quinta-feira, 16 de julho de 2026

[Daqui e Dali] Portugal em números

Humberto Pinho da Silva

No intuito de informar, com dados oficiais difundidos em 22 de junho deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística, vou tratar matéria que não costumo abordar, mas que considero importante. 

Receio, porém, desagradar aos meus leitores. Digo "meus" porque o jornalista e escritor, Costa Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino "O Comércio do Porto", costumava dizer "O jornal não tem leitores; quem os tem são os colaboradores".

Dito isto, vou tecer curto introito para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade em Portugal.

Para mim, é devido à constante emigração de jovens em idade fértil; e igualmente, casamentos tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar devidamente da carreira profissional.

Os casais têm por norma um ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade é necessário recorrer à imigração, que devia ter sido controlada, e não de "Portas Abertas". Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza esquálida.

Hoje, Portugal tem 11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados (14,0%)

O envelhecimento demográfico continua: 19 idosos para 10 jovens.

Os estrangeiros residentes são: 1.507.539, sendo 913.249 homens e 684.290 mulheres.

Sendo 574.195 brasileiros, 103.140 angolanos, 93.683 indianos, 76.099 cabo-verdianos, 56.866 nepaleses, 56.724 cidadãos do Bangladesh, 53.555 guineenses, 53.555 ucranianos, 47.731 são-tomenses, 39.638 paquistaneses, 38.64 do Reino Unido, 32.784 italianos, 26.549 franceses, 23.439 chineses e 21.635 alemães, segundo o INE.

Os estrangeiros residentes começaram a declinar desde 2024, devido a regras migratórias mais apertadas.

Recordo que muitos estrangeiros já adquiriram a nacionalidade portuguesa, por sangue ou por terem residido em Portugal, cinco ou mais anos.

Parte da população portuguesa, por nascimento, considera que os estrangeiros só deviam ter direito à residência, com os mesmos direitos, aos que o são, por nascimento, exceto políticos.

Outros pensam que deviam escolher a nacionalidade, e não deviam ter as duas.

Em suma: são estes os dados oficiais, segundo o INE.

Acrescento, por curiosidade, que em 2025 houve 36.980 casamentos e 17.430 divórcios.

A idade média do homem, quando teve o primeiro filho é de 35,8 anos; e a idade média da mulher, quando teve o primeiro filho, é de 30,2.

Em 2021, as famílias monoparentais, eram 579.971. E as pessoas que viviam sozinhas eram 24,8% da população. 

Título e Texto: Humberto Pinho da Silva, julho de 2026  

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Divórcio: sim ou não? 
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A ambição humana 
Cada terra com seu uso 

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