terça-feira, 28 de abril de 2020

[Aparecido rasga o verbo] Foco desfocado

Aparecido Raimundo de Souza

PERCEBAM COMO o coronavírus saiu de cena. Retirou-se, senhoras e senhores, da mesma forma como entrou, sem dizer a que veio. Matou uma porrada de gente e se escafedeu usando a porta dos fundos. Pela gravidade, num primeiro momento parecia que ficaria um pouco mais em cartaz. Afinal de contas, estava dando um ibope danado. Em pouco tempo, o número de óbitos superou as vítimas de Hitler.

De certa forma, nos trouxe à memória o caso Marielle Franco. Quem matou Marielle Franco? Se fosse hoje, certamente seria o coronavírus, ele seria o vilão. Como nos idos de março de 2018 a China ainda não nos tinha mandado o cavalo de troia de presente, o circo armado da vereadora do PSL ficou sem público. E com ele a pergunta que ninguém soube responder: quem, de fato, matou a ilustre cidadã?! Sem dúvida, o médico inglês Harold Shipman, que antes dela mandou para a vala 284 vítimas.

Perdão, caros leitores! Não foi Shipman quem despachou Marielle com seus gases letais. Citamos essa criatura apenas como exemplo de casos famosos (como o de Marielle, o do pedreiro Amarildo e o da chacina da família Pesseghini) que ficaram esquecidos na sombra. Porém, sempre há um porém, no caso de Marielle, o detetive Sherlock Holmes, contratado pela nossa brilhante e inimitável Pormalícia Fedeumal, ainda sob o comando do Maumaurício Valeunoeixo assim que entrou no caso, descobriu que foi ela mesma que se matou, e depois de ter perdido a vida suicidando, voltou do além, e de raiva, para não ficar esquecida e sozinha, apagou seu motorista Anderson Gomes.

Em 28 de janeiro deste ano, em São Bernardo do Campo, Ana Flávia Gonçalves e a querida esposa, Carina Ramos, foram presas como suspeitas pelo triplo assassinato dos pais dela, o casal Flaviana e Romayuki, e o irmão Juan Gonçalves. A polícia fez e aconteceu, a imprensa falou pelos cotovelos e, de repente, todo mundo se calou e o bárbaro caso acabou em pizza. Como o de Marielle e os demais? Sim! O desfecho nunca deixou de ser previsível. O que mudou, então? Quase nada, somente o local onde os respectivos picadeiros foram armados.

Entretanto, voltando a São Bernardo, para a situação não ficar feia e a sociedade sem resposta, por baixo dos panos, a polícia paulista apelou para o pessoal do Havaii 5-0. Em dois dias o detetive Alex O’Loughlin, na pele do ágil e destemido Steve McGarret e sua equipe, descobriu a verdade. O casal e o filho morreram de susto, ou melhor, queimados vivos. Mas quem os carbonizou? Flávia? Carina? Negativo! Quem dizimou toda a família, com uma cajadada só, não foi outro senão o carro em que todos viajavam (exceto Ana e Carina), ou seja, o sarcástico Jeep Compass. Ele, o veículo, literalmente se transformou no asqueroso e ignóbil da vez.

Vamos voltar um pouquinho no tempo. Se os crimes acima mencionados tivessem acontecido durante a quarenta, repetindo o óbvio, certamente todas as vítimas teriam partido para o infinito em decorrência do coronavírus. Onde queremos chegar, afinal, com essa balela sem pé nem cabeça, trazendo à baila esses bárbaros episódios que nada têm a ver com o assunto tratado aqui? Amados, são apenas exemplos, como dissemos acima. Qual seria, afinal, nosso propósito? Sem dúvida alguma, não mencionarmos o letal coronavírus que nos assola, claro, todavia, divulgamos a nova versão da praga surgida. Falamos do miSinistro Sérgio Coronamorro (é Coronamorro mesmo, não houve aqui nenhum erro de grafia).

