está fraudando o atual processo eleitoral por meio de mais uma campanha ilegal, na qual mostra Lula como candidato. Promovendo o maior tumulto processual e a maior campanha difamatória da história do Brasil, o PT manteve Lula no noticiário mesmo depois que ele foi preso. O PT impõe as pautas e as mentiras contra Bolsonaro e em favor de Haddad, manipulando a opinião pública. Isso é fraude!

Ontem, o Jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem dizendo que Bolsonaro havia ameaçado de morte a ex-mulher. Hoje, ela gravou um vídeo desmentindo. É isso o que está acontecendo o tempo inteiro.

A pecha de que Bolsonaro odeia gays, mulheres e negros é um perverso engodo midiático que está sendo engolido por muitos antipetistas.

Quanto ao Fernando Haddad, ele é mais um bandido. Um bandido que não esconde de ninguém que trabalha para outro bandido, que por sua vez deixa bem claro que, se voltar ao poder, fechará todas as brechas que permitiram o impeachment e a Lava Jato.

Três semanas atrás, Fernando Haddad foi denunciado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele ainda é réu noutro processo, que acusa sua campanha de reeleição para a prefeitura de São Paulo, em 2012, de ter recebido dinheiro ilegal.

Fernando Haddad é só mais um petista.

Prestem atenção: toda a esquerda liderada pelo PT está acuada. Ela sabe que agora existe uma massa gigantesca de pessoas conscientemente de direita. Mesmo que Haddad vença, eles terão diante de si dezenas de milhões de pessoas inconformadas. A hegemonia da esquerda acabou.

Ela não tem mais o PSDB para compor o ilusionismo democrático. Hoje, é esquerda vs direita.

Então, só resta uma coisa ao PT: acabar com todas as possibilidades de a direita vencer essa ou qualquer outra eleição.

Passo a passo: Haddad-Lula promoverá uma grande anistia na classe política para livrar da Lava Jato pessoas como Aécio, Temer, Renan, Collor, etc, ao mesmo tempo em que lançará um grande programa econômico para entorpecer trabalhadores e empresários, e a expansão de programas como o Bolsa Família para manter a fidelidade dos mais pobres.

Enquanto a economia cresce artificialmente e o povo é tomado de otimismo, o PT vai aprovar – com o apoio da classe política que ele acabara de salvar − mecanismos legais de controle da imprensa, da justiça e das forças armadas, além de concentrar mais poder no executivo.

Quando a bolha econômica estourar, o povo vai se revoltar mais uma vez, porém, sem liberdade para promover protestos nas ruas. A imprensa não terá mais condições de denunciar o governo. Nem a justiça. As forças armadas já estarão aparelhadas.

Para conter as pessoas que insistirem em protestar contra o governo, Haddad-Lula criará grupos “antifascistas” com poder de agir com violência.

Para explicar a crise econômica, Haddad-Lula jogará a culpa no Estados Unidos e nos capitalistas brasileiros. Criará uma crise diplomática com os americanos. Confiscará fundos e propriedades de empresários.

A economia desabará. A pobreza e a violência urbana explodirão.

Sob a justificativa de proteger o governo eleito democraticamente, Haddad-Lula reformará a constituição de modo a que o processo democrático permita que apenas pessoas ligadas ao PT sejam eleitas.

E assim, o Brasil já terá se tornado mais uma “ditadura democrática”, com o ideal socialista sendo atingido: todos miseravelmente iguais.

Foi isso que fizeram na Venezuela. É isso que o PT fará aqui. Não há outra alternativa para o partido sobreviver. Ou ele transforma o Brasil numa ditadura petista, ou o PT acaba.

Faço uma última pergunta: para o que lhe servirá seu idealismo liberal ou seu repúdio a Bolsonaro se você e sua família estiverem desesperados de fome?

Repito: não faça o jogo do PT. Respire fundo e apoie Bolsonaro. E comece agora, no primeiro turno. A cada dia, o PT apresenta Haddad para as pessoas menos instruídas como o “filho de Lula”; e, por isso, cada vez mais se aproxima de Bolsonaro nas pesquisas, alimentando o discurso do “voto útil” do lado de lá, ou seja, do voto naquele que está “caminhando para a vitória”.

Ninguém precisa ser um “petista à direita”. Ninguém precisa apoiar Bolsonaro eternamente.

Ninguém precisa gostar de Bolsonaro. Depois das eleições, se for o caso, volte a criticar o Bolsonaro. Mas, agora, só temos ele para impedir que o PT volte ao poder.
Título, Imagem e Texto: João Cesar de Melo, Instituto Liberal, 27-9-2018
Marcação de Texto: JP

Relacionados:

3 comentários:

  1. Pô, que saco!
    Quando estava começando a escrever um post sobre a campanha pró Bolsonaro, aí me aparece este excelente artigo...
    Aí, já é quase meia-noite... e já estou só na leitura.
    Mas, fique tranquilo, generoso leitor, não perdeu nada!

    ResponderExcluir
  2. Eu serei o primeiro a criticar (e a me opor, como cidadão) a toda a medida/decisão/resolução que eu entenda como ruim/prejudicial para o País.
    Eu e os generosos e atentos leitores da revista.

    ResponderExcluir
  3. Seu texto injeta um monte de factóide mentiroso, faz correlações desconexas, mas vamos lá.
    Quem diz pra ter voto ideológico não é PT. PT diz pra ter voto no Haddad (uau, que novidade). Quem diz pra ter voto ideológico são os pensadores, cansados de ver gente idolatrando político que se diz o salvador, a última coca-cola no deserto.
    Mas vamos lá. Pensou por um momento como seria se não tivesse Bolsonaro? A direita estaria, a meu ver, menos dividida. Teríamos Alckmin com esse antigo modelo da velha política, feita de aparências. E teríamos o Amoedo, realmente debatendo novas idéias, chamando novas pessoas para o debate, sendo levado a sério como merece. Tenho certeza que muita gente que ia de PT até mudaria de idéia. Porque uma coisa é como o Alckmin chegar no planalto e dizer "vamos privatizar". Outra é o Amoedo que vai lá e diz "Privatiza para reduzir o imposto e isso será garantido na lei ou programa de concessão". Muita gente poderia abrir a cabeça. Mas infelizmente temos pessoas como você, que fica aí gritando "estamos no Brasil" e logo em seguida ah a Venezuela isso, Cuba aquilo com esses papos atrasados. Você, sim, é que presta um grande serviço ao PT, com esse discurso raso e tendencioso.

    ResponderExcluir

Por favor, evite o anonimato! Mesmo que opte pelo botãozinho "Anônimo", escreva o seu nome no final do seu comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente.
Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-