quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Estamos no grau zero, certo?

Maria João Marques

Só nos resta aguardar pela publicação no site da Presidência da nota congratulatória de Marcelo Rebelo de Sousa pelo regresso das andorinhas na primavera, pois estas não são menos que George Michael.

Durante horas pensei que o lamento oficial de Marcelo Rebelo de Sousa pela morte de George Michael era uma piada das redes sociais à hiperatividade presidencial a que MRS nos vem habituando. Nem acreditei quando li as notícias. Tive de ir ao site da Presidência da República confirmar que a mais recente exuberância pesarosa de MRS existia mesmo. Pelo que, queridos concidadãos, está na hora de assumirmos mais esta cruz nacional (e peço perdão por trazer este travo quaresmal para o tempo natalício): temos um Presidente que perde tempo a emitir lamentos oficiais pela morte de estrelas pop estrangeiras.

Presidente da República lamenta morte de George Michael
“Manifesto o meu pesar pela morte de George Michael, um artista e compositor versátil e talentoso, com uma longa carreira de inequívoca qualidade.

Tal como David Bowie e Prince, para mencionar apenas alguns que este ano nos deixaram, partiu demasiado cedo e de forma inesperada. É difícil não pensar no que George Michael nos podia ainda ter dado, mas pelo menos teremos sempre o que a vida dele nos deixou.

Marcelo Rebelo de Sousa”, 25-12-2016

Enquanto aguardamos a publicação no site da Presidência da nota congratulatória de Marcelo Rebelo de Sousa pelo regresso das andorinhas na primavera (que as andorinhas não são menos que George Michael), ou talvez mesmo um comentário oficial do Presidente sobre a problemática das notícias falsas, devemos, quem sabe, perder uns momentos e dirigir a uma qualquer divindade do nosso agrado uma oração pedindo uma mordaça para Marcelo Rebelo de Sousa (já que o bom senso e o sentido das proporções não são suficientes para o moderar).

Há pouco tempo o caso Cornucópia teria dado uma lição ou duas ao Presidente, se tivesse capacidade de aprender. Ouvida a notícia do encerramento do teatro, Marcelo Rebelo de Sousa abalou para o local do crime – por razões além do entendimento humano – e sugeriu – outra vez por razões além do entendimento humano – que a Cornucópia devia ter um regime de exceção.

Donald Trump: Stay strong Israel!



Briga de casal leva avião da American Airlines a fazer pouso não programado em Brasília

Eduardo Bresciani

Aeronave saiu de Guarulhos (SP) com destino a Nova Iorque e passageiros tiveram viagem interrompida

Foto: LM Otero/AP

Uma briga de casal levou um avião da American Airlines a fazer um pouso não programado no aeroporto de Brasília na madrugada desta quarta-feira. A Polícia Federal foi chamada para ajudar no caso e os demais passageiros tiveram que aguardar para completar a viagem. Eles deverão retomar a viagem somente no período da tarde.

O avião decolou de Guarulhos (SP) com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos. Pouco antes das 2 horas da manhã, o comandante do voo contatou a Inframerica, empresa que administra o aeroporto de Brasília informando da necessidade do pouso devido à confusão a bordo.

Segundo relato da Polícia Federal, a mulher estava “extremamente agressiva” e não respeitou as orientações da tripulação para permanecer em seu assento, nem mesmo durante o procedimento de decolagem em Guarulhos (SP). A decisão de interromper o voo ocorreu devido a agressões verbais dirigidas contra os comissários.

O pouso em Brasília ocorreu às 2h37m e os dois passageiros envolvidos na briga foram desembarcados “sem maiores transtornos”. O voo deveria ter sido retomado às 4h25m, mas a tripulação decidiu por suspender a continuidade devido às horas de trabalho da equipe. Segundo a PF, não serão necessários novos procedimentos migratórios porque os passageiros receberam cartões de trânsito ao desembarcar. 
Título e Texto: Eduardo Bresciani, O Globo, 28-12-2016

Chaves vai voltar


Calorão no Rio


2016: Um grande ano para a direita. Péssimo para as esquerdas

Luciano Ayan



Primeiramente, foi um ano em que muitas narrativas caíram. O fascismo cultural apanhou muito, sofreu, comeu na nossa mão. Apesar de alguns tropeços que foram aqui mesmo apontados, a direita acertou ao apostar no discurso pró-liberdade de expressão e ao forçar a tática contrária ao politicamente correto. É notório que a população, de modo geral, está muito mais inclinada para o nosso lado nessa disputa narrativa, e isso se deve em fato aos tropeços da própria esquerda, mas também se deve ao crescimento exponencial de movimentos de reação.

