quinta-feira, 14 de novembro de 2019

[Viagens & Destinos] Caminhos da História - Francisco de Almada e o cemitério do Prado do Repouso, no Porto






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Camilo Lourenço: “O transporte aéreo não é para meninos...” + “o primeiro-ministro mentiu duas vezes”


Antes da ordem do dia: O buraco na SATA, dos Açores, pago por todos os contribuintes 😳

Afinal o salário mínimo voltou a ser imposto pelo governo... e não negociado 🤔

O governo vai subir o patamar da isenção de IRS: alguém vai pagar por isso 🤭

O “desamor” de Joacine Katar Moreira no Parlamento 😂

João Galamba não tem vergonha: insiste no disparate 😂

1 - António Costa mentiu ontem no Parlamento sobre o aumento de impostos. Mentiu mesmo!!! 😡👎

2 - Deve estar "esquecido" do que disse no Parlamento no dia 30 de outubro deste ano 🤔

3 - O primeiro-ministro mentiu também ao afirmar que não mandou emigrar os professores. Mentiu mesmo!!! Foi em Paris, ao falar dos professores de Português... 😨👎

4 - Moral da história: o primeiro-ministro não tem vergonha. Nenhuma!!! 😡🤮

5 - Você que me vê, tome nota disto: o primeiro-ministro não garantiu que não vai aumentar os impostos indiretos 😡😡

6 - Metade das famílias portuguesas tem dívidas ao banco. E 7% delas não têm acesso ao crédito... porque já não os podem pagar (este ponto fica para amanhã) 😳😱


Texto e Vídeo: Camilo Lourenço, A Cor do Dinheiro, 14-11-2019

A soberania socialista

Alexandre Homem Cristo

Nesta tentativa de silenciamento parlamentar, surgiu uma novidade: desta vez, não foi a vontade do PS a definir as regras do jogo. Parece pouco, mas a sessão legislativa começou com uma vitória.

É-nos ensinado e relembrado sucessivamente que o nosso regime democrático, como em todas as repúblicas liberais, está enquadrado por leis, separação de poderes, tradições, práticas procedimentais e instituições independentes. É inquestionável que assim sucede. Mas há uma regra não-escrita que permanece crucial para compreender como todas as peças deste puzzle se encaixam em harmonia: há um partido que decide quando é que a lei se aplica, quando é que a regra é válida, quando é que a excepção se impõe, quando é que a tradição impera. Esse partido é o PS.

Os últimos dias trouxeram um novo exemplo, à conta da discussão sobre os tempos de intervenção dos novos partidos no parlamento. Ao contrário do que muitos comentadores avaliaram, o cerne da questão nunca esteve nos precedentes parlamentares ou no cumprimento escrupuloso do regimento da Assembleia da República, muito menos em eventuais “incoerências” dos partidos à esquerda – tudo isso seria o importante numa discussão racional e séria, mas há muito que a seriedade se perdeu. A bússola necessária para compreender este debate está em conhecerem-se os interesses circunstanciais do PS.

Em 2015, dava jeito permitir ao deputado-único do PAN discursar no hemiciclo? Então, instaure-se uma excepção ao regimento.

Em 2019, é conveniente silenciar os novos partidos? Nesse caso, cumpra-se rigorosamente o regimento. Sim, nas palavras do deputado socialista Pedro Delgado Alves, “a democracia também é aquela coisa chata das regras e regulamentos”. Pois, é. Mas a maior das chatices é verificar que o cumprimento das regras ou a concessão de excepções varia em função das conveniências socialistas.

Não é a primeira vez, nos últimos anos, que surge uma tão-evidente exibição desta “soberania” de quem entende o regime democrático como extensão da sua vontade. Quando, em 2015, se levantou a possibilidade (até então inédita) de um derrotado em eleições legislativas formar governo, lançou-se o debate: as eleições legislativas serviriam, para além de eleger 230 deputados, para a escolha de um primeiro-ministro? Se o entendimento fosse que “sim”, então a legitimidade de António Costa estaria posta em causa. E, como tal, não faltaram “soberanos” para logo virem esclarecer que tal manifestação de preferência popular era um absurdo. Eventualmente, até será.

Flamengo e Vasco empatam em jogaço de 8 gols no Maracanã

Fla empata com Vasco em jogo histórico, e chance de título é adiada

Num dos melhores e mais eletrizantes jogos do Campeonato Brasileiro de 2019, Flamengo e Vasco empataram em um 4 a 4 histórico. O resultado acabou adiando a possibilidade de título brasileiro para Rubro-Negro já neste domingo (17). Os gols foram de Bruno Henrique (2), Everton Ribeiro e Danilo Barcelos (contra) para o Fla; e de Marrony, Yago Pikachu, Marcos Júnior e Ribamar, aos 47 do segundo tempo, para o Vasco.