Os senhores não devem ter se esquecido, Jair Bolsonaro aplicou em Morro um tremendo pontapé nos fundilhos do traseiro, duplicando o gesto sutil e carinhoso de Michel Jackson Temer, acontecido nos idos de 12 de maio de 2016 (Temer, para quem esqueceu, é aquele presidente que se viu preso injustamente dentro de seu Gordini 1964, quando saía de seu barraquinho no alto de Pinheiros). Lembraram? Michelzinho, caros leitores, aquele abestalhado de nariz empinado, que dava a impressão de estar com uma latrina enfiada nos cornos, cheirando merda por onde quer que andasse.

Devemos lembrar desse crápula, pela façanha que escreveu seu nome na história. Michel Jackson Temer derrubou a guerrilheira e assaltante de banco Dilma (a que roubousset) com um chute igualmente na curvatura gorda dos glúteos desengonçados. Entonces… há menos de uma semana, o povo mudou de lado. Desde sexta-feira p.p., 24, a multidão imbecilizada passou a ter peninha de Sérgio. Coitado! O sujeito era juiz federal, passou a miSinistro, e agora? Possivelmente, desempregado, morrerá de fome. Senhoras e senhores, entendam a logística da coisa. Sérgio Morro e Jair Bolsonaro só fizeram desviar o foco da pandemia.

Como assim, desviaram? A covid-19 (a antiga) parou de dar ibope. A doença do momento, agora, é o “passar de régua” na funçãozinha do novo corona, não o vírus, mas o fungo Sérgio. Os senhores não devem tirar da mente, que Morrinho, apesar do chute no fiofó, continuará Sérgio, belo e formoso, recebendo “moro” acima e “moro” abaixo, seus vencimentos como juiz federal (um salário que, por sinal, não cheira mal nem aqui nem em Wuhan), e para complementar sua “derrocada”, ainda embolsará a polpuda remuneração de miSinistro da porra da justipostisssa.

Podem ter certeza, caros amados, que somente um desses numerários, a babar mês a mês, dará para esse santinho do pau oco, com cara de Jack, o Estripador dos lava-jatos modernos, viver o resto de seus dias como um rei, apesar de ter encaminhado o seu pedido de demissão ao Palácio do Planalto, pensando antecipadamente nas promessas de Cão Dória, governador de São Paulo. Assim como o coronavírus mandou Marielle pras cucuias e outros para a casa do chapéu, Flávia e Carina para o caixa-prego, Morrinho não irá para nenhum desses lugares. Fez a cama, a fama e agora poderá deitar-se nela tirando a consciência e deixando dentro do forno de micro-ondas.

Possivelmente a beldade partira de mala e cuia para a puta que o pariu. Brevemente estará de volta, acreditem, ao lado de figuras “orríveis” como Recado LewandoWskiprafesta, Gilmaroceano Mentes, Celsius de Mellolo Grau Melado, Luiz Fuska68, Cárnem de Segunda Lúcia, Rosa Weber Murcha e outras lombrigas, grudado com seus colhões num carguinho qualquer. Vomitam, pelas coxias, que o espertalhão pensa em se candidatar. A quê?! Ajudante de Jair Bolsonaro? Motorista particular de Rotrigo Saia? Capacho de Cão Dória? Não importa qual a função…

Que seja, no pior dos mundos, a de lavador dos banheiros do Instituto Lula, ou lixeiro. Ministro do STF, indicado pelo presidente, nem em sonho. De qualquer forma, renascendo dos bueiros de Brasília, não importa o dia, VAI TER UM BANDO DE BABACAS PARA LHE DAR APOIO, fazer carreatas, promover manifestações, engarrafar o trânsito, dar tapinhas nas costas, abraçar, beijar, cheirar seu cangote, melar seus ovos, implorar por votos…

Senhoras e senhores, ACORDEM! Estamos no Brazzzil. O mesmo Brazzzil do então juiz sagaz de quem acabamos de falar, sua “essselência”, o doutor Sérgio Gorro, que assinou a exoneração do ex-deuleogado Maumaurício Valeunoeixo, da Popo Fefe, sem apor sua assinatura, e o mais cômico: LEU A PAPELADA DE CABO A RABO, SEM LER. Kikikikiki…
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Vila Velha, Espírito Santo, 28-4-2020

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