A maior derrota da esquerda globalista este ano, a nível mundial, foi a eleição de Donald Trump. Toda a mídia de esquerda, aqui e lá fora, estava do lado de Hillary. Foram muitos jornalistas, repórteres e até redatores alinhados com a agenda esquerdista. Mesmo assim, ela perdeu. Foi hilário ver, no dia da vitória de Trump, a cara de bobo de tantos jornalistas chocados após terem passado meses como uma torcida organizada de Hillary.

Outras enormes derrotas da esquerda foram o BREXIT e o “não” dos colombianos ao acordo de paz com as FARC. Aliás, o BREXIT enfrentou situação quase idêntica a das eleições americanas, com uma imprensa que fez todo o tipo possível de jogos sujos para manchar aqueles que eram favoráveis a saída do Reino Unido da UE.

Natal na cadeia

Valter Almeida
Jantar sem champanhe francesa e uísque envelhecido 25 anos foi o natal dos presos da Lava Jato, mas tudo bem se os presos fossem pobres plebeus já que a comida até que foi especial, mas não são.

Todos eles viviam regados por mordomias dignas de marajás, morando em mansões e desfrutando do mais alto grau de luxo que se pode usufruir desde o poder, a fama de celebridades conquistadas pelo dinheiro em abundância. Esta condição das pessoas viverem não significa nenhum desvio de conduta desde que a conquista desse status tenha sido construída dentro dos padrões éticos da honestidade que qualifica o caráter de um homem de bem.

Entretanto a ambição desmedida pelo poder costuma provocar um efeito colateral que transforma seres humanos em fantoches do crime e foi isso o que aconteceu e vem acontecendo aqui no Brasil. Verdadeiras quadrilhas de corruptos formadas no nosso meio político e empresariais que têm devastado a nossa querida Pátria de norte a sul e de leste a oeste como um vírus contaminando todos os setores da nossa sociedade provocando o desmonte da economia, falência da saúde pública, piora na qualidade da educação, setor produtivo com treze milhões de desempregados, segurança pública desestruturada que não consegue proteger a população, perda do grau de investimento, os poderes constituídos como o Congresso Nacional sem credibilidade perante a opinião pública por conta do envolvimento de grande parte dos parlamentares em corrupção e muitos outros crimes praticados que têm atingido de maneira impiedosa as nossas vidas, trazendo pobreza, destruindo sonhos e gerando incertezas de um futuro justo e feliz para os nossos filhos e netos.

Esperança e confiança são as únicas saídas que nós temos que exercitar em dois mil e dezessete para resgatar a nossa Pátria das mãos criminosas desses bandidos.

Confiança no nosso patriotismo para lutar e esperança e apoio à operação Lava Jato, à Força Tarefa da Policia Federal e ao Ministério Público para que continuem servindo o jantar de natal na cadeia por muitos e muitos anos a esses sicários antipatriotas.
Título e Texto: Valter Almeida, 28-12-2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

[Discos pedidos] De niña a mujer

Jim Pereira oferece a Hilda Pereira Torres


Relacionados:

A menina salva três vezes

O equívoco político do ministro da Fazenda. Salvo pelo “gongo”

Cesar Maia               

1. As enormes - habilidade e experiência - do presidente Temer aproximando o poder legislativo e construindo parcerias, que as imagens na mídia demonstravam, não foi entendida pelo Ministro da Fazenda. Os projetos de lei, projetos de lei complementar e projetos de emenda constitucional que Temer levava ao legislativo eram precedidos dos contatos – reuniões, almoços, jantares - com os presidentes da Câmara e do Senado, com Líderes e Parlamentares. Seu gabinete está sempre aberto.
               
2. Dessa forma, os PLs, PLCs e PECs fluíam nas tramitações nas duas casas e assim minimizavam as resistências e os ruídos da oposição. Questões destacadas, como a PEC dos Gastos, tiveram muito mais luz nas ruas que nos plenários. Pesquisas mostraram que nas ruas não conseguiam fazer a maior parte da população entender do que se tratava.
               
3. A dinâmica da votação na Câmara de Deputados da renegociação da dívida dos Estados mostrou que o Henrique Meirelles, [foto] ministro da Fazenda, não entendeu as razões de fundo que explicavam o deslizamento dos PLs, PLCs e PECs defendidos por Temer.
         
        
4. As razões eram políticas, habilmente coordenadas por Temer em conjunto com os presidentes da Câmara e do Senado, incluindo líderes e parlamentares. Mas Meirelles – ministro da Fazenda - deve ter imaginado que a suavidade da tramitação dos PLs, PLCs e PECs se devia a uma forte hegemonia do poder executivo.
               