Flamengo e Vasco empataram em 4 a 4 em uma grande partida disputada na noite desta quarta (13) no estádio do Maracanã. No jogo (antecipado da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro) o atacante Ribamar acabou sendo um dos destaques ao marcar o gol do empate já nos acréscimos da partida.

Com este resultado o Flamengo permanece na liderança da competição, abrindo 11 pontos de vantagem em relação ao vice-líder Palmeiras (que tem um jogo a menos), e alcança uma sequência de 20 partidas de invencibilidade nesta edição do Brasileiro.

O jogo
O time rubro-negro começou a partida em um ritmo frenético. Com isso, com menos de 1 minuto de jogo o líder do Brasileiro abriu o marcador. Logo após a saída de bola, Reinier arranca sozinho até a área do Vasco. O jovem atacante toca para o meio da área, a bola ainda bate em Gabigol, mas ela sobra para Éverton Ribeiro chegar chutando para abrir o marcador com 37 segundos de confronto.

Após a pressão inicial, o Vasco consegue igualar as ações, aproveitando espaços dados pelo Flamengo para criar oportunidades em perigosos contra-ataques.

Foto: Wallace Teixeira/Estadão Conteúdo
E aos 33 minutos o time de São Januário consegue empatar justamente em um lance de contra-ataque, Rossi avança, cruza para a área, onde Raul escora de cabeça para Marrony bater de primeira.

Não demora muito e o Vasco alcança a virada. Aos 35 o lateral Yago Pikachu é derrubado dentro da área pelo zagueiro Rodrigo Caio dentro da área após linda jogada individual. O próprio Pikachu vai para a cobrança e desloca o goleiro Diego Alves para marcar.

Presidentes da Rússia e da China pedem diminuição de protecionismo


Países do Brics querem ampliar integração entre economias emergentes

Wellton Máximo

A diminuição do protecionismo é essencial para enfrentar a desaceleração econômica global, disseram hoje (13) os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. Em discursos no encerramento do Fórum Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os dois líderes defenderam o aprofundamento do comércio internacional para haver desenvolvimento.

Segundo Putin, os países do Brics podem contribuir para suavizar a desaceleração econômica global, ao estreitarem os laços comerciais e tecnológicos entre si. “Dada essa recessão dupla que temos enfrentado, temos visto o crescimento de atitudes protecionistas, de problemas alfandegários. Os países do Brics têm de se esforçar para não se deixar abater por essas coisas. Temos de manter o nível de vida de nossas populações ou até aumentá-las”, declarou. Ele disse que, desde 2018, o mundo enfrenta um desaquecimento econômico e deve encerrar 2019 com o menor crescimento em dez anos.

Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics. Putin lembrou que o comércio do país com os demais membros do grupo tem aumentado mais de 20% nos últimos cinco anos. O presidente russo destacou as cooperações entre os integrantes do Brics nas áreas farmacêutica, de exploração espacial, aeronáutica e disse que o governo russo está disposto a aumentar o intercâmbio na área de tecnologia da informação, de informática e em energia limpa, principalmente no segmento de gás natural.

O aumento do protecionismo global também foi abordado por Xi Jiping em seu discurso. Segundo ele, a guerra comercial desestimula os investimentos em inovação, o principal instrumento para impulsionar a economia global. China e Estados Unidos, as duas maiores economias do planeta, enfrentam tensões comerciais desde que o governo do presidente Donald Trump decidiu impor tarifas a produtos chineses, com retaliações do país asiático.

“Com a nova rodada de transformações industriais e tecnológicas, os motores de desenvolvimento estão ajudando a aumentar a produtividade, a avançar nas áreas sociais e econômicas. No entanto, o crescente protecionismo e as ameaças no mundo estão ameaçando o comércio internacional e o investimento internacional e também levando a uma desaceleração mundial da economia”, disse o mandatário chinês.

Em seu discurso, Xi Jiping defendeu a ampliação dos investimentos em inovação, economia digital e economia verde (desenvolvimento aliado às preocupações com o meio ambiente) e afirmou que o país está empenhado em abrir o comércio. Ele destacou que o desenvolvimento da China representa uma oportunidade para o mundo inteiro, principalmente para os países do Brics.

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CASTELO.

Reformas vão tornar Brasil mais atrativo a negócios, diz Bolsonaro

Chefes de Estado do Brics discursaram em fórum de empresários

Wellton Máximo

Foto: José Paulo Lacerda
As reformas em curso tornarão o ambiente de negócios no Brasil mais atrativo, disse hoje (13) o presidente Jair Bolsonaro. Ele discursou na cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, acompanhado dos demais chefes de Estado e de Governo do grupo.

Segundo o presidente, o Brasil iniciou um processo de mudanças que destravou reformas estruturais paradas há décadas. “O Brasil ainda tem um caminho a percorrer. Novas reformas se apresentam para nós para que possamos ter a certeza de que ambiente de negócios no Brasil se torne cada vez mais atrativo. Brasil um dos poucos países com mercados das mais diversas oportunidades para oferecer a todos”, discursou Bolsonaro.

