Humberto Pinho da Silva
No intuito de informar, com dados oficiais difundidos em 22 de junho deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística, vou tratar matéria que não costumo abordar, mas que considero importante.
Receio, porém, desagradar
aos meus leitores. Digo "meus" porque o jornalista e escritor, Costa
Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino "O Comércio do
Porto", costumava dizer "O jornal não tem leitores; quem os tem
são os colaboradores".
Dito isto, vou tecer curto
introito para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade em
Portugal.
Para mim, é devido à
constante emigração de jovens em idade fértil; e igualmente, casamentos
tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar devidamente da carreira
profissional.
Os casais têm por norma um
ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade é necessário recorrer à
imigração, que devia ter sido controlada, e não de "Portas Abertas".
Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza
esquálida.
Hoje, Portugal tem
11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados
(14,0%)
O envelhecimento
demográfico continua: 19 idosos para 10 jovens.
Os estrangeiros residentes
são: 1.507.539, sendo 913.249 homens e 684.290 mulheres.
Sendo 574.195 brasileiros, 103.140 angolanos, 93.683 indianos, 76.099 cabo-verdianos, 56.866 nepaleses, 56.724 cidadãos do Bangladesh, 53.555 guineenses, 53.555 ucranianos, 47.731 são-tomenses, 39.638 paquistaneses, 38.64 do Reino Unido, 32.784 italianos, 26.549 franceses, 23.439 chineses e 21.635 alemães, segundo o INE.
Os estrangeiros residentes
começaram a declinar desde 2024, devido a regras migratórias mais apertadas.
Recordo que muitos
estrangeiros já adquiriram a nacionalidade portuguesa, por sangue ou por terem
residido em Portugal, cinco ou mais anos.
Parte da população
portuguesa, por nascimento, considera que os estrangeiros só deviam ter direito
à residência, com os mesmos direitos, aos que o são, por nascimento, exceto
políticos.
Outros pensam que deviam
escolher a nacionalidade, e não deviam ter as duas.
Em suma: são estes os
dados oficiais, segundo o INE.
Acrescento, por
curiosidade, que em 2025 houve 36.980 casamentos e 17.430 divórcios.
A idade média do homem,
quando teve o primeiro filho é de 35,8 anos; e a idade média da mulher, quando
teve o primeiro filho, é de 30,2.
Em 2021, as famílias monoparentais, eram 579.971. E as pessoas que viviam sozinhas eram 24,8% da população.
Título e Texto: Humberto Pinho da Silva, julho de 2026
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