sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] A Prisão de Michel Temer pela “Operação Descontaminação” ou o embarque para muitos rumos sem se chegar a lugar nenhum?!

Aparecido Raimundo de Souza

OS CAROS LEITORES E AS PREZADAS SENHORAS que nos acompanham, saberiam dizer, com precisão britânica, o que aconteceu (de ruim, ou de  danoso) com a figura do ex-presidente, ou melhor, com o  (ainda ladrão do povo) Michel Jackson Temer, aquele grotesco que andava de nariz em pé, como se fugisse, com a sua saliência piramidal, do meio de um  forte cheiro de merda? Fazemos referência ao verme que “teria” desviado 1,8 bilhão para seus bolsos. A famosa e desoperante “Lava Jato”, jatinhos e jatões, entre outros aeroplanos de menor porte, acusou, na época, esse desbriado, de chefiar uma organização criminosa e estar à frente dela, há mais de quarenta anos.

E perguntamos: essa acusaçãozinha de nada, deu em quê? Em porra nenhuma. Essa é a mais pura verdade. Em porra nenhuma! Tudo acabou em pizzas, vez que, por problemas de idade, Michel Jackson Temer, rei da baderna “pop-foda-se o Brasil, o que conta é meu estado democrático de muito dinheiro em minha conta num paraíso fiscal que jamais a justiça conseguirá botar as mãos”, parou de comer carne vermelha. A esposa dele, a parosbélica Marcela, em face dessa abstinência forçada, resolveu dar sorrisos mais Close Ups que Colgates para o jardineiro. Até aqui morreu Cézar. Insistimos, então, na pergunta: por que não deu em nada?! 

Simples! Entrou no meio da fuzarca, o não menos famoso “jatinho brasileiro”, perdão, senhores e senhoras, entrou no meio, o “jeitinho brasileiro”. Com o “jeitinho brasileiro” e o jatinho voando a céu aberto, salpicado com nuvens de brigadeiro e muita propina encobrindo todas as chicanas do safardana, o desvio que ele fez, virou “não fez”, e, em resumo das contas, acabou se transformando numa palavrinha  bonita de se ler e de se pronunciar, qual seja, “TERIA”. Com esse “TERIA” em cena, e muitas verdinhas nas mãos dos Poderosos, as tramoias e os embuços foram parar debaixo dos “tupetes” de seus tapetes. Isso mudou toda a história.

Os senhores devem se recordar, mesma pancada nos “oios”,  o vagabundo foi encanado no meio da rua, ou mais precisamente no Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, em 21 de março de 2019,  numa abordagem (com prazo de validade para sair), quando o mafioso deixava a toca, perdão de novo, quando saia da sua mísera casinha, na Praça Norma G. Arruda, perto do Largo da Batata. A “Porlícia Fedemal”, fez um trabalho bonito, coisa para ser tachada de cinematográfica com toda a produção de elite dos estúdios de Hollywood. No instante da interceptação do manhoso e ladino personagem, um babaca enjaquetado com as insígnias da PF, sigla de  (Prendi a Fera), assumiu a direção do fusquinha e Michelzinho, com o semblante de donzela  deixada na Major Sertório, ainda se viu no direito de fechar a porta traseira, para não ser fotografado, ou avacalhado, ou no pior dos quadros, viado...  Viado não, vaiado.

Se o ex levasse ovos podres no meio da fuça, como nossos “onrados” miSInistros do STF, conhecido entre a clã miúda como “Sistema de Tarados Fofoqueiros”, talvez criasse vergonha. Uma coisa é incontestável. Se o povo brasileiro tivesse brio na cara, honrasse a consanguinidade da sua terra-pátria, Temer, naquela hora, deveria ter sido retirado aos tapas, do seu carrinho e tomado uma boa e memorável surra de cinta, na bunda e nos costados, para aprender a não afanar e viver como os humildes que ele tanto espezinhou e zombou. Para quem não se recorda, Temer se viu encarcerado junto com outros dois quadrilheiros, João Baptista Lima Filho, o (Coronel Lima) e Wellington Moreira Franco.

Coronel Lima, como do saber geral, é amigo pessoal de Michelzinho, e, em razão disso, o apontaram como operador (sem ser médico), operador financeiro do ex-vigarista. Segundo o MPF, ou (Muitos Parasitas Fuxicando), na época, a empresa dele, a Argeplan, participou da “Li-sem-citação” para a obra da usina Nuclear de Sangla 3, e o fez apenas para repassar (kikikiki) valores à Temer. A Argeplan não “argia” dentro da lei, não dispunha de qualificação técnica para atuar na área, nem na cozinha, e só “TERIA” conseguido se associar as demais empresas (como de fato se associou), por influência política sobre o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro.

A outra figura dantesca, ou burlesca, Wellington Moreira Franco (de Franco, só o nome), se fez importante. Primeiro, galgou o ministério das Minas e Energias. Depois se mudou de mala e cuia para a prefeitura de Niterói. Em seguida, saltou para governador do Rio de Janeiro, chegou a deputado federal, voltou a peidar cheiroso como ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, e ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil. Não contente, aterrissou ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência. Franquinho, nessa correria toda, “TERIA” atuado para que a Engevix pagasse gorjetas no âmbito do contrato para as obras da usina de Sangra 3. Bota sangra nisso...

