sexta-feira, 20 de março de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Contradanças ao som dos “anômalos”

Aparecido Raimundo de Souza

SE O NOSSO BRAZZZIL fosse, de fato e de direito, ou dito de forma mais clara e concisa, de direito, mas de fato um país sério e austero, e se os nossos legisladores, grosso modo, nossos “fazedores de leis”, fossem honestos (e não “onestos”) e não descambassem para as zonas podres dos corruptos, dos ladrões, safados e pilantras, e, via outra, se as suas bundas não trocassem as ideologias por uma mala cheia de dinheiro sujo, acreditem, senhoras e senhores, tudo por aqui seria diferente.

Se tivéssemos homens de brio, homens que fizessem leis severas para pescar flibusteiros e tirar de circulação enganadores do povo, tipo roubou, foi descoberto, incontinenti, as duas mãos seriam decepadas, ou cortadas. Coloquei duas definições diferentes, porque a maioria das pessoas não sabe o que significa decepar. Ainda assim, antes de manietar os calaceiros, lhes seria dado todo amplo e irrestrito direito de defesa. Perdão, amados, de escolha.

E qual seria essa opção? Amputação de membros a golpes de serra elétrica ou, mais brandamente, a machadadas. Com certeza, os deputados, os senadores, os governadores, os juízes e até mesmo nossos “onrados” miSinistros do STF e outros carguinhos medíocres que deixamos de mencionar não teriam dois pesos e duas medidas. Roubou, mijou fora do penico, foi pego em flagrante, não cagou um quilo certo, a galera partiria, ato contínuo, para cima deles e cumpriria a lei.

Lei sem perdão, sem meios-termos, e o melhor de tudo, sem aquela enxurrada de petições com trocentas folhas, seguidas de iguais temporais com relâmpagos de recursos que não têm fim (que mais se parecem com os romances de Jorge Amado, exatamente por serem longos e cansativos), recursos meramente protelatórios que servem apenas para enlamearem nossos tribunais, que na verdade mais se assemelham a picadeiros de circos interioranos com um bando de palhaços metidos a Patatis e Patatás, Carequinhas e Girafales, cada um querendo aparecer mais que o outro.

Mesmo na lona dos incautos, muitos advogados, ou melhor, uma alcateia de “devogados” literalmente bem remunerada, que para morderem os bolsos de seus constituídos, conseguiria tirar as cuecas e as calcinhas; esses rábulas perderiam terreno e deixariam de dar os fundilhos aos representantes e magistrados dos fóruns, sem mencionarmos as vias das procrastinações e enrolações em favor de seus clientes napeiros e mazorros.

Como vivemos num país “umanamente demoniocrático”, teríamos uma terceira e quarta alternativas. Furar os olhos, ou ensacar os javardos levando-os para o alto-mar e atirando suas carcaças ao sabor tépido das águas profundas. Temos certeza (partindo do princípio básico daquela frase simpática “quem tem cu, tem medo”), ninguém roubaria ou estupraria; tampouco os abestalhados e filisteus em sã consciência tirariam a vida de um ser humano, de graça, sem razão ou sem motivos.

Os poderosos e os burgueses, que vivem unicamente para nos foder, debandariam e jamais se atreveriam a se declararem “nossos representantes” ou medianeiros, patriotas de um povo sofrido, humilhado, pisoteado, sem eira nem beira. E, com certeza, os que ficassem à frente de suas incumbências, dispensariam morar como reis e nababos na Capital do País, perdão, no grande avião pousado, ou no gigantesco alcoice Brazzzília, gastando a bel prazer nosso dinheiro e vivendo em palácios e mansões frenteadas para o paradisíaco Lago Paranoá.

Dessa forma, somente dessa forma, olho por olho, dente por dente, colhão por colhão, colocaríamos o Brazzzil nos trilhos, o país na linha, na mira dos senhores tidos como “certinhos”. Os “garganteadores” meteriam seus respectivos fiofozinhos entre as calcinhas de suas queridas mamães e fariam como velhos bujões de gás: vazariam. Enfim, caríssimos, teríamos uma nação livre de hipócritas, de filhos da puta, e veríamos desfilar pelas belezas da Capital Federal aqueles cidadãos que, acima de tudo, estariam do nosso lado, e, claro, honrando em nosso nome e colocando na berlinda as suas próprias vidas.

Reduziríamos a zero as burlas, os engodos, os golpes, as tramoias, as tretas. Os jeitinhos brasileiros iriam para a casa do caralho. Poríamos um ponto-final definitivo nas insídias e intrujices. Seguiriam em frente (marchando ao nosso lado, ombro a ombro) somente aquelas criaturas ufanistas, que realmente pensassem e clamassem por uma sociedade mais imparcial, mais reta e íntegra, mais ordeira e correta. Teríamos uma federação adequada, transparente, propícia à justiça e ao bem comum de todos, INDISTINTAMENTE.

Deixaríamos de assistir a vídeos imorais, como o postado por Jorge Cajuru no ano passado:



vídeo esse que exibe um edital de licitação para, pasmem, as refeições dos nossos lindos miSinistros do STF-“fp” (Superior Tribunal de Famigerados. O “fp”, em minúsculas, seria “filhos da puta”). Assistam ao vídeo e digam, com toda sinceridade, se não temos razão em dizer, com todas as letras, que os bandidos (TODOS, SEM EXCEÇÃO) deveriam ser constrangidos a ficarem sem as mãos, cortadas com a serra elétrica. Ou jogados nos quintos.

Senhoras e senhores, num país onde falta educação, segurança e saúde, um país onde o povo ganha pouco e passa fome, esses velhacos e cafajestes do STF querem tomar vinho importado, que tenha pelo menos quatro premiações internacionais. Esses vermes nojentos e asquerosos deveriam apanhar na cara. Tomar porradas nas fuças com essas sandálias havaianas (as pancadas com elas são mais potentes). Apanhar na cara, na bunda, nos baixos fudetórios, para tomarem vergonha.

Criarem juízo, discernimento, consciência, recato, raciocínio, mentalidade e sensatez. O povo deveria, em igual segmento, a sociedade como um todo, fazer valer aquela outra frase pitorescamente carnavalesca: “TODO PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME É EXERCIDO”. Que poder? Em nome de quem é exercido?! Vamos rir? Rir faz bem, afasta o coronavírus. Ou isso, a partir de agora, num já, sem mais delongas, ou a sacanagem desses ignorantes continuará a todo vapor a nos sufocar.

Temos plena certeza que a partir do momento que mudarmos nossas leis (leis ineficientes e de merda), quando colocarmos em prática o “escreveu, não leu”, muita gente que hoje ri das nossas desgraças debandaria para os cafundós do capiroto. Sumiria, levando de roldão todas essas lacraias que abundam a nossa boa terrinha, e certamente reinaria a paz e todos, sem exceção, viveriam, descansariam e respirariam em paz.

Enquanto nós, representantes da arraia-miúda, não tomarmos tenência e entendermos de cabo a rabo o significado magnânimo da frase acima, continuaremos sendo pisoteados por essa chusma de cobras venenosas; em conclusão, senhoras e senhores, os verdadeiros vírus do corona.  Aliás, essa pandemia é fichinha, se comparada ao mal maior que nos causam essas desgraças, esses cânceres que nos corroem, que nos devoram pelas beiradas, como se fôssemos apetitosos pratos de mingaus. Acordemos, galera!
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, Espírito Santo, 20-3-2020

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