Veja a cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial do Brics na TV Brasil:


O presidente também citou a isenção de vistos para turistas e homens de negócios chineses e indianos como fator que vai reforçar os negócios entre os países do Brics. “Nossas medidas de aproximação se mostram realidade a partir do momento que temos aberto isenções de visto para homens que venham fazer turismo e negócios no Brasil”, declarou.

Desde junho, o governo brasileiro deixou de exigir vistos para turistas dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e do Japão que venham ao Brasil. No fim do mês passado, em viagem à Ásia, Bolsonaro anunciou que pretende estender a isenção para a Índia e a China, com os indianos sendo os primeiros beneficiados.

Bolsonaro citou o potencial econômico do Brasil em diversos setores. “É de conhecimento do mundo todo o nosso potencial que vem do campo, bem como nossas riquezas minerais, um grande potencial turístico e um povo que cada vez mais se demonstra interessado em contribuir e cooperar com Brasil”, declarou.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Ganharam um hotel magnífico e levaram à falência mais um patrimônio da Varig

Alberto José

Os "zécutivos" tomaram posse de um grandioso e luxuoso hotel parque, com piscinas, restaurantes, animais da fauna amazônica e puseram tudo a perder. É o cúmulo da incompetência não conseguir administrar um empreendimento pronto, em funcionamento, sem concorrente e com imenso potencial turístico!


Título, Texto e Imagem: Alberto José, 13-11-2019

Sondage Ifop : Marine Le Pen bat son propre record de popularité

Julien Michel

Selon le tableau de bord Ifop-Fiducial pour Paris Match et Sud Radio, avec 36% de «bonnes opinions» (+8 points), la présidente du Rassemblement national décroche son meilleur score depuis le début du quinquennat et s’installe à la vingtième place de ce classement.

Jean-Luc Mélenchon, en revanche, stagne (35 %, =).

Marine Le Pen progresse dans toutes les catégories, singulièrement auprès des retraités (42%, +15), des ouvriers (47%, +11), mais aussi des sympathisants insoumis (27%, +15) et des Républicains (44%, +20). Dans un duel testé par l’Ifop, elle est toutefois toujours largement devancée par Emmanuel Macron : 55% en faveur du chef de l’Etat contre 27% pour Marine Le Pen, mais 18 % ne sont pas déterminés.

Marine Le Pen, photo: Thierry Thorel/NurPhoto via Getty Images

À noter : Nicolas Sarkozyi remonte à la quatrième place (47%, +1). L’ancien président de la République talonne Martine Aubry (50%) et Ségolène Royal (49%). L’ex-président rassemble sans difficulté les Républicains (89%, +8), mais séduit aussi sept marcheurs sur dix et un tiers d’électeurs de gauche. En revanche, il chute de 21 points auprès des électeurs lepénistes (44%).

Le très laïcard François Baroin, à la tête de la toute puissante Association des maires de France, s’installe à la cinquième place (47%, =). Il devance désormais assez nettement ses concurrents à droite : Xavier Bertrand (42%, –5) et Valérie Pécresse (38%, –5).
Julien Michel, La Lettre Patriote, 13-11-2019

Bolsonaro se encontra com presidente chinês em Brasília

Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, hoje (13), o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O líder chinês chegou às 11h10 ao prédio onde estão previstas a assinatura de atos e uma declaração conjunta à imprensa.

Foto: Adriano Machado/Reuters
O encontro entre os dois chefes de Estado ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. Na ocasião, foram assinados acordos e memorandos de entendimento em política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. Agora, os dois países querem aprofundar esse intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

A bilateral entre os dois chefes de Estado acontece no âmbito da 11ª Reunião de Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A programação do evento começa nesta tarde com o encerramento do Fórum Empresarial do Brics. Antes, Bolsonaro também se encontra, no Palácio do Planalto, com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

À noite, de volta a Itamaraty, o governo brasileiro oferecerá um jantar em homenagem aos líderes do bloco, e amanhã (14), também no Ministério das Relações Exteriores, acontecem as sessões plenárias e o almoço de encerramento da cúpula.

Cúpula
Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics tem como lema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010. Em 2014, o Brasil também organizou a cúpula, que aconteceu em Fortaleza.
Título e Texto: Andreia Verdélio; Edição: Fernando FragaAgência Brasil, 13-11-2019, 11h27

Vendas do varejo crescem 0,7%, revela pesquisa do IBGE

Cristina Índio do Brasil

As vendas no varejo cresceram 0,7% em setembro na comparação com agosto. Segundo informou hoje (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o quinto resultado positivo consecutivo. O segmento acumulou ganho de 2,4%.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O instituto informou ainda que, com o maior dinamismo da atividade comercial nos últimos três meses, o índice de média móvel no trimestre encerrado em setembro (0,6%) “acentua ritmo de crescimento frente à estabilidade que vinha sendo observada entre março e junho de 2019”.