Por falar em sangrar, Sangra 3, juntamente com a Sangra I e II seguem vazando até hoje. Jorram aos borbotões, dinheiro público, grana do povo, explodem e pipocam mais que as feridas abertas por todos os nossos deputados, senadores, governadores e miSInistros. Enfim, aquela súcia de bandidos que habita a linda e esfuziante Brazzzilia, com seus palácios e  palhaços, reis e rainhas, cavalos e éguas, putos e putas soltos no enorme pasto de excelente capim, conhecido como Planalto Central, segue rindo de nossas elucubrações, e, para deixar o cenário ainda mais nevrálgico, nenhuma mudança para melhor aconteceu no Castelo da Dinamarca. Pois bem.

Voltando ao Temer, ficou cristalinamente provado e comprovado, na ocasião da “prisão entre aspas”, pelo procurador Sergio Pinel (que acabou pinel) e, a depois, pelo Eduardo El Hage, que todas as bonificações ou se os senhores e as senhoras preferirem, todos os subornos, as bolas, as molhaduras identificadas, ou que serviram de objeto direto de denúncia  (que pasmem!, até hoje, ainda estão sendo rigorosamente “desinvestigadas”), chegaram a essa pequena parcelinha ínfima de R$ 1.8 bilhão.

Visto pelo outro lado da ótica, o circo armado em torno da prisão de ventre de Michel Temer, feita pelo representante do MPF, ou  (Mamãe Passou Farinha), bem como a autorização do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro que o mandou para ver  o sol nascer quadrado de mentirinha, só para dar uma “sastisfassssão” à sociedade, acabou como era de se esperar, em carnaval. É possível que daqui a alguns dias, no desabrochar das folias de 2020, tenhamos um bloco especial dentro de uma dessas escolas de samba famosas desfilando na Marques de Sapeca-ai, que eles, com Temer, Coronel Lima, Moreira Franco, Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa Filho, Carlos Alberto Montenegro Gallo, Vanderlei de Natale e Carlos Jorge Zimmermann Sapecarão por lá.

O que estamos querendo sinalizar aos amados leitores é que a fabulosa delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engeviz, revelando (que desde 2014) o esquema de corrupção na construção da Usina Nuclear de Sangra 3, foi coordenado pelo ex-presidente (ainda meliante) Temer, e “TERIA” (olhem o “TERIA”,  de novo, em jogo) em barganha, como recompensa, um contrato de R$ 162 milhões da empreiteira com a Eletronuclear. Segundo o juiz Bredas Turismo, mil perdões pela gafe, pelo juiz Marcelo Bretas, a prisão “vem que eu pago” do ex- Michel “foi para garantir a ordem pública, levando em alerta vermelho os crimes que ele “comometeu” continuarem em trânsito engarrafado congestionando a nossa imbecilidade, e, quem sabe, mais hoje, mais amanhã, mais nunca,  cheguem a seu destino, abduzidos para algum planeta ainda não desvirginado por nenhum rato de esgoto.

Realmente, o que vimos, saltou aos escárnios da turba em polvorosa.  Prevaleceu não a garantia da ordem pública, mas o endosso da desordem pública e os crimes, que magicamente viraram cremes. Dito de forma mais objetiva. Os crimes de Michel Temer se transformaram em pasta cremosa que os foliões passarão em seus rostos, para aparecerem bonitos nas selfies de plantão dos babacas frequentadores do Sambódromo. Com isso, caros leitores e prezadas senhoras, que nos acompanham, com Michel Jackson Temer não aconteceu nada de ruim ou de danoso. Pelo contrário. O sujeito continua por aí, belo e formoso, vivendo a sua vidinha de rico-abastado, desfrutando de tudo o que “mamou” impondo a sua figura hostil, nariz empinado... Entretanto, apenas usando uma trajetória mais amena, mais lenta, se mantendo longe dos holofotes e dos paparazzos de plantão.

Talvez, algum dia, quando se posicionar tão ou mais rico que a empresária angolana Isabel dos Santos (aquela que deu uma pernada na Sonangol), volte a brilhar, levando em conta que o proletariado não possui memória, e, a mínima da qual dispõe, não se distende além de um mísero cérebro de barata. A massa encefálica da ameba é danosa. Faz com que as criaturas se esqueçam, facilmente, das porradas que receberam. O respaldo social pode até prevalecer em decorrência dessa falha, divorciando para outros ventos mais brandos, as insatisfações populares do jargão “FORA TEMER”. Quem sabe, daqui uns quinhentos anos, a plebe acorde do marasmo, a gentalha tome tenência e reaja, honrando as calças. Somente assim nos distanciaremos definitivamente das desgraças deixadas por esse imbecil e as vindouras, de outros tantos mais que vierem a mostrar o rabinho. Isso se o “TERIA” não voltar a cagar. Nosso Deus!... Voltar a Carga. A carga.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Curitiba, no Paraná. 24-1-2020

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