domingo, 19 de junho de 2016

Os islamófilos

Alberto Gonçalves

Na sua página do Twitter, a dona Catarina Martins recomendou um artigo do Público intitulado "Não sou Orlando, sou LGBT". O artigo, assinado por um "estudante" e "activista" (leia-se um rapaz do BE), fala em "ataque homo-bi-transfóbico" (caramba!) e termina a convocar as massas para uma marcha em Lisboa. Ao citá-lo, a dona Catarina Martins repete o cliché de outros grandes vultos da humanidade, incluindo a excelência que ocupa o cargo de primeiro-ministro: a matança naquela cidade da Florida reduz-se a um acto de homofobia, que segundo o dr. Costa "feriu de morte a Liberdade [sic]".

Apesar de a escrever com maiúscula, o dr. Costa tipicamente desconhece o significado da palavra. Liberdade é justamente permitir a existência de opiniões ou sentimentos distintos dos nossos, por patetas ou grotescos que os consideremos. A homofobia, enquanto pavor da homossexualidade ou ódio a homossexuais, é uma opinião ou um sentimento, matérias que só um espírito muito pouco livre pode achar criminosas. Numa sociedade decente, um indivíduo deve gozar do pleno direito de abominar gays, ciganos, brancos, banqueiros, esquimós, loiras, drogados, anões, políticos ou benfiquistas. Não pode é pôr as suas "convicções" (digamos) em prática a ponto de prejudicar alguém. Isso é que constitui um crime. O resto é, se assim o entendermos, mera estupidez.

E estúpido também é acreditar nas aflições de tantas almas perante os "ataques homo-bi-transfóbicos". Sobretudo quando essas almas defendem em simultâneo o exacto tipo de cultura que, em vez de ridicularizar a homofobia, incentiva-a. E que, em vez de punir as atrocidades cometidas a pretexto, legitima-as. Toda a versão "mediática" da discoteca Pulse ignora o elefante no meio da sala - e que partiu a louça por culpa de Newton e da gravidade.

A fim de evitar a demência terminal, convém reparar no elefante: Omar Mateen, o assassino, era muçulmano e afirmou agir em nome do islão. Os países subjugados ao islão condenam e perseguem legalmente os homossexuais. Os Estados Unidos, por exemplo, condenam e perseguem legalmente as criaturas que agridem homossexuais. Não me lembro de nenhuma ocasião em que, no "confronto de civilizações" ou no que lhe quiserem chamar, a maioria dos nossos alegados inimigos da discriminação estivesse do lado que costuma proteger as respectivas vítimas.

Passos contra a oligarquia, e mais uma vez por causa de um banco

João Marques de Almeida

Este é o problema para Costa: discutir as causas que levaram a termos de colocar 4 mil milhões para salvar a CGD faz-nos regressar ao mundo socialista que provocou um resgate e 4 anos de austeridade.


Vou começar com factos, e citando o Expresso (jornal que ninguém pode acusar de ser contra o actual governo ou mesmo contra o PS):

– A CGD “emprestou em 2006 quase 300 milhões de Euros para Vale de Lobo. Além de dar crédito, a CGD tornou-se acionista.”
– A CGD concedeu igualmente um crédito de 476 milhões de Euros a uma empresa espanhola, a Artlant, para construir uma fábrica em Sines. Tal como com Vale de Lobo, a CGD tornou-se acionista.
– Emprestou cerca de 800 milhões de Euros ao grupo Espírito Santo, ao grupo Lena e ao empresário angolano António Mosquito, os quais nunca serão recuperados.
– Emprestou ainda cerca de 360 milhões de Euros a Joe Berardo para comprar ações do BCP. Outro crédito que jamais será recuperado.

Ou seja, à volta de 2 mil milhões de Euros perdidos. Quem vai pagar estas perdas? Nós. Todos os portugueses. O governo acabou de nos informar que vamos ter que injectar 4 mil milhões de Euros na Caixa. Para onde foram os 2 mil milhões? Quem ganhou dinheiro com estes “empréstimos”? O governo não quer que os portugueses saibam nada sobre o que se passou. Parece que, para o governo, os portugueses servem para votar e para pagar. De resto, devem ficar calados e aceitar tudo na santa ignorância.