Na comparação com setembro de 2018, o varejo cresceu 2,1%, sendo a sexta taxa positiva seguida. Com estes resultados, os índices do setor foram positivos tanto para o fechamento do terceiro trimestre de 2019 (2,6%), como para o acumulado dos nove primeiros meses do ano (1,3%).

As comparações são em relação a iguais períodos do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, saindo de 1,4% em agosto para 1,5% em setembro, “sinaliza estabilidade no ritmo de vendas”.

Varejo ampliado
O varejo ampliado - que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção - teve expansão de 0,9% no volume de vendas, se comparado a agosto de 2019. Significa a sétima taxa positiva seguida. No período, acumulou ganho de 4,0%.

A média móvel do trimestre encerrado em setembro, que é de 0,6%, mostrou aumento no ritmo das vendas, em relação à média móvel no trimestre finalizado em agosto, quando ficou em 0,3%.

Luis Carlos Heinze elogia ações dos dez primeiros meses do governo Bolsonaro

Agência Senado

Luis Carlos Heinze (PP-RS) [foto] destacou em pronunciamento nesta terça-feira (12) os primeiros dez meses do governo de Jair Bolsonaro. O senador apontou a criação de quase 700 mil empregos, a queda da inflação e a redução da taxa Selic de juros, para 5% ao ano. Heinze também mencionou a alta da bolsa de valores, o crescimento do PIB, a promulgação da reforma da Previdência e a queda do chamado “risco país”.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

— Isso faz com que empresários brasileiros e estrangeiros tenham confiança, o investimento começa a voltar — completou o senador, afirmando que o governo de Bolsonaro fez mais em 10 meses para recuperar o Brasil do déficit fiscal do que todos os governos anteriores.

Heinze também elogiou o lançamento do programa Trabalho Verde e Amarelo, por meio da Medida Provisória 905/2019, editada no dia anterior pelo presidente da República. O senador afirmou que o programa criará 4 milhões de empregos em quatro anos.

Cooperativas
Heinze também destacou o trabalho das cooperativas do município de Teutônia (RS), entre elas a Languiru, que completa 64 anos nesta quarta-feira (13).  O senador apontou a empresa de agronegócio como a segunda maior cooperativa de produção do Rio Grande do Sul.

O parlamentar também prestou homenagem a Edson Bündcher, superintendente estadual do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, que se despediu esta semana do cargo após 40 anos, com o reconhecimento de ex-governadores, empresários e colegas.
Título e Texto: Agência Senado, 12-11-2019, 20h54

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Após 12 horas de reunião, CCJ (da Câmara dos Deputados) encerra discussão sobre prisão em segunda instância

Para facilitar a votação da proposta na semana que vem, o autor da PEC apresentou um texto alternativo que define a segunda instância como o trânsito julgado em um processo

Francisco Brandão


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados discutiu nesta terça-feira (12) a Proposta de Emenda à Constituição 410/18, que permite a prisão de réus condenados em segunda instância. Quase 100 deputados se inscreveram para defender argumentos contra e a favor da PEC, mas apenas 43 falaram durante 12 horas de reunião.

O autor da proposta, deputado Alex Manente (Cidadania-SP) [foto], espera que ela seja votada pela CCJ na semana que vem. Para garantir a votação, ele escreveu um texto alternativo que define a segunda instância como o trânsito julgado em um processo.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Na prática, a nova proposta acaba com os recursos especiais extraordinários ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Chamada de PEC paralela, a proposta deve tramitar em conjunto com a PEC 410/18.

Cláusula pétrea
A PEC paralela foi apresentada por causa das críticas de deputados de oposição de que a PEC 410/18 altera cláusulas pétreas da Constituição, entre as garantias e os direitos individuais, como a presunção da inocência.

Este é o entendimento do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE). “Cláusula pétrea não pode ser modificada através de emenda à Constituição, só por outra Assembleia Nacional Constituinte", diferenciou. "É a própria Constituição que assegura a esses dispositivos um tratamento diferente."

Manente reafirmou, no entanto, sua convicção de que a PEC 410 não altera uma cláusula pétrea. "O núcleo da presunção da inocência está mantido na nossa proposta; presunção da inocência não tem nada a ver com trânsito em julgado", rebateu Manente.

O autor acredita que a PEC paralela deve melhorar as condições para aprovar em Plenário a PEC da Prisão em Segunda Instância. "Muitos daqueles que falam que são contra podem tornar-se favoráveis", espera. "Precisamos definir o sistema recursal que teremos com o fim das protelações para cumprimento de pena."

Lula livre
Outra crítica, da deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), é que a proposta está sendo discutida pela Câmara logo depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 2016, o STF adotava um entendimento que permitia a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância.

