terça-feira, 14 de janeiro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Tróia

Aparecido Raimundo de Souza

SE PARARMOS UM INSTANTE para pensarmos no assunto, chegaremos à conclusão de que realmente somos todos personagens da lendária Tróia da Mitologia contada por Homero em seu épico poema. Alto lá. Como assim, personagens da lendária Tróia, indagarão os senhores? A resposta é simples como arrancar o sorriso de um morto dentro de um caixão na hora do seu velório. Vivemos como prisioneiros numa cidade cercada por paredes altas e intransponíveis, a mercê de um rei que não manda muito nem pode nada.

Um rei falido, tipo um zero à esquerda. Aliás, um zero à esquerda vale mais que uma MP (ou Medida Provisória, conhecida nos meios políticos como ‘Maria Pirueta’, vez que só serve para dar cambalhotas e reviravoltar o que está quieto). Voltando ao rei, esse soberano sem trono e coroa, de calças curtas e fundilhos borrados, apenas tenta, aos trancos e barrancos, lutar contra os benefícios e interesses de meia dúzia de magnatas para ingleses verem, fingir dar forças a seu povo sofrido, pugnando de unhas e dentes para que a maioria dos seus súditos não entre em um colapso de desespero, ou caia, de vez, no abismo imensurável que está logo ali à frente.

Hoje, bem ou mal, ainda temos um Príamo, e sabemos que podemos contar com ele para o que der e vier. Desde que o ‘der e vier’, não venha. Como assim, não venha?! A resposta também está gritante. Dispomos de um Príamo velho, de olhar cansado, carcomido pelos anos, as costas envergadas, os passos lentos, a cabeça branca, com poucos fios de cabelos. Um herói, ‘eroi,’ derreado, vencido, tolhido pela esperança que há muito não vigora em suas veias.

Sua majestade e pompa (pela falta do agá), não caminham além do imenso portal trancado a sete chaves, e, dentro desse círculo concêntrico, uma cidade inteira sitiada, assediada, amedrontada, incapaz de se levantar da sua morbidez, escancarar o peito, ou a sua cara de tacho, um palmo que seja além das sisudas paredes que a circunda. Essas paredes são mais altas e extensas, dimensionadas tipo aquele colosso que separava as duas Berlim na pacata e serena Alemanha de Ludwig van Beethoven e dos irmãos Grimm.

Lá fora, do lado que se avista o pélago salgado, existe um descampado a céu aberto, e acreditem bem aberto. Um vazio pior que o rombo ‘rambado’ da Previdência e não só isso, cercado de medos e mistérios, pavores e assombros esvoaçando por sobre esse oceano abissal cheio de enigmas, e, para completar, empanturrado de bichos de sete e oito cabeças que, igualmente, se perdem sobre as águas profundas e turvas do Mar Egeu.


Na praia, enfeiando a paisagem bucólica, além dos guardas, das numerosas sentinelas, dos arqueiros com suas flechas poderosas, dos “hércules” quadruplicados e suas espadas a serviço de qualquer coisa que renda uns trocados, nada além que se possa fazer uma bela foto com um celular grudado num pau ou numa pica de selfie. Uau! Quase nos esquecíamos. Existe um senhor que habita e detém o poder de tudo, inclusive o arbítrio sobre o chefe soberano que preside ou pensa mandar em tudo que vê diante de seu nariz.

Seu nome, por favor, marquem em seus apontamentos. Dias Meses e Anos Totoauauffoffoli. Outrora seria esse ser músmuco, a figura de Agamenon, antigo rei de Micenas. E como ele, não estaria sozinho, nem se faria presente desacompanhado. A seu lado, braço direito, esquerdo, de frente, de costas, unha e carne, seu irmão Menelau, rei de Esparta. E quem seria Menelau? Com certeza outro rugoso, desta feita, o ‘onrado’ Luiz Fusxca. Luiz Fusxca tem um rol maior que a Lista de Schindler, ou relação de consanguíneos metidos até os cabelos do pescoço, em francês, na panelinha, e, pasmem, prontos para virarem comida de “afaste-e fo’o’de”.