A coragem de uma jovem contra psicopatas da extrema-esquerda na UnB

Luciano Henrique
A extrema-esquerda bolivariana, que infesta as universidades federais, não é diferente do nazismo. A única diferença é que hoje há um ambiente menos propício para o estabelecimento de campos de concentração.

Mas pela via do fascismo eles sempre encontram outros meios de oprimir pessoas em situação de vulnerabilidade.

Este vídeo, trazendo um ocorrido na UnB – uma instituição que está se tornando cada vez mais inimiga da civilização, em razão de permitir e endossar a prática do fascismo pela extrema-esquerda – expõe uma situação crítica. Uma jovem de direita tentava falar em um evento e foi coagida de modo perverso por uma multidão de psicopatas.

A direção da UnB é conivente com esse tipo de barbárie, uma vez que não demonstrou intenção de expulsar nenhum dos que a agrediram verbalmente. E lembre-se: a UnB é bancada com dinheiro dos pagadores de impostos. Usar nosso dinheiro para financiar violência é algo que deveria ser discutido mais seriamente.

O mais bizarro é que enquanto a extrema-esquerda, em ritmo de matilha, aplicou o mais extremo fascismo contra uma jovem indefesa (e brava), eles a chamaram de “fascista”. É como se o Maníaco do Parque chamasse suas vítimas estupradas e mortas de “assassinas em série”.
Veja o vídeo, da página Distrito Liberal:


Devemos atentar para o que esses monstros podem tentar fazer contra ela. Não há limites para o horror praticado pela extrema-esquerda. É possível que tentem destruir a vida dessa garota. Que o nome dela seja conhecido, em caso de tentarem alguma barbárie contra ela. 
Título e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 18-6-2016

Boulos ameaça Moro se este prender Lula

Luciano Henrique


A BLOSTA divulgou algumas afirmações de Guilherme Boulos [foto], líder do MTST, configurando mais uma evidência de como a petralhada odeia a Lava Jato. As frases abaixo, de Boulos, podem ser lidas no Diário do Centro do Mundo:

“[Lula] aparece em primeiro nas pesquisas”

“Seguramente Sergio Moro quer prender o Lula. Já demonstrou isso mais de uma vez. Deve dormir pensando nisso e acordar pensando nisso”

“Não sei de onde vem essa sanha, esse ódio ao Lula. É um advogado que virou juiz, um cara de classe média de Maringá que virou justiceiro. A psicanálise pode responder isso”.

“Se fizerem isso sem nenhum tipo de prova consistente, como foi com a condução coercitiva, eles vão jogar gasolina na fogueira que já está o país. Teremos uma convulsão”.

Eis aí como os bolivarianos ameaçam a Justiça. No mundo do tráfico, já sabemos quem são aqueles que ameaçam os que podem prendê-los: os chefes da boca. Vivem de ameaçar a Justiça. Nisto, são iguais aos capitães do petismo.

E mais uma vez os petistas morrem pela boca. Boulos mostra como o PT é o maior inimigo da Lava Jato. 
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 18-6-2016

sábado, 18 de junho de 2016

[Estórias da Aviação] Comandante solta papel higiênico

Alberto José

A tripulação caminhava no aeroporto de Miami para o portão de embarque. Quando eles estavam passando em frente ao Duty Free, no caminho para o gate designado, uma senhora de uns 50 anos, tipo cubana, chamou o Supervisor de Cabine. Ele atendeu e parou para saber o que ela queria. Ela perguntou para onde estavam indo.


Ele respondeu: "Estamos indo para o Brasil"!
Ela então falou: “Meu filho, eu quero te avisar que vocês vão passar por um grave perigo!... A partir de agora eu vou ficar rezando por vocês. Que Deus abençoe vocês!"