Charada (1 112)

Amadeu entrou em casa, apressado.
Estava na hora de começar o jogo
de futebol que ele tanto queria ver.
Sentou-se imediatamente no sofá
e procurou o comando da televisão
no meio das almofadas,
mas não o encontrou.
Levantou-se e foi procurá-lo nos
restantes cantos da sala, mas, mais uma
vez não o encontrou. Tentou pensar em
tudo o que fizera antes de sair de casa, de
modo a descobrir onde o teria deixado,
mas também não resultou.
“Onde estará o raio do comando?”,
vociferou. O jogo ia começar
e ele estava a ficar desesperado.

Como é que
Amadeu conseguiu
ver o jogo de futebol?

[Viagens & Destinos] Caminhos da História - Canonizações populares




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terça-feira, 12 de novembro de 2019

“Você delira, Talíria (Petrone)!”


Talíria,

Espero que esta missiva a encontre gozando da mais perfeita saúde junto aos seus entes queridos e que sinta, por trás da frieza destes tipos de metal, o calor da paixão pela Verdade, que é o que nos une.

Gostei muito do seu tuíte comparando Margareth Thatcher e Angela Merkel a (suponho) Evo Morales.
Faço a ressalva da suposição porque você não cita nominalmente o ex-presidente boliviano.

Pode estar falando de Mugabe (37 anos de poder no Zimbábue), Kadafi (42 anos na Líbia), Fidel Castro (52 anos na presidência de Cuba), Enver Hoxha (40 anos na Albânia), Salazar (36 anos em Portugal), Franco (39 anos na Espanha), Stroessner (34 anos no Paraguai), Saddam Hussein (25 no Iraque), Stálin (30 anos na finada URSS), ou Mao (26, na China).

É instigante (ia dizer “divertido”, mas me contive) ver você comparar os 11 anos de Thatcher ou os 14 de Merkel – cumpridos através de eleições livres, limpas, democráticas, constitucionais, em regimes parlamentaristas – aos 13 de Evo – cumpridos após mudanças casuísticas na constituição e/ou através de eleições fraudadas. E, talvez, às décadas dos demais citados no parágrafo acima – tudo na mais completa mão grande.

Nunca vi um progressista se lembrar disso; mas tem diferença, não tem?

Gostei também de ver a sororidade em ação. Merkel e Thatcher foram das mulheres mais poderosas dos últimos tempos, em duas das nações mais importantes. Você poderia ter incluído Golda Meir (5 anos como primeira-ministra de Israel, depois de uns 17 ocupando ministérios de peso). E Indira Gandhi, 15 anos como primeira-ministra da Índia. Mas não se encaixavam na narrativa, então era melhor deixar quieto.

Thatcher e Merkel inspiraram outras mulheres muito mais que aquelas que chegaram ao poder na cola do marido ou de um chefe – seja como viúva, laranja ou poste.

Soube que você é professora, mas algo me diz que não da área de exatas – acertei? Porque compara galhos com bagulhos. E ainda toma liberdades muito poéticas com o idioma (não, não vou falar do acento em “destróem” nem da regência do verbo “lembrar” - vou guardar minha cota de opressão linguística para algo que valha mais a pena).

Parlamentares comemoram promulgação da reforma da Previdência

Karine Melo

O único dia de atividades nesta semana no Congresso Nacional – por causa da reunião da Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – foi marcado pela promulgação da reforma da Previdência, Emenda Constitucional (EC) 103/19. O texto entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário do Oficial da União, o que deve acontecer até amanhã (13). Apenas as novas alíquotas de contribuição dos trabalhadores começam a valer a partir de 1º de março de 2020.

Na companhia do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ressaltou a importância da reforma para o país. “Este é, sim, um momento histórico. Este 12 de novembro será um divisor de águas para o Brasil. Divisor de águas porque estamos mudando o destino deste país de forma substantiva: deixaremos a rota do desastre iminente e adotaremos um curso em direção a dias melhores”, avaliou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ainda segundo Alcolumbre, sem a reforma da Previdência, se o presente do país era incerto, o futuro era dramático. O presidente do Senado lembrou que havia o risco de o governo federal começar a ter dificuldades para pagar seus funcionários já no ano que vem e, em 2023, projeções indicavam que a dívida bruta do governo ultrapassaria os 100% do Produto Interno Bruto, o que poderia significar um apagão dos serviços essenciais promovidos pelo Estado, como educação, saúde e segurança. “Não preciso dizer que as consequências, especialmente para os brasileiros mais pobres, seriam as piores possíveis. Esse era o panorama que se apresentava diante de todos nós do Congresso Nacional, do Parlamento brasileiro”, disse.

Já o presidente da Câmara lembrou as dificuldades que a proposta enfrentou com parlamentares e diversos setores e disse que essa é apenas a primeira das reformas que o Brasil precisa enfrentar. "A política é a solução dos nossos problemas, e é aqui, nesta Casa [Senado] e naquela Casa [Câmara] que nós vamos construir todas as soluções, de forma transparente, com diálogo, mas, acima de tudo, respeitando – eu não tenho uma cópia dela aqui – a nossa Constituição, reformando-a onde podemos reformá-la, respeitando-a e protegendo-a onde foi a decisão do Constituinte originário.