São eles, Ceulso de Melo Melado (apelidado de deucano, exatamente por ter dado o cano num punhado de gente, inclusive nele mesmo), Marcou Aurélio Dicionário, Gemeumal Prendes, e Ridocardo Lewaetrazdowski. Existem algumas jovens peraltas. Na verdade, primas. Fazemos referência às brogádigas Cárnem de Segunda Lúcia e Rosa Murcha Webersite.  Claro que na história de Tróia, não poderia faltar às imagens ou as fachadas dessas mulheres mercadantes, perdão, marcantes, para dar mais ênfase à confusão, além de Helena. Oxalá, temos Cármem e Rosa Murcha...

Quem seria essa Helena?! Senhoras e senhores, Helena, não outra senão a esposa comiscosa de Menelau, que, por sua vez, fascinada pela beleza de um dos filhos de Príamo, Páris-França-Camamu, por ele se encantou, e, causa oriundada desse deslumbramento fulminante e imaturo, teve inicio uma guerra que durou mais de dez anos. Uma galera bate o pé e diz que o furdunço vem se prolongando até hoje. Outra corrente bate com os quartos das suas respectivas bundas endossando que desde que o brazzzil passou a ser um punhado de intocáveis ratazanas. Não temos certeza, quanto a isso. Pelo sim, pelo não...

Pelo não, pelo sim, mais pelos três, nesse balaio de gatos com gatos fugindo pelo ladrão... Não, gatos não, apenas um CAVALO. Nesse açafate de cavaleiros e amazonas comendo e bebendo às nossas custas, dentro do CAVALO, a questão que gostaríamos de trazer à tona é: quem seria a Helena dos dias atuais?! Dilminha? Lauriete, Soraya Manato? Magda Mofatto (aquela que mofou?!), Gleisi Hoffmann? Luiza Erundina?, Flordelis? Tudo leva a crer e cremos que a nossa Helena, hoje, seria enfaticamente representada pela catastrófica Brazzzília, a linda e foderosa (desculpem, poderosa) capital do País.

A jovem beldade que apesar de quase bancarrotada, todos querem ter ao alcance do que vive escondido dentro das sungas, cuecas e sutiãs. Ela, Helena, se apaixonou não por um, como conta Homero, mas por uma cambada de poderosos. E todos a querem no sofá, dentro do armário, em cima do fogão, na cama da empregada, no banco da praça, sem a dupla sertaneja Bruno&Marrone que deu um trabalho desgraçado ao guarda que os pegou dormindo de mãos dadas. Quem a possuir, se tornará seu amo e senhor e a governará com mãos de ferro, como aquele general ‘Deuem-Milio Garrafa-azul Médici’, sem o na.

Com o na, seria Médici (na). Em nome dessa gazela com ares de adolescente pomposa e desatinada, outros dominantes e machuchos entrariam na fila (pior que a do SUS) e prometeriam derramar até a última gota de sangue dos babacas e boçais de plantão que apoiassem meia dúzia de miSistros nem que para isso carecessem  destruir  famílias, lares, e tirar nos tapas e beijos à prova dos nove, comendo com farinha as próprias peles de suas entranhas chaminés traseiras e a falta de pejo dos fracos e comprimidos, desculpem, amados, oprimidos.

Tudo pela posse de Helena. Por ela os varões e bastões mandados se digladiariam. Fariam verter por terra as suas máscaras e mostrariam os verdadeiros rostos sem as tendências incógnitas de serem taxados, ou aferidos “a depois”, de veados de pracinhas de periferias. Puta que pariu! Aí, senhoras e senhores, o que teríamos? Nada além de uma insustentável podridão da leveza do ser na sua melhor força de expressão e vida. Vida essa que seguiria com todas as fraturas expostas à visitação pública, notadamente do insigne Kundera e suas ‘orríveis’ “Piada’”.