O colega ficou espantado, achou muito estranho, mas logo esqueceu aquele encontro inusitado. Depois da decolagem, após alguns minutos, de repente o avião guinou violentamente para a direita e mergulhou mais de mil pés até voltar à atitude normal de voo.

Todo o mundo ficou em pânico, assustados com a manobra imprevista. Então, o Supervisor de Cabine e outros Comissários foram ao "cockpit" para saber o que tinha acontecido. O comandante, ainda assustado perguntou: "Tá tudo bem lá atrás?... como estão os passageiros?... pessoal, escapamos de sorte, quase colidimos com um avião que apareceu na nossa proa!"
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Orgulho de ser brasileiro?... Alles Kaputt!

Valdemar Habitzreuter
As Olimpíadas estão prestes a acontecer. O Brasil está falido. O Estado do Rio de Janeiro está num colapso total. As obras para sediar as Olimpíadas estão atrasadas e muita coisa ficará para trás por falta de tempo de acabá-las e, principalmente, por falta de verbas. Nesta última semana foi pedido socorro ao governo federal para injetar mais dinheiro. Temer atendeu aos socorristas, e nós, já massacrados por tanta deslealdade de nossos governantes e políticos, vamos pagar a fatura.


Maldito o dia em que Lula e seus asseclas lutaram com unhas e dentes para trazer a Copa do mundo e as Olimpíadas para o Brasil. A Copa do Mundo, como todos sabemos, foi um vexame para o nosso futebol, além dos bilhões investidos em arenas superfaturadas em que a corrupção campeava solta. Agora, às vésperas dos jogos olímpicos, estamos mais uma vez fadados a passar vexame perante o mundo. Os indícios já se fazem ver: obras ainda por concluir e, pela exiguidade de tempo, ficarão mal-acabadas; ciclovia desabando; Vias de acesso ao parque olímpico atrasadas e a desejar; o VLT (veículo leve sobre trilhos) ameaçado de não funcionar a contento e por aí vai.

Há duas décadas escondeu-se do povo brasileiro os golpes orquestrados sorrateiramente pelo regime petista que levaram o Brasil ao buraco e só agora sentimos as consequências. Os governantes do Estado do Rio de Janeiro, sempre mancomunados com o governo petista, deram com os burros n’água. O Estado está em ruína: a saúde pública agonizando; a segurança pública uma piada, quem manda são os bandidos com suas bazucas...

Os cariocas não mais poderão cantarolar com orgulho: “cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, coração do meu Brasil...”. Alles kaputt! Tudo arruinado! 
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 18-6-2016

A sociedade aberta e os nossos inimigos

Alberto Gonçalves

Numa época em que se reclama a abolição dos tabus, ergue-se um tabu gigantesco: admitir a peculiar relação entre o terrorismo contemporâneo e o islão

A matança numa discoteca de Orlando lançou a esquerda ocidental na habitual busca de “explicações”.

Como o assassino nascera na América, o problema é a sociedade em questão.

Como o assassino era homem e heterossexual o problema é o “heteropatriarcado” (juro!).

Como o assassino era inadpatado, o problema é a exclusão social causada pelo capitalismo.

Como o assassino comprara armas, o problema é a facilidade de acesso às ditas.

Como o assassino batia na esposa, o problema é a violência doméstica.

Como o assassino sofria de distúrbios mentais, o problema é a falta de um sistema universal de saúde.

Como o assassino era religioso, o problema é o fanatismo de todas as religiões.

Como as vítimas eram gays, o problema é a homofobia.

Como o assassino detestava mulheres e negros, o problema é a misoginia e o racismo.

Como assassinos similares rebentaram com cartunistas, transeuntes, espectadores de concertos, frequentadores de aeroportos, clientes de restaurantes e banhistas, o problema passa por fobias diversas que urge estudar. Qualquer desculpa serve desde que caiba na cartilha em vigor, idêntica ao programa da SIC E Se Fosse Consigo?.

