domingo, 2 de dezembro de 2018

Comunismo nunca mais!

Cristina Miranda

Fiquei, o dia todo de 25 de Novembro à espera que a Comunicação Social dita de referência, lembrasse esta data histórica que em 1975 impediu que Portugal fosse tomado pela ditadura comunista. Nadinha! O silêncio foi absoluto. O que não deixa qualquer dúvida: os tempos são de ditadura vermelha e com eles a fazer parceria no governo de Costa, é proibido lembrar o terrorismo comunista que aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Para começar, convém relembrar que o 25 de Abril não foi uma luta pela liberdade de um povo. Não! Foi uma ação levada a cabo por militares descontentes com a guerra no ultramar e carreira militar, que levou à queda do governo. Qualquer outra narrativa é falsa. Que o diga o próprio Otelo. Porém, os movimentos de esquerda não tardaram a reclamar os louros de uma revolução que nem sequer fora encabeçada por nenhum deles, apanhando-os a todos de surpresa.

Sob a bandeira falsa da liberdade, enganou-se o povo fazendo-o acreditar que toda aquela revolução era em seu nome e para o beneficiar. Assim, legitimou-se o assalto aos cofres do país, a expulsão dos patrões das suas empresas, dos proprietários das suas terras e herdades – instaurou-se a “reforma” agrária que não foi mais do que um roubo por decreto às terras produtivas mas não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas porque essas davam trabalho a recuperar – as nacionalizações da indústria, dos serviços (até do teatro), as ocupações dos edifícios e casas, o assalto aos jornais, revistas, rádio e televisão. Muitos trabalhadores da esquerda enriqueceram, um deles bem conhecido, Belmiro Azevedo, e o próprio PCP hoje detentor do maior património imobiliário existente dentro de partidos. Tudo em ações pouco democráticas em nome do povo onde não faltou, nalguns casos, o terror para intimidar e expulsar. Objetivo? Impor uma sociedade socialista. A expropriação violenta era o processo “democrático” escolhido para a pôr em marcha. Vá lá, vá lá, não nos puseram a mirrar à fome como na Ucrânia. Menos mal.

Durante este “magnífico” período revolucionário, outras mudanças aconteceram: os professores passaram a ser colocados por computador; os preços dos bilhetes de comboio e transporte de mercadorias subiram substancialmente com as portarias 404/75 de 30 junho e 635/75 de 5 novembro; aumentou-se exponencialmente o selo do carro e impostos sobre produtos petrolíferos depois das vendas de carros terem disparado pós 25 Abril.

Assim, em apenas um ano, começou a sentir-se os efeitos nefastos da revolução na carteira e em consequência, em 77, o país inaugurava já a primeira bancarrota sem sequer ter ainda criado o tal Estado Social que eles tanto reivindicam hoje como sendo uma conquista de Abril, com o peso que já conhecemos nas finanças nacionais. Ou seja, faliram o país ainda antes de fazerem fosse o que fosse, só com a estatização dos meios de produção e serviços e apropriação violenta de propriedade privada.

Durante o PREC, divergências entre a esquerda democrática e a esquerda radical revolucionária na aplicação do conceito de sociedade socialista, levou estes últimos a perspectivar uma aceleração da revolução com vista à tomada total e absoluta do poder à semelhança de Cuba. Neste contexto dá-se o golpe de 25 novembro de 75 com os bravos Comandos liderados por Jaime Neves [foto abaixo] e Ramalho Eanes, a frustrar a tentativa de assalto dos comunistas para impor uma ditadura militar. O tiro sai completamente ao lado e nas eleições para a Constituinte, o PCP é arrasado ao eleger apenas 30 deputados junto com seus comparsas do MDP com 5 e UDP com apenas um.


Não satisfeitos com estes resultados, entraram na clandestinidade criando as FP25 com elementos da esquerda radical das antigas Brigadas Revolucionárias, da LUAR e da ARA, dando início a ações terroristas com ataques à bomba, assassinatos e roubos violentos. Esta organização liderada por Otelo opunha-se a um sistema representativo parlamentar de base partidária e a reativação do sistema económico-social de pendor capitalista. Acusavam serem desvios graves à constituição de 1976, o abandono do socialismo, o abandono da Reforma Agrária e a perda de expressão da vontade popular. Acabaria por ser desmantelada e graças a indultos, amnistias e absolvições por “falta de provas”, não foram condenados.

Ficamos livres da ameaça vermelha dos comunistas? Não! Infiltrados na comunicação social, mesmo sem conseguirem mais do que 7% dos votos dos portugueses têm mais palco que quaisquer outros partidos de direita. É vê-los a toda a hora a sair em notícias por cada comentário que façam por muito insignificante ou parvo que seja. São comentadores de TV, fazedores de opinião nos jornais, estando em toda a parte porque controlam os médias desde 74. Estão ainda infiltrados nas escolas e universidades onde doutrinam também desde a revolução, desconstruindo os valores sociais para ser mais fácil tomar o poder, como mandam seus líderes ideológicos.

Não podemos jamais esquecer que o PCP e BE de hoje são os herdeiros revolucionários frustrados de um golpe que correu mal. Que almejam uma ditadura comunista como os factos históricos inegáveis o comprovam. Lutaram por isso, mas não vingaram. Ainda. E só por isso estão “submissos” e pacientes no Parlamento à espera de nova oportunidade. Uma oportunidade que quase, quase está chegando com esta coligação negativa que Costa protagonizou e os levou a sonhar com uma integração no seu Governo.

O comunismo que queria nos impor uma ditadura vermelha e que ainda há pouco tempo aprovou votos de pesar pela morte de Fidel Castro (um ditador sanguinário), está inexplicavelmente ainda vivo no Parlamento, não tendo ainda sido banido, quando nossa Constituição proíbe partidos fascistas em Portugal. Alguém que explique isto.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 30-11-2018

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3 comentários:

  1. He,He,He! Não existe comunista que resista a um Triplex no Guarujá, a um sítio com pedalinhos, ao apartamento do vizinho como presente, ao sabor dos vinhos importados, às carnes Top of Mind da JBS, a prisão SPA com direito a cafunés em Curitiba/PA. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. LULA PEDE MORO DE VOLTA!
    O PT vai lançar a campanha "MORO LIVRE" para pedir a volta do juiz ao cargo de primeira instância do Paraná. A ideia surgiu logo depois do depoimento de Lula à juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro, que foi dura com o petista.
    Já estão previstos um acampamento em frente ao Fórum de Curitiba e caminhadas por todo o país. Moro foi procurado pela reportagem, mas não quis se pronunciar porque estava experimentando o uniforme da Liga da Justiça.
    "A gente sabia que Gabriela era Hard, mas não tanto", disse um trocadilhista bilíngue.
    (humor da revista VEJA, 28-11-2018)

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  3. Ãããã?! Comunista Quem? Aonde existe isso aí genteeee ?

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