5. Quando a legislação da renegociação da dívida dos Estados com a União voltou à Câmara na véspera do recesso parlamentar, modificada pela interveniência direta de Meirelles no Senado, este deve ter entendido que prescindia de usar tempo e paciência com os deputados. Era uma questão apenas de pauta da câmara de deputados, presença de governadores e tudo deslizaria.

O BCE é uma ameaça maior do que o populismo

Rui Ramos

O BCE está a gerar na Europa uma espécie de subprime político, cuja ruptura, um dia, poderá precipitar a primeira grande viragem do século. A política do BCE é um risco maior do que o populismo.

Este foi um ano em cheio para quem é dado aos apocalipses. Desde o princípio do século que estamos à espera que o mundo acabe. Em dezasseis anos, já nos sobressaltámos com quase tudo: vírus (informáticos ou biológicos), atentados terroristas, guerras, e até uma crise financeira. Mas de cada vez que tudo parecia consumado, eis que o mundo teimou em continuar. Nem sequer o euro chegou ao fim, apesar de todos o terem declarado extinto em 2011. E não vale a pena falar do mítico “capitalismo”, que há quase dois século é regularmente enterrado de cinco em cinco anos. O ano de 2016, porém, pareceu promissor para os catastrofistas. Tivemos o Brexit no Reino Unido — a primeira reversão do outrora irreversível processo de integração europeia. E uns meses depois, os americanos elegeram Donald Trump — que os bem-pensantes ainda não decidiram se é Mussolini, Hitler ou Estaline.

O que tornou sensacionais o referendo britânico e a eleição americana não foram, até agora, as suas consequências, mas outra coisa: o facto de não fazerem parte das probabilidades admitidas pelas oligarquias mediáticas. Eram resultados que a ciência e o senso comum, em uníssono, haviam declarado impossíveis. Foram, por isso, recebidos como claros sinais de que desta vez era mesmo o fim do mundo. Aquilo que vimos, porém, ficou aquém das expectativas. Sobre o Brexit, aprendemos que, afinal, ninguém sabia o que era; sobre Trump, que ainda ninguém sabe o que vai ser. Talvez os anúncios do apocalipse tenham sido um pouco prematuros.

O nosso é um mundo em que não é fácil acontecer alguma coisa. Seis meses depois, o Brexit pouco mais é do que o resultado de um referendo. O processo de separação do Reino Unido da UE não começou, e não se sabe ao certo em que termos será concluído. Há procedimentos a cumprir, legislação a rever, acordos para negociar. No princípio do mês, ainda tudo estava encalhado no Supremo Tribunal do Reino Unido, onde juízes e especialistas debatiam com muita erudição qual deva ser, na sequência do referendo, o papel do parlamento.

Do passado que nos parece que existiu

Henrique Pereira dos Santos

Na semana passada Luis Aguiar-Conraria, no Observador, usou uma expressão semelhante à que hoje usou João Miguel Tavares no seu artigo do Público "Embora a herança salazarista tenha sido trágica na Educação".

Esta expressão é historicamente muito pouco rigorosa, seria muito mais rigoroso dizer "Embora a herança pombalina tenha sido trágica na Educação".

Vejamos.

Pouco antes do salazarismo a taxa de escolarização no país é de cerca de 15% e a taxa de analfabetismo estava acima dos 60%, quando o Estado Novo acabou a taxa de escolarização estava nos 85% (penso que medida pela número dos que completavam o ensino básico, visto que a frequência escolar e a alfabetização das crianças em idade escolar era de 100% desde o início dos anos 60) e a taxa de analfabetismo estava nos 25%, o que deve ser lido tendo em atenção que quem tinha 15 anos em 1930 sem nunca ter ido à escola, tinha uma boa probabilidade de estar vivo em 1974, continuando analfabeto. E é bom não esquecer que os mais novos e escolarizados tinham, em grande parte, emigrado.

Ou seja, o Estado Novo fez a escolarização de facto do país, coisa que o país tinha feito há 150 anos, no papel, sem nunca a ter levado à prática. Os resultados da primeira república nesta matéria são arrepiantes, provavelmente pela mesma razão que explica os resultados de Pombal: a perseguição ao ensino de base confessional.

Só nos anos 30 do século XX é que o número de alunos no país voltou ao que era antes da expulsão dos Jesuítas por Pombal, decisão que fez diminuir o número de alunos nas escolas de Portugal em qualquer coisa como 90%, para além de ter diminuído acentuadamente a qualidade do ensino pela diminuição brutal da qualidade dos professores (ver Francisco Romeiras e Henrique Leitão, para estes números).

