Adolfo Sachsida
O editorial é excelente, mas chega a uma conclusão equivocada. O Estadão acerta ao afirmar que a perseguição a um jornalista é, na verdade, uma perseguição a toda a sociedade. No entanto, erra ao concluir que a imprensa não se intimidará.
Infelizmente, a realidade mostra o contrário. Há sete anos jornalistas vêm sendo perseguidos no chamado inquérito das fake news. Veículos de comunicação foram censurados. Profissionais tiveram contas bloqueadas, sofreram processos e foram silenciados.
Durante todo esse período, porém, o Estadão parecia estar de férias. Nada disse quando chamavam essas medidas de “prisão de blogueiros”, como se a violação de garantias fundamentais fosse algo menor apenas porque atingia quem estava fora da grande imprensa.
Ainda assim, é positivo ver o Estadão finalmente despertar — para não dizer reconhecer que, em muitos momentos, apoiou boa parte dessa perseguição.
Mas é preciso não se iludir: ser perseguido pelo STF tem custos reais. Custos financeiros, jurídicos e, sobretudo, custos em liberdade.
Os “blogueiros” de quem tantos tripudiaram são a prova viva do preço que se paga quando o arbítrio passa a ser tolerado.
Título e Texto: Adolfo Sachsida, X, 15-3-2026,12h21

É muito pior que isso, caro @ASachsida.
ResponderExcluirO @Estadao deu início ao processo de perseguição política no Brasil, produzindo uma lista negra de "bolsonaristas" que formariam um "Gabinete do Ódio".
Essa lista foi utilizada pela CPMI da "Fake News" como uma espécie de guia para a perseguição política, que foi repassado ao Supremo.
Ao longo desses anos, o Estadão JUSTIFICOU e APOIOU a perseguição política em massa, com a balela da "defesa da democracia".
O Estadão, assim como o resto da "imprensa profissional', tem responsabilidade primária na destruição do Brasil, e na consolidação de um Estado de Exceção.
Agora, denunciam apenas porque o canhão está se movimentando na direção deles.