Comecei a ler... vou gostar!
Do prefácio de Norman Doidge:
Do prefácio de Norman Doidge:
Ideologias são ideias simples,
disfarçadas de ciência ou filosofia, que pretendem explicar a complexidade do
mundo e oferecer soluções para aperfeiçoá-lo. Os ideólogos são pessoas que
fingem saber como “fazer um mundo melhor” antes de organizarem o próprio caos
interior. (A identidade de guerreiro outorgada por sua ideologia encobre esse caos.)
Isso é arrogância, é claro, e um dos temas mais importantes deste livro é
“arrume sua casa primeiro”, para o que Jordan fornece conselhos práticos.
As ideologias substituem o
conhecimento verdadeiro, e os ideólogos são sempre perigosos quando ganham poder,
pois um comportamento simplista e sabe-tudo não é páreo para a complexidade da
existência. Além disso, quando suas engenhocas sociais não funcionam, os
ideólogos não culpam a si mesmos, mas a todos que desmascaram suas
simplificações.
Outro grande professor da
Universidade de Toronto, Lewis Feuer, em seu livro Ideology and the Ideologists [“A deologia e os Ideólogos”, em
tradução livre], observou que os ideólogos reestruturam as mesmas histórias
religiosas que julgavam capazes de suplantar, mas eliminam a narrativa e a
riqueza psicológica.
Tal qual o Comunismo, uma
história emprestada dos Filhos de Israel no Egito, com uma classe escravizada,
perseguidores ricos, um líder, como Lenin, que vai ao exterior, vive com os
escravizadores e então guia os escravizados à terra prometida (a utopia; a
ditadura do proletariado).
Para entender a ideologia,
Jordan leu extensivamente não apenas sobre o gulag soviético, mas também sobre
o Holocausto e a ascensão do Nazismo.
Eu nunca havia conhecido alguém
que, nascido cristão e de minha geração, fosse tão completamente atormentado
pelo que aconteceu com os judeus na Europa e que houvesse se esforçado tanto
para entender como isso pôde ocorrer. Eu também havia estudado com essa
profundidade. Meu próprio pai sobreviveu a Auschwitz.
Minha avó estava na meia-idade
quando ficou face a face com o Dr. Josef Mengele, o médico nazista que conduziu
experimentos indescritivelmente cruéis em suas vítimas, e ela sobreviveu a
Auschwitz ao desobedecer à sua ordem para entrar na fila com os mais velhos,
grisalhos e fracos, e, em vez disso, enfiou-se na fila dos mais jovens.
Ela escapou das câmaras de gás
uma segunda vez ao negociar comida por tintura de cabelo, para que não fosse
morta por aparentar ser muito velha.




