The UN Declares War on Judeo-Christian Civilization

Giulio Meotti  

§ How is it that Western jurisprudence, created after the Second World War to prevent more crimes against humanity, is now being used to perpetuate more crimes and against democracies?

§  It is a dreadful manipulation to try erase all Jewish and Christian history, to make believe that all the world was originally and forever only Islamic. That is what a jihad looks like. It is not just orange jumpsuits, beheadings and slavery. If one can erase and rewrite history, one can redirect the future.

§ If Palestinian men beat their wives, it's Israel's fault, argued UN expert Dubravka Simonovic with a straight face.

§ Last month, the President of the UN General Assembly sported the famous keffiyah scarf, a symbol of the "Palestinian resistance" (read terrorism). This is simply the continuation of the cultural obliteration of Israel, which is supposed to justify next its physical obliteration.

§ The UN's war on the Israel's Jews is, at heart, a war against the West. The UN and its backers are briskly paving the way for the European Caliphate.

Last month, the President of the UN General Assembly, Peter Thomson, sported the famous checkered scarf, the keffiyah, a symbol of the "Palestinian resistance" (read terrorism). This is simply the continuation of the cultural obliteration of Israel, which is supposed to justify next its physical obliteration. (Image source: UN/Manuel Elias)
2016 has been a sumptuous year for the anti-Semites at the United Nations. The UN Security Council just targeted the only democracy in the Middle East: the State of Israel. The outgoing Obama Administration reportedly orchestrated what even Haaretz called a "hit and run" campaign in UN to denigrate the Jewish State and leave it to a fate where only conflict and hate loom. This is a cultural genocide that is no less dangerous than terror attacks. It is based on anti-Semitic lies and creates the atmosphere not for achieving "peace", as disingenuously claimed, but for perpetuating war.
Giulio Meotti, Gatestone Institute, December 27, 2016 at 5:30 am

Comissário da TAP morre com malária no Dia de Natal

Pedro Ramalho, 27 anos, esteve em trabalho na ilha de São Tomé no início de dezembro.

João Carlos Rodrigues


Pedro Ramalho, comissário de bordo da TAP, morreu no Dia de Natal vítima de malária. A doença terá sido contraída durante uma deslocação em serviço a São Tomé e Príncipe.

A morte está a levantar polémica entre os colegas e os pilotos. Afirmam que a companhia aérea não autoriza a profilaxia contra esta doença e que a vítima, de apenas 27 anos, foi diagnosticada com gripe quando apresentou os primeiros sintomas.

Segundo o CM apurou, Pedro Ramalho fazia parte da tripulação da TAP que entre 4 e 6 de dezembro voou para São Tomé, com escala no Gana.

No regresso, o comissário de bordo começou a sentir-se mal, com febre, dores de cabeça e vómitos. Foi consultado por um médico da empresa que presta serviços de saúde para a TAP e foi-lhe diagnosticada gripe.

Pela primeira vez na história, uma mulher pilota o avião presidencial e as feministas se calam

Luciano Ayan


Não é preciso apoiar o governo Temer para avaliar como mais uma vez uma narrativa da extrema-esquerda vai para o saco.

Como anuncia o Facebook do Planalto, pela primeira vez na história, uma mulher pilotou o avião presidencial. “Eu me sinto muito honrada de estar cumprindo essa missão de transportar a maior autoridade que nós temos no País. Foi necessário muito preparo e dedicação para ter chegado até aqui”, disse a capitã Carla Borges. Clique aqui para ler mais.

O que me importa, neste momento, é avaliar mais uma instância de duplo padrão das “feministas de grelo duro” do PT. Nenhuma delas homenageou a capitã Carla Borges. Nem estou entrando no mérito da representação em si (até porque não ligo muito para essas coisas), mas é impossível deixar de reparar o comportamento seletivo mais uma vez.

A associação de grande parte das feministas com o petismo ajudou a demolir a reputação do movimento. É claro que elas não representam as mulheres coisíssima alguma.


Título, Imagem e Texto: Luciano Ayan, Ceticismo Político, 26-12-2016

A guerra e o atraso de Angola

Rui Verde 

O discurso oficial da ditadura angolana atribui o atraso do país à guerra.

A guerra foi responsável por uma total devastação, e por isso o país tem demorado muito tempo a erguer-se e a recuperar.