[Estórias da Aviação] Sem tempo para chorar

Alberto José

O majestoso DC-10, já aliviado de parte de mais de 500 mil libras de peso, cortava os céus da Europa com velocidade superior a Mach 0.85 com destino a Roma. Dentro do avião, o "breakfast" já havia terminado para os passageiros ansiosos em chegar ao destino. Eu era o Chefe de Equipe e, ao passar pela galley junto às portas 3 ouvi um choro convulsivo. Abri a cortina e vi que uma colega nossa estava sentada sobre a mala pequena e chorava bastante. 

Ao seu redor, colegas procuravam acalmá-la. Perguntei o que havia acontecido com ela. Ainda chorando ela explicou que a sua filha, de 16 anos, prestou exame para bailarina do Teatro Municipal mas não foi aprovada!

Eu perguntei: “Mas quando foi isso?”
Ela respondeu: "Foi na terça-feira"
Então, eu retruquei: "Mas hoje é sábado… agora que você resolveu chorar?”
Ela respondeu: "Pois é, eu precisava chorar na terça-feira mas a escala não deixou… com essa escala não dá nem tempo de chorar em casa!"
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O Chefe de Equipe era famoso pelas suas conquistas. Um dia, depois do jantar, a comissária abriu a geladeira da Primeira Classe, viu a bela sobremesa e, olhando para o mencionado Chefe, perguntou:
"Fulano, você comeu a Charlotte?”
Sem perceber que ela estava falando da sobremesa, ele respondeu:
"Olha, de nome eu não lembro, mas devo ter comido!"
Texto: Alberto José, 17-6-2016

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Terrorismo não leva adjetivos

Vitor Cunha

O João Miguel Tavares, no seu artigo no Público, “Homofóbico e terrorista”, defende a tese (partilhada por diferentes pessoas, sejam de esquerda ou direita) de que não se deve escamotear o “homofóbico” do atentado terrorista ocorrido no bar de homossexuais em Orlando, Flórida. Há uma insistência de muitas pessoas no “combate à homofobia”, como se fosse possível ou sequer desejado combater o que as pessoas pensam. A homofobia, como qualquer outra fobia, é um sentimento interior. Trata-se de uma convicção formada através de um conjunto de ideias, ideias estas que, independentemente de fazerem ou não sentido, solidificaram na mente de um ser humano. Ninguém se lembra de combater a aracnofobia ou de combater a agorafobia com a excepção do psicólogo da pessoa que, por persistir num medo que condiciona a sua vida, procura ajuda para enfrentar o dia-a-dia.

Convenhamos que, para a sociedade como um todo – uma noção que, enfim, já roça uma certa boa vontade para que a aceitemos – é indiferente se o Zé das Couves é aracnofóbico, xenófobo ou, para o caso em questão, homofóbico. Durante dezenas de anos, a população portuguesa em geral viu com uma certa desconfiança (estou a ser simpático) a comunidade cigana sem que acções de sensibilização aparecessem.

A única coisa que interessa para a tal de sociedade é se o Zé cometeu ou vai cometer um crime. Ora, para prevenir o crime do Zé, campanhas de sensibilização anti-homofobia são indiferentes: o Zé é um sociopata se está disposto a cometer um crime em virtude do seu medo ou aversão. Como prevenir que o Zé chegue a cometer o crime? Se o Zé tem filiações a organizações que defendem o extermínio de pessoas – imaginemos uma hipotética Organização Para a Aniquilação da Homossexualidade por Via de Armas de Fogo (OAHVAF) – pode-se extinguir a organização, assumindo que, mesmo na ausência de crime, se viola o princípio da livre associação de pessoas. Por outro lado, se o Zé não pertence a qualquer organização desse tipo, o crime só pode ser prevenido através de um processo inquisitório. Há suspeita que o Zé não gosta de homossexuais, faz-se um julgamento e mete-se o Zé na fogueira, por bruxaria convicção de que poderá cometer um crime. Neste caso, assume-se o delito de opinião. O combate a ideias, boas ou más, se não estão instanciadas em acções, só gera resultados através de thought police.

Temer deve preparar-se para uma oposição a la europeia

Cesar Maia
               
1. A radicalidade das oposições políticas, partidárias, sindicais e associativas é própria dos regimes parlamentaristas. Afinal, a sustentação da maioria parlamentar é a condição para a continuidade do governo.
                   