Manuel Luis Goucha entrevista André Ventura, 12 de novembro



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Caixa reduz para 4,99% a taxa de juros do cheque especial

Ludmilla Souza

A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta terça-feira (12), a redução da taxa de juros do cheque especial de 8,99% para 4,99% ao mês.

"A Caixa devolve à sociedade, e em especial aos mais humildes, os resultados recordes que teve, [com] redução para abaixo de 5% [a taxa do cheque especial]. É um banco preocupado com a igualdade, com a distribuição de renda. Isso é absolutamente matemático e meritocrático", disse o presidente do banco, Pedro Guimarães [foto].

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Esses juros de 4,99% ainda são extremamente elevados. Nós continuamos automaticamente estudando a contínua melhora econômica do Brasil, e poderemos continuar abaixando, mas a eventual piora também leva ao aumento", disse Guimarães.

A Caixa anunciou ainda uma nova linha de crédito imobiliário indexado ao IPCA, com taxas a partir de 2,95% ao ano mais o IPCA, representando uma parcela 40% menor em relação ao financiamento indexado à TR.

Resultado
O lucro líquido da Caixa Econômica Federal cresceu 66,7% no terceiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o balanço do terceiro trimestre do banco divulgado hoje (12), o lucro líquido chegou a R$ 8 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, o lucro líquido teve alta de 90,6%, quando foi registrado lucro de R$ 4,212 bilhões.

A Caixa ainda anunciou que mais de mil novos pontos de atendimento serão abertos até março de 2020.
Título e Texto: Ludmilla Souza; Edição: Fernando FragaAgência Brasil, 12-11-2019, 13h11

Reforma da Previdência é promulgada pelo Congresso

As novas regras para a aposentadoria entram em vigor imediatamente

Karine Melo

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Quase nove meses depois de ser oficialmente proposta pelo governo, nesta terça-feira (12), deputados e senadores, em uma sessão conjunta do Congresso Nacional, promulgaram a reforma da Previdência. O texto altera regras de aposentadorias e pensões para mais de 72 milhões de pessoas, entre trabalhadores do setor privado que estão na ativa e servidores públicos federais.


Considerada um marco dos 300 dias do governo Bolsonaro, a solenidade presidida pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) também foi acompanhada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Alcolumbre minimizou a ausência do presidente da República, Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes na sessão. “Eu acho que não é sinal de nada. A gente às vezes faz um cavalo de batalha por uma fotografia. As emendas constitucionais sempre foram promulgadas em sessões solenes especiais do Parlamento brasileiro. Nessas sessões muitas delas o presidente da República e ministros não vieram. Não será a presença do presidente da República ou do ministro que vai chancelar esse encontro, essa promulgação”, avaliou Alcolumbre ao chegar ao Senado.

CAE aprova vedação de financiamento a projetos estrangeiros pelo BNDES

Agência Senado

Projeto de lei que proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar, conceder crédito ou prorrogar validade de operações já contratadas com governos estrangeiros avançou nesta terça-feira (12), com aprovação de parecer pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O PLS 261/2015, que segue para decisão final da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi aprovado com emendas para permitir o financiamento da exportação de bens produzidos no Brasil e adquiridos por governos estrangeiros.

Na justificativa do projeto, o autor, senador Reguffe (Podemos-DF), afirmou que a aplicação de recursos públicos dos contribuintes brasileiros no exterior, diante dos problemas no Brasil, é “inaceitável e absolutamente revoltante”.

O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), votou favoravelmente à proposta. Ele explicou que o projeto tem o objetivo de impedir que novas operações de financiamento do BNDES a governos estrangeiros gerem prejuízos ao país, seja devido à inadimplência dos governos, seja pela redução da disponibilidade de recursos para investimentos no Brasil. Ele citou os casos de empréstimos à Venezuela, Cuba e Moçambique como exemplo.

O senador Plínio Valério, relator do projeto, acatou emendas apresentadas para permitir a exportação de produtos e serviços, para não prejudicar a indústria nacional. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
“É preciso ressaltar que as perdas não se limitaram aos valores não pagos pelos governos estrangeiros, pois houve subsídios diretos e indiretos assumidos pelo Tesouro Nacional para viabilizar essas operações. Em termos macroeconômicos, o resultado dessas operações também foi negativo. Por todos esses motivos, concordamos com a proibição da concessão de empréstimos a governos estrangeiros”, afirmou Plínio no relatório.

Cruzado no queixo do povo

Péricles Capanema

Hoje quero ser todo mundo. Sei não, anda sumido todo mundo, precisa de quando em vez aparecer e dar o ar da graça. Areja, todo mundo não é romântico, fantasia pouco, tem os pés no chão.