Nesse instante da cortada do bolo de chocolate, encontraríamos caras e bocas com bocas e caras escancaradas e cheias de ganâncias. Enxergaríamos frente a frente, o desamor, e a discórdia, a inclemência e a perfídia, o descaso e a felonia. Os homens, por Helena, desculpem, por Brazzzília perderiam a alma, o brio, a hombridade, a soberania, as pregas. Manchariam um pouco mais a assuetude, a moral e, para completar a sacanagem, cuspiriam no bom senso. Em nome de Helena, se poria a perder não só a ideologia de Kubitschek ou ‘Kubriuocheque’ grosso modo (Juscelino) e, de roldão, mandariam para os raios que o partisse, o mundo. 

Em linha paralela tentariam com os conhecidos e apelidados buchas de canhão, corruptela de ‘bichas de canhão’, dentro do CAVALO, sempre de dentro do CAVALO, conquistar e esmagar, triturar e dilacerar os pequenos, usque, ainda, a pisotear os espedaçados e, sobretudo, derrubar as muralhas da famosa Tróia, lugar onde vivem os depauperados, os amargurados e tripudiados pela consumação anunciada da infortunada MÁ SORTE.

Outra pedra importante apareceria no quebra-cabeças: Aquiles. Aquiles, da Iliade do já citado Homero, lutando brabamente (além de bravamente) ao lado de Roberto Carlos Barroso, e Edson Arantes do Morremento Fachim. Esse concuspicioso protagonista camaliosamente aquilátero desafiaria o filho meio macho, meio gay, de Príamo, o príncipe de Tróia, para um combate mortal, colhões a colhões. Quem vencesse, comeria o Cavalo inteiro, com tudo dentro e ainda palitaria os dentes com as sobras de Tróia e levariam a melhor, HELENA.

Voltando ao Aquiles, esse chinfrórico metido a Brad Pitt, nessa hora, tanto poderia ser o Alex&alexandre de Moraes, metamorfoseado, como nada o impediria de aparecer em cena com a cútis pintada a maneira de Dias Meses e Anos Totoauauffoffoli, nosso ‘i-lustre’ representante do STF. Apenas para lembrarmos os senhores, lustre, é a mesma coisa que candelabro. Vemos muito essas peças em velórios. Geralmente pintam em público com uma vela acesa no rabo. Voltando ao foco do STF. STF significa (ou passaria a significar), Superior Tribundal Falido.

Falido, de fatigado, ou aquilo que se viu fendido, fenestrado, ou falhado ou ainda, que se fracionou. Se grafássemos Superior Tribundal Fodido, estaríamos sendo jocosos demais. Cômico aos extremos, engraçados e divertidos, descendo, em razão disso, aos píncaros da mórbida insensatez dos abandonados às raias comuns da desmoralização. Não somos desmoralizadores.  Por tudo quanto aqui dissemos, nosso Sapa Tenis Furado, ou (STF) é uma casa de mãe putana.

Perdão, de novo. Mil perdões. O STF é o Cavalo de Tróia dos tempos modernos. O STF é a espelunca de mãe joana que foi dada a nós, representantes da ralé miúda, dos quebrados e esqueléticos sem futuro, e fim de papo. O STF é ainda a Tróia trolha, a mussuba sulambrada do nosso século. Um pardieiro chapoletado que merece todo nosso mais sósósósólililili (Lili, como você emagreceu!) ólido espeito’. Perdão, senhoras e senhores. O ‘s’ e o ‘r’ foram assaltados quando se juntavam ao seu ólido espeito. Com todo espeito, portanto, nada mais temos a dizer ou acrescentar.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, no Espírito Santo. 14-1-2020

Colunas anteriores:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não aceitamos comentários "anônimos".

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-