2. Isso cria uma sensação que desestabilizar essa maioria abre espaço para novas composições com outras forças políticas, e mesmo para novas eleições. Nesse sentido, mobilizar as demandas de setores diversos, confrontar com o governo de maioria eventual em questões ideológicas, geram desgaste e abrem espaço para concessões.
                   
3. No limite, abre espaço para novas eleições. Essa alternância de gabinetes – muito comum no século 20 nos regimes parlamentaristas – tornou-se rara. As eleições nesses regimes ganharam perfil de eleições presidenciais. E, em seguida, a instabilidade dos governos generalizou-se. E, com ela, as concessões.
                   
4. Algumas representações políticas regionais colocaram na ordem do dia o separatismo. Vide Escócia e Catalunha. Esse é um extremo dessa radicalidade. A discussão sobre a revisão das leis trabalhistas na França tem parado Paris. E no dia 26 de junho, um plebiscito no Reino Unido decidirá sobre a permanência ou não no Reino Unido. Na Espanha não há governo de maioria e pelas pesquisas as eleições do próximo dia 26 não tendem a resolver esse grave problema.
              
5. Essa é também expressão de demandas setoriais que se sentem confortadas ou não com a presença do Reino Unido na União Europeia. Plebiscito dia 24 próximo.

Janaina Paschoal e a imagem da bravura política

Luciano Henrique

Foto: Guilherme Amado/O Globo 

Acabamos de ler na coluna de Lauro Jardim em O Globo:

A sessão da Comissão de Impeachment do Senado foi suspensa, mas Janaina Paschoal não arredou o pé da sala. Está há algumas horas lá, sozinha, mexendo no celular.

Essa é decididamente a imagem de uma pessoa brava politicamente, atenciosa para evitar que os embustes dos petistas passem batidos.

Parabéns, Janaína.
Via Luciano Henrique, Ceticismo Político, 15-6-2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Charada (254)

Um frasco de
sumo de limão
custa 1,10 euros.
Sabendo-se que o sumo
custa 1 euro a mais
do que o frasco,
qual é o preço 
do frasco sem sumo?

[Estórias da Aviação] Ligando do Jumbo

Alberto José

Logo que o B-747 entrou na linha para Nova Iorque eu estava recebendo os passageiros em Guarulhos quando observei que, na executiva, uma senhora estava usando um celular – um tijolão, na época – eu falei com ela que não era permitido usar o aparelho no avião. Ela respondeu: "Já estou terminando, mais um minuto, por favor!" E continuou. "Alô, fulana… adivinha onde eu estou! Estou ligando do Jumbo!... não, não é supermercado! É do Jumbo da Varig!!"
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Em outro voo para Nova Iorque, alta madrugada, depois do jantar eu notei que uma morena, bonita, de uns 20 anos, estava mudando de poltrona e sentando junto a homens que estavam sozinhos e, com cada um, ela ficava uns dez minutos e depois sentava com outro passageiro. Eu me aproximei e vi que outros passageiros já tinham notado e estavam na "fila de espera". Aí, eu perguntei a um deles se ele pagou pelo "serviço" e ele respondeu que eram 20 dólares de cada um. Quando ela deu a volta pela galley eu falei para ela que ia avisar ao Comandante. Ela respondeu: "Pode ir, pr'a ele e pr'a você eu faço de graça!!”
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No voo para Lisboa, no DC-10, durante a projeção do filme, eu estava no fim da cabine observando os passageiros. Então, eu vi que uma senhora trocou de poltrona várias vezes. Eu me aproximei e perguntei se ela precisava de alguma ajuda. Ela respondeu: "Oh pá, estou a procurar uma poltrona que fale em português, para poder acompanhar o filme!"
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No voo do DC-10 que passou por Lisboa, havia muitos passageiros para embarcar e foi dada a autorização para "upgrading". Então, passageiros humildes, sem experiência de viagem embarcaram na Primeira Classe. Foi servido o jantar e eles não aceitaram nada. Eles estavam com medo de ter que pagar por aquele serviço suntuoso. Depois do jantar, a Comissária estava pedindo para fechar as cortinas das janelas. Então, um casal que estava nos assentos 3 A/B não entendeu o pedido da Comissária. O marido respondeu duas vezes: "Eu não percebo"! Para se fazer entender, a Comissária falou: "Por favor, o senhor poderia fechar a janela"?! O marido, num safanão soltou o cinto e pulou para o corredor dizendo: "Sai daí Maria... o avião está a voar e a janela está aberta!!"
Título e Texto: Alberto José, 16-6-2016