O baiano (soteropolitano) Acelino “Popó” Freitas foi tetracampeão mundial de boxe em duas categorias. Grande carreira no esporte. A seguir, tentou outro ringue, a política e nele se deu mal. Em 2010, pelo PRB elegeu-se suplente de deputado federal com 60.216 votos — exerceu o mandato. Em 2014, tentou de novo, perdeu a eleição, obteve 23.017 votos. Em 2018, outra derrota, não passou dos 4.884 votos. Tomou do eleitorado um direto no queixo.

Desiludiu-se com a política; hoje afirma: “A população é muito corrupta. Ela consegue ser até mais corrupta que o próprio político. Ela só quer o seu voto se você der uma dentadura, uma cesta básica, um material de construção, bola, colete. Não tinha dinheiro. Sem dinheiro, você não vai. ‘E aí, vai me dar quanto pra gente conseguir um monte de voto aqui no bairro?’. ‘Não tenho’, eu respondia. ‘Então, tchau. Tem outro aqui fazendo oferta pra gente’”.

Em português sofrível, Popó explica o dia a dia do político normal — e ele era deputado federal, imagine o deputado estadual e o vereador: “A minha chateação é porque eu percebi que ser político é você ser errado. […] Se eu fizesse tudo errado, ou eu estava preso, ou ganhava a reeleição. […] Só para Salvador eu mandei quase R$ 7 milhões para Neto de emenda. E com projetos, para academias sociais debaixo de viadutos, construção de quadras. Esse projeto eu destinei alguns projetos para a Rótula do Abacaxi, para todos esses novos viadutos. Eu destinei alguns projetos já com verba, já com tudo 3D para a Secretaria de Esportes. E não saiu. E o estado que mais dá títulos à Bahia é o boxe. Fiz como deputado federal mais de 70 projetos de lei […] E quando as pessoas vinham para me ajudar… eu dizia: ‘Eu faço esse campo e um posto de saúde e em contrapartida eu quero que vocês me apoiem.’ Aí o pessoal dizia: ‘Não, eu quero que você banque mais de 40 pessoas por mês com mais de R$ 1 mil de salário’. A própria população se torna mais corrupta que o deputado. E aí eu senti na pele o que é ser político, o que é fazer política”.

Exposição um tanto confusa, mas dá para entender. Popó compreensivelmente queria votos como retribuição por ter conseguido o dinheiro para melhorias na Bahia. Precisava deles para continuar na política. Todo mundo sabe, deputado age assim, cabem nos dedos da mão as exceções. Os eleitores exigiam mais. Popó não tinha mais. Perdeu. Resumiu o que todo mundo sabe, sem dinheiro você não vai.

Como sem dinheiro a coisa não vai, uma forma para ir é arrancar da viúva a bufunfa para as campanhas. Dinheiro público, autorizado, tudo legal. Todo mundo deblatera — e com razão — contra as verbas públicas bilionárias jorrando no bolso dos partidos (Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos e Fundo Especial de Financiamento de Campanha). São verbas para campanhas de autopromoção, entre outras necessidades prementes, retiradas da construção de postos de saúde e escolas.

Não bastam os dois fundos referidos. Saem outras verbas para campanhas dos cargos em comissão, e aí é preciso não esquecer as rachadinhas. Os titulares dos cargos em comissão, além de ter algumas vezes de rachar o salário com o eleito, muitas vezes são apenas cabos eleitorais.

Cronologia de um “golpe”

Gabriel Silva


2006 – Evo Morales é eleito presidente da Bolívia

2008 – Evo Morales consegue uma revisão da Constituição pela qual s presidente passa a ter mandato de 5 anos e pode ser reeleito. É expressamente indicado que o seu mandato seria considerado o primeiro para efeitos de reeleição.

2009 – Evo Morales alega que como a Constituição cria um novo país, uma refundação, os mandatos presidenciais começam do zero.

2010 e 2014 – Evo Morales é reeleito

2016 – Referendo para que deixasse de haver limitação no número de mandatos consecutivos do Presidente. Proposta é chumbada pelo povo.

2017 – Evo Morales recorre para o Tribunal Constitucional alegando que a limitação de mandatos é uma violação dos seus direitos humanos. Tribunal Constitucional aprova.

2019 – Evo Morales é novamente candidato. Quando estão contados 83% dos votos, EM encontra-se um primeiro lugar, mas com uma margem inferior aos 10% necessários para ser declarado vencedor na primeira volta. Contagem é interrompida sem ser apontada qualquer razão. No dia seguinte a contagem é retomada com 95% dos escrutínios apurados e Evo Morales tem uma vantagem superior aos 10%.  Declarou-se vencedor.

Presença do presidente chinês no Brasil aprofundará parcerias no Brics

Arte: EBC

Bruna Saniele

O presidente da China, Xi Jinping, estará no Brasil amanhã (13) e depois (14) para participar da cúpula do Brics, bloco que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo representantes do governo chinês, a viagem à América Latina vai “injetar novo ímpeto no desenvolvimento das relações sino-gregas e sino-europeias, bem como servirá para aprofundar a parceria entre os membros do Brics e melhorar a governança global”.

