quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Capítulo 10 - Os cafés

Capítulo anterior:
Nono capítulo: "Tu ficas cá!"

Era um hábito naquela época (não sei se continua…) os estudantes irem para os cafés estudar. Ficávamos a tarde inteira, à frente de uma ‘bica’, estudando, ou fingindo, tanto faz.
Claro que, se bem me lembro, não eram todos os cafés que permitiam tal costume.

Eu também aderi, claro. “Si fueris Romæ, Romano vivito more; Si fueris alibi, vivito sicut ibi.”

Então, o meu primeiro café que ‘elegi’ foi o “Almada”. Ficava numa esquina, da Rua Almada com…

Às vezes, à noite, ia até o “Apolo”, que ficava mais abaixo na Rua do Almada. Não sei como fui parar lá… O pessoal saía de casa para ir assistir televisão nos cafés. Pois bem, neste café, costumava ir um casal com duas filhas. Moravam em Vila Nova de Gaia, isto é, do outro lado do rio Douro. Não sei se eles iam em carro próprio ou de transporte público… Só sei que uma das filhas olhava para mim e eu para ela. Ou eu para ela e ela para mim, não me lembro mais quem começou… Mas foi fugaz.

Também frequentei o “Embaixador”, na Rua Sampaio Bruno. Este era, como dizer?, um point. Eles prestavam um serviço muito interessante: chamavam por alto-falante o cliente. Então, já imaginaram ser chamado para atender o telefone?... Era um barato!

Foto: Carlos Romão
Acabei parando no “Garça Real”. A este fui bastantes vezes, tornei-me um habitué. Nos dias de semana, uma ou duas bicas, pouco estudo e muitos dedos de prosa. Aos sábados, um sanduíche de queijo e fiambre e um copo de vinho branco. E mãos (cheias de dedos) de prosa política.

Próximo capítulo:
A noite de São João (11º capítulo daquela "série")...

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