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Defensores da presidente se dão ao direito de agredir verbalmente, mas não admitem críticas

Eu assisti a uma parte da sessão de hoje. Vi a senadora Ana Amélia presidindo. Vi as intervenções da doutora Janaína Paschoal: essa mulher é brilhante!

Também assisti ao senador Magno Malta se indignar justamente pelo mesmo motivo que a senadora Ana Amélia explica no vídeo.
Ele dizia “Eles podem tudo! Nós, não!” Curiosamente, o senador Magno Malta teve o microfone desligado sob a presidência da senadora Ana Amélia.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Fundamentalismo religioso

Valdemar Habitzreuter
Mais um atentado terrorista nesta semana na França matando um casal de franceses por um fanático muçulmano... 

Supostamente as religiões deveriam ser caminhos que homens e mulheres trilham para que o amor e a paz prevaleçam entre os povos. É o que deveria ser. O objetivo, portanto, das religiões é apresentar um modelo de perfeição que deve ser o paradigma de orientação com o qual a humanidade possa atingir os ideais da paz ou, se quiserem, a salvação. Dá-se o nome de Deus a este modelo - um Ser perfeitíssimo de amor e paz, e sua existência é irrefutável, mesmo que a inteligência humana não consiga reunir provas de sua existência.

Portanto, todo homem e mulher devem ter este modelo na sua jornada da vida, todos a caminho visando o amor e a paz.

O interessante é que Deus – a absoluta perfeição – é um ser transcendente, colocado fora ou acima deste mundo por ele criado e que os homens tornaram imundo pelas suas imperfeições. É preciso reverter o estado de imundo, de imundície, e voltar a ser novamente mundo, isto é, limpo, perfeito. Isto só através da religião que purifica os homens e os torna novamente dignos deste mundo.

As religiões, portanto, têm a incumbência de planejar esta via da perfeição. É aí que o bicho pega. Quem, nestas religiões, tem a autoridade para mostrar aos homens o caminho que leva ao numinoso, ao seio do Ser perfeito que está distante, não se sabe onde, e incomunicável? Entra aí o papel de certos homens, os profetas.

Nas três grandes religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo, encontramos inúmeros desses homens profetas que são tidos os elos entre Deus e os homens – os mensageiros de Deus. Deus falava através dos profetas enviando mensagens para que homens e mulheres seguissem normas no caminho da perfeição.

[Estórias da Aviação] As faixas da autoridade

Um Chefe de Equipe, famoso pelas suas tiradas, falou ao Comandante sobre uma decisão que havia tomado a respeito do serviço no avião. O Comandante, sem dar qualquer alternativa, desaprovou a decisão. Um colega, que estava ao lado, falou para o Chefe de Equipe:
“Viu... fulano? O "quatro faixas", que é a autoridade, não gostou da sua ideia!”
O Chefe de Equipe respondeu:
"Olha cara, se faixa fosse sinal de autoridade, zebra era presidente da República!"
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Aquele "galley" era boa gente, mas era grosso e temido por alguns tripulantes.
Durante um voo, após o jantar, o Nogueira perguntou ao Comandante Scalabrin se ele aceitaria sobremesa. O comandante perguntou: “Tem uvas na cesta?” Resposta afirmativa. “Então, me traz um cacho de uvas brancas!”
Alguns minutos depois o Nogueira voltou. "Comandante… não tem uva branca... só tem verde e marrom"
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Aquele Comandante, hoje junto ao Senhor, era ostensivamente homofóbico. Certa vez, ao receber a apresentação da tripulação dentro do B-727, chegou a vez de receber os cumprimentos de um colega que era bem delicado. Então, com bastante ironia ele falou para o colega:
"Então... quer dizer que temos uma bicha a bordo?”!
O colega respondeu no ato:
“Então, são duas bichas, Comandante... porque eu também sou!”
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O mecânico de terra estava fazendo prova no Ensino para Mecânico de Voo. A primeira pergunta de Motores: O que é anel de segmento? Resposta do candidato: É UM ANEL QUE VEM DEPOIS DO OUTRO!!!
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Novo abaixo-assinado: “Pela eliminação dos ‘alligators’ da Flórida!”