No Brasil, Xi Jinping manterá conversas bilaterais com outros líderes mundiais e assinará acordos de cooperação. A visita ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. A ideia é aprofundar o intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

Na visita de Bolsonaro à China foram assinados acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. “Temos na China o primeiro parceiro comercial e me interessa muito fortalecer esse comércio, bem como ampliar novos horizontes. Hoje podemos dizer que uma parte considerável do Brasil precisa da China e a China também precisa do Brasil”, afirmou o presidente durante a visita.

Em declaração conjunta, os dois presidentes expressaram a determinação de ampliar o comércio e diversificar o intercâmbio de produtos, bem como cooperar com as políticas de desenvolvimento e investimento, como o Programa de Parceria de Investimento (PPI), do Brasil, e a Iniciativa do Cinturão e da Rota, da China.

A China foi, em 2018, o maior parceiro comercial do Brasil. No ano, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada (que passa por processo de cocção) e farelo de algodão do Brasil à China. Os dois países também passaram a reconhecer as certificações de Operador Econômico Autorizado (OEA) emitidas pelas autoridades aduaneiras.

Involução - rumo ao caos

Roque Sponholz

Tem uma frase em latim que define bem o que está acontecendo na Suprema Merda deste país: JUDEX DAMNATUR UBI NOCENS ABSOLVITUR "O condenado é o juiz onde o culpado é absolvido"
(Das sentenças de Públio Siro)


Título, Ilustração e Texto: Roque Sponholz, Facebook, 12-11-2019

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[Aparecido rasga o verbo] Uma parada necessariamente obrigatória

Aparecido Raimundo de Souza

PAREI! DECIDIDAMENTE DEI UM TEMPO para pensar o que farei da minha vida daqui para frente. A jornada até esse ponto do meu destino foi longa, cansativa e demasiadamente estafante. Depois de ter percorrido esse prolongado prélio em que pelejei guerreando contas às incertezas do meu destino, me sinto com o espírito acrisolado pelos sofrimentos e pelos amarumes dos anos vividos. Por assim, me pego esfalfado, cansado, abatido, sem forças para seguir adiante.

Minha estrada até aqui se mostrou deveras depauperada e fadigada. Quase não me aguento em pé. Estou aos trancos e barrancos, farrapo humano, andrajo sem vontade de nada, querendo sumir num buraco como uma avestruz de pirraça com a porcaria da vida. Aliás, nem sei se as avestruzes ficam de pinimba com alguma coisa, principalmente com a vida. O fato e que pretendo desprender de meus pulsos os grilhões que até agora me acorrentavam aos percalços de uma vidinha sem cor, insossa, grosso modo, sem razão, tipo assim, toda mequetrefe.

Ambiciono, daqui em diante, rever os passos pisados. Todos eles, centímetro a centímetro. De igual forma, retificar as sendas perambuladas. Vicejar em cima das horas gastas com um amontoado de coisas insignificantes e supérfluas, tornando tudo, como num passe de mágica, num florir próspero e esplendoroso. Estropícios que não acrescentaram nada de bom ao meu espírito cairão por terra. Quero ver meu âmago passar por uma metamorfose gigantesca, a ponto de sentir meu astral dando cambalhotas em revérberos de felicidade.

Em paralelo, buscarei fazer uma limpeza em regra nas criaturas com as quais me encontrei vida adentro e mundo a fora. Todos esses seres que só me trouxeram agruras e estorvos (que não acrescentaram nada de útil ao meu cotidiano), eu as abandonarei. Como velhos trastes, as porei de lado, esquecidas num canto ermo para que morram a goles poucos, sob o jugo do ácido de suas próprias desgraças pessoais. Parei! Seduzido tolamente me deixei, é verdade, me permiti ser conduzido por rotas de trilhas largas, porém, perniciosas.

Fui levado a extremos. Topei com olhos frios se negando a me encararem, portas sem chaves para desbravarem saídas e pior, janelas e gretas, postigos e rasgões se abrindo com vistas para panoramas abstrusos, onde a radiosidade alvinitente do Astro Rei se obstaculizava a penetrar. Nesse tempo desregrado, não construí nada de bom, de útil, ou de aproveitável. Nada diáfano, palpável, seguro, que agora, nesse momento em que tudo se desmorona, eu possa me encostar vencido, e chamar de “meu pedacinho de chão”.

Por isso, me retive me arquivei. Aprisionei meu ir e vir de fato. Cansei de invalidar horizontes, me olvidei de viver, de ser eu mesmo, e o mais degradante, deixei de ser uma pessoa normal dentro de um espaço-mundo que era só meu. Esse meu espaço-mundo, de repente, se enfurnou numa espécie esquisita de capa repletada de ásperos negrumes. O céu se fez distante e aquém de meus desejos que acreditava serem seguros.