Ainda agora o governador do Malange fez eco desse pensamento quando num discurso afirmou: “Agostinho Neto, independência nacional, José Eduardo dos Santos, paz, reconciliação nacional e reconstrução nacional até às bases do desenvolvimento, e João Lourenço, desenvolvimento e prosperidade.” Esta tripla estratificação explicaria por que razão o mandato de José Eduardo dos Santos fora um fiasco para Angola em termos económico-sociais. Tal aconteceu devido ao facto de o ditador-presidente ter estado ocupado com questões de guerra e paz. E já o próprio José Eduardo tinha afirmado, no seu surreal discurso do Estado da Nação de Outubro de 2016: “Muitos questionam por que razão não começámos este processo [diversificação da economia] muito antes, mas na verdade ele começou há muito tempo, só que não havia condições objectivas no nosso país para avançarmos mais depressa. Quando terminou a guerra em 2002, Angola e o Cambodja eram os países do mundo que tinham mais minas anti-pessoal e anti-tanque.”

José Eduardo usa o argumento da guerra, em particular as minas espalhadas pelo território, para justificar todo o atraso económico angolano e a dependência do petróleo. Não explica como gastou os mais de US $309 biliões de receitas fiscais derivadas da exportação de petróleo e de poupança líquida do Estado, arrecadados entre 2002 e 2014.

Esta teoria pode encontrar eco na propaganda, mas não na realidade. Estamos perto de 2017, a guerra terminou em 2002. Passaram-se, portanto, 15 anos.

Façamos um pouco de história comparada.

Amor incondicional


Que horas são?

Nelson Teixeira

Que horas são? Uma hora.
Que horas são? Duas horas.

Parece brincadeira de criança, mas o passar das horas nos lembra que o tempo não para. Ele passa, independente de tudo.

Independente da nossa vontade, as horas, os dias, os meses, os anos, e quando percebemos mais uma existência se foi.

A cada existência se vai também mais uma oportunidade de aprendizado mergulhado na carne.

Que horas são na tua vida hoje?

É hora de parar para pensar no que já foi feito e no que está por vir?

É hora de começar a construir algo novo?

É hora de aprender e de ensinar?

É hora de perdoar o teu irmão?

É hora de crescer e deixar que a vida te mostre algo diferente?

Pode ser hora de se libertar de algo que te angustia, que te incomoda;
Pode ser hora de começar um novo relacionamento ou de terminar um velho.

Nós é que decidimos, queridos amigos, que horas são na nossa vida.

Que cada um faça a sua reflexão e descubra que horas são. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 27-12-2016

QUIZ: A Vida de Pi

Como se chama o jovem ator de A Vida de Pi, o mais recente êxito do realizador Ang Lee?


A  –  Irrfan Khan
–  Dev Patel
C  –  Suraj Sharma 
D  – Madhur Mittal

Charada (384)


Julieta tem um jarro,
duas rosas, um cravo e três
margaridas. Liliana tem um
jarro, três rosas, dois cravos e
duas margaridas.
No total, quantas flores 
têm as duas amigas?

Generoso leitor, que o seu 2017 lhe traga muita felicidade e alegria!

[Discos pedidos] A música que quero ouvir, de novo

Taí, uma nova [coluna] em nossa revista virtual. (Não vos parece que O cão que fuma está mais para uma revista – virtual – do que um blogue ou site? Por favor, aguarde o artigo que propõe essa discussão).

Well… voltando ao título. Era assim que se chamavam os programas mais populares das rádios angolanas na década de 60. Normalmente, eram transmitidos nas tardes de sábado e domingo e, está na cara!, botavam para tocar as músicas preferidas da galera, ora!



Aí, neguinho que já tinha gravador de rolo, ficava super atento para evitar os comerciais e o palavrório dos apresentadores, e conseguia gravar, sei lá! quatro horas de baile! Assim começaram os DJs podes crer!


Eu também tive um gravador de rolo! E a este associo, vai lá saber porquê, a música “Capri, c’est fini”, cantava Hervé Villard.

Então, em homenagem à ‘redescoberta’ de uma pessoa que cantou esta canção de Roberto Carlos em uma varanda de um apartamento do condomínio Novo Leblon, canção que retratava o momento deste editor: 

Não sei como ainda tem gente que consegue conversar com este belzebu!?


Os conflitos de interesse de Trump. Cinco casos bicudos

Antes de ter concorrido, e vencido, a corrida à Casa Branca, Donald Trump era famoso pelos negócios milionários. Os conflitos de interesse podem pôr em causa a imparcialidade como Presidente.

Continue lendo este providencial e proverbial aviso no Observador, 26-12-2016