A triste notícia “Criança de 2 anos é atacada por jacaré em resort da Disney” me inspirou a abrir um abaixo-assinado, a exemplo daquele pelo banimento de armas nos Estados Unidos, criado após o assassinato em massa, em Orlando, Florida. Massacre cometido por um terrorista islâmico.

Ora, como os idealizadores e seguidores desse abaixo-assinado culpam a arma pelo massacre, me ocorreu, oportunisticamente, criar a petição pelo abate de todos os jacarés do Estado da Flórida.

Imagem: daqui

‘Matamento’ de saudades


Olá!
Este editor estará no Rio de Janeiro na semana de 20 a 26 de junho.

Ora, aproveitando a (boa e rara) oportunidade, pensei em sugerir aos amigos que nos (re)encontrássemos na tardinha/noite de sábado, 25 de junho.

Pois bem, o local do (re)encontro será no Bar Banana Jack, que fica na Rua Olegário Maciel, no início da Barra da Tijuca.



Este post/lembrete destina-se a avisar os amigos que não têm, não curtem o Facebook.

Obrigado!
Abraços e beijos de carinho./-

A culpa!


Vários níveis de tragédia

Maria João Marques 

Subimos mais um patamar de tontice: os atentados terroristas islâmicos já não são atentados terroristas islâmicos. O que significa que subimos também um degrau na ineficácia da contenção do terrorismo

Além da bipolaridade autoinduzida a que os portugueses se entregam a cada europeu ou mundial de futebol, estávamos também entretidos com o presidente e o primeiro-ministro em Paris, sem nos conseguirmos decidir se havíamos de rir, se corar de vergonha pelas figuras alheias. Os indicadores económicos do país são de índole a bebermos para esquecer. Mas não faz mal, que PM e PR passeiam-se sorridentes por Paris, tiramselfies ridículas e alardeiam os benefícios dos afetos e do otimismo. Quando alguém perder o emprego, já sabe que pode contar com algo ainda mais útil: a amizade do presidente.

Tivemos ainda o bónus de Costa sugerir aos professores portugueses que desandem para França se quiserem continuar carreira no ensino, lembrando que o número de alunos tem diminuído. O que é delicioso. Por um lado, porque a esquerda enlouqueceu quando Passos Coelho disse exatamente a mesma coisa. Por outro, porque a mesma esquerda agora se esforça por negar que a mensagem de Costa é igual à de PPC. Nem o primeiro-ministro resistiu a vir presentear-nos com metáforas elegantes da beira da estrada e a estrada da Beira.

Enfim, estávamos nós entregue ao reality show Costa & Marcelo quando ocorre o atentado de Orlando. E impressionou-me particularmente desta vez a tremenda propensão que tantas pessoas têm para catalogar um evento complexo e arrumá-lo numa caixinha pequenina onde fica reduzido a ocorrência monotemática.

