terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Mentirosos de todo o mundo, uni-vos

António Ribeiro Ferreira

Os lacaios do sistema e do pensamento único estão cada vez mais desesperados com a revolução que Trump está a fazer nos EUA. Lá como cá, as pocilgas cheiram cada vez pior.

A primeira semana de Donald Trump na Casa Branca foi verdadeiramente brilhante. As promessas eleitorais estão a ser cumpridas uma a uma, a um ritmo alucinante que aumenta o desespero dos mentirosos de serviço nos Estados Unidos e dos seus atentos seguidores por todo o mundo, incluindo em Portugal.

As mentiras da comunicação social sobre o novo presidente americano não são suficientes para travar o ritmo das reformas que Trump está a implementar em todos os domínios.

Não é por acaso que os mentirosos dos jornais, rádios e televisões fizeram questão de esconder o entusiástico apoio das principais centrais sindicais ao novo presidente.

Não é por acaso que só agora alguns meios de comunicação social mentirosos deram a conhecer a existência de mais de mil quilómetros de muro com a fronteira mexicana que o presidente Clinton mandou construir a partir de 1994.

A guerra de mentiras e ataques baixos a Trump tem a enorme vantagem de pôr a nu uma comunicação social que até agora se apresentava ao público como baluarte da verdade, das liberdades e do respeito pela democracia.

Pura mentira. A grande maioria dos órgãos de comunicação social norte-americanos são verdadeiras pocilgas de democratas, e não só, desesperados com a derrota e ainda mais desesperados com a revolução que Trump está a fazer na América. Por cá, as pocilgas são mais medíocres e limitam-se a repetir as mentiras e as difamações produzidas nos Estados Unidos. Mas há sempre um toque luso a tornar as pocilgas lusitanas ainda mais sujas do que as americanas, como é o caso da SIC e do imbecil que debita uns disparates diretamente dos EUA.

O comportamento destes mentirosos lusitanos explica também a forma como escondem, enganam e manipulam a realidade nacional. Ora vejamos. O irritante Costa anda muito feliz com o défice de 2,3% de 2016, abaixo dos 2,5% prometidos a Bruxelas.

Mas como é um excelente vendedor de banha da cobra, esconde as aldrabices de Centeno que Bruxelas engoliu em tempos difíceis para uma Europa aflita com Trump, o Brexit e as eleições que aí vêm na Holanda, França e Alemanha.

Esconde as dívidas empurradas para este ano, as que foram direitinhas para a dívida pública, os perdões fiscais e a reavaliação de ativos das empresas, medidas extraordinárias que não resolvem o problema do peso do Estado na economia e na vida das pessoas, um peso cada vez mais insuportável que esmaga o crescimento e o emprego e afasta o investimento privado da economia.

E faz isso de forma indecorosa porque sabe perfeitamente que os mentirosos de serviço nas rádios, jornais e televisões vão atrás das suas mentiras e nunca por nunca dirão que o primeiro-ministro é um mentiroso compulsivo.

A falta de vergonha é tão grande que os mentirosos de serviço censuram tudo e todos os que ponham em causa a verdade oficial, o pensamento único e o sistema. Como bons lacaios, sabem perfeitamente o que têm de fazer quando alguém diz, preto no branco, que o rei vai nu e que Portugal é um país que definha ano após ano.

Rui Rio fez afirmações duras e verdadeiras sobre Portugal que os mentirosos de serviço atiraram rapidamente pela janela fora.

Disse Rui Rio: “Não deve haver no mundo performance tão má como a da economia portuguesa: passou de um crescimento de 4% em média ao ano entre 1986 até à entrada do euro, com uma dívida de 51% do PIB, e de então para cá temos um crescimento de zero e uma dívida de 134%. De 1986 até ao século xxi, Portugal cresceu à média de 4% ao ano. Com a entrada do euro, as taxas de juro caíram brutalmente e entrou em nós um discurso de desprezo pelo endividamento externo. Infelizmente, não é assim. Mas tudo isso levou ao crescimento do endividamento das famílias, das empresas e do Estado. Resultado: a taxa de poupança é de 4,5%, abaixo dos 4,9% de 1960; em paralelo, a banca apostou nos bens não transacionáveis (construção), e o governo na troca de votos pelo aumento da dívida. Mais de 350% contra os 245% da União Europeia é a soma do endividamento das famílias, das empresas e do Estado. A dívida implícita da Segurança Social é de 170%: é o que vamos ter de pagar, ou não, a que, se se somar os 350% – dá 500%.”

É isto, lacaios e mentirosos deste Portugal sem presente e sem futuro, com a gentinha que manda nisto tudo há tempo demais.

É isto, lacaios e mentirosos deste Portugal sem presente e sem futuro que dominam a comunicação social há tempo demais.

O vosso desespero mostra que ainda há esperança. Nos EUA, no mundo e em Portugal.
Título e Texto: António Ribeiro Ferreira, jornal “i”, 30-1-2017

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