O criminoso que matou em Orlando era muçulmano, avisou que fazia o atentado em nome do ISIS, declarou as imbecilidades do costume (estava tão incomodado com as mortes de inocentes provocadas pelo Ocidente no Iraque e na Síria que ia matar mais gente inocente como protesto), vários relatos colocam-no como simpatizante do extremismo islâmico, já tinha ido duas vezes à Arábia Saudita (esse país encantador e moderado). Mas não, o atentado de Orlando não é terrorismo islâmico, onde é que eu fui buscar esta ideia?

terça-feira, 14 de junho de 2016

Idiotice neoesquerdista

Maria Lucia Victor Barbosa

Na magistral obra de Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Alvaro Vargas Llosa, “O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, explica Mario Vargas Llosa no prefácio:

“A idiotice que impregna esse “Manual” não é a congênita, mas de outra índole. Postiça, deliberada e eleita, se adota conscientemente por preguiça intelectual, modorra ética e oportunismo civil. Ela é ideológica e política, mas acima de tudo, frívola, pois revela a abdicação da faculdade de pensar por conta própria, de cotejar as palavras com os fatos que elas pretendem descrever, de questionar a retórica que faz às vezes de pensamento. Ela é a beataria da moda reinante, o deixar-se levar sempre pela correnteza, a religião do estereótipo e do lugar comum”.

No Brasil temos o PT como grande partido de esquerda e partidos nanicos que gravitam ao seu redor, São dotados da mesma idiotice a que se referiu Mario Vargas Llosa, sendo bom esclarecer que temos três grupos de idiotas neoesquerdistas: o que compõe a massa de manobra, os oportunistas e as espertas lideranças políticas:

Os que se tornam massa de manobra são os que recebem uma lavagem cerebral que geralmente começa na juventude, quando se é doutrinado na escola ou na universidade por professores marxistas pertencentes ao PT. Sem maturidade para cotejar os fatos à luz da realidade os cérebros juvenis absorvem algumas noções marxistas recheadas com palavras de ordem.  Aprendem que ser de esquerda é ser bom, defensor dos pobres, um sujeito de caráter. Na direita, ao contrário, está a elite maldosa, seguidora de um tal de neoliberalismo, opressora dos fracos e oprimidos. Idealistas, em busca de bandeiras que justifiquem seu existir às vezes sem graça, os jovens abraçam com ardor ideias que os transformarão em fanáticos. Tudo será justificado em nome da fé.

Golpe é o que foi feito com os trabalhadores, diz Ana Amélia

Jihadi cool

Rui Ramos
Como se combate o jihadi cool? Não é argumentando: é privando-o de coolness. É associando o jihadismo à impotência e à futilidade. Por isso, a sua derrota militar é fundamental.

Recapitulemos o que consta sobre o assassino de Orlando. As redes sociais mostram-no em poses narcisistas; a ex-mulher lembra um marido misógino, violento e pouco religioso; os colegas de trabalho retiveram a sua propensão para o racismo e a homofobia. O que é que um indivíduo assim procurou no jihadismo? Muito provavelmente, a adrenalina da transgressão e o poder sobre os outros. Teria o jihadismo a mesma atracção para este viciado em selfies se consistisse em movimentos derrotados?



O jihadismo tem certamente complexas histórias regionais na Ásia e em África. Mas do ponto de vista dos seus recrutas ocidentais – 4000, segundo algumas estimativas –, “jihadi cool” é um ângulo relevante. Para milhares de jovens como Omar Mateen, a guerra santa não é a experiência religiosa da tradição, mas a possibilidade de encarnar o matador do jogo de vídeo, o vilão do filme de super-heróis, o mauzão do gangsta rap. A jihad proporciona-lhes selfies imponentes, e não é por acaso que os jihadistas ocidentais deixam rastos tão grandes nas redes sociais. Como se combate um fenómeno destes? Não é argumentando: é privando-o de coolness. É associando-o à impotência e à futilidade. É por isso que a sua derrota militar é fundamental.

Não é possível, a menos que o Ocidente realize finalmente o pesadelo policial de Orwell, controlar toda a gente e prevenir todas as iniciativas. É necessário dissuadir os potenciais recrutas da jihad. Mas isso não se faz pelo expediente de discursar solenemente sobre a democracia, ou ensinar tolerância nas escolas. Tudo isso irá apenas acumular-se na pilha de coisas que o jihadista despreza. Ser mal visto é algo que o jihadista suporta bem. O que ele não suportará é fazer figura de falhado.