E o último a nos visitar foi o Vaticano!
sábado, 3 de março de 2012
Seguro exige, não aceita, recusa e pede
António Ribeiro Ferreira
É a lengalenga do líder da oposição sobre tudo e sobre nada. Sem nada para dizer
Uma larga maioria dos
portugueses não está nada satisfeita com o governo. É natural. Mas cerca de 70% dos inquiridos numa sondagem recente consideram que não há qualquer alternativa
credível. E percebe-se porquê. A actuação do líder do PS explica bem este resultado
e revela como o sistema político português está em coma e ainda não deu por
isso.
António José Seguro não tem
uma ideia, uma proposta, nada de novo para uma crise profunda e diferente, não
apresenta uma única alternativa inovadora às políticas do governo. É tudo
requentado, mais do mesmo, como se o PS tivesse parado no tempo e só por obrigação
andasse por aí a debitar receitas velhas, ultrapassadas, que felizmente para os
portugueses e para o país não voltam mais. O drama, diga-se em abono da
verdade, não é apenas lusitano. Atinge em cheio a velha esquerda socialista
europeia. O último manifesto assinado por um triste conjunto de líderes
socialistas é um atestado de falência total de um projecto de sociedade baseado
no investimento público e no defunto estado social, criado nos tempos em que
havia dinheiro, muito dinheiro na Europa.
No tempo em que alguns se
atreviam a dizer que o horário de trabalho podia ser muito reduzido e que, no
limite, os cidadãos europeus podiam não trabalhar que havia dinheiro para
continuar a pagar-lhes uma vida de lazer e conforto. Tudo isto acabou, só os
socialistas ainda não perceberam.
E António José Seguro,
obviamente, está entre os que ainda não entenderam que já pertencem a um
passado que a crise ajudou a enterrar rapidamente e em força. É por isso que
Seguro anda por essas estradas a dizer lugares-comuns só para mostrar que ainda
está vivo. Mas, sinceramente, não havia necessidade. Seguro exige explicações
sobre os prejuízos das empresas públicas, exige apoios imediatos aos
agricultores, exige austeridade inteligente, exige esclarecimentos sobre as
obras do Túnel do Marão, exige esclarecimentos sobre umas alegadas escutas,
exige que Passos explique a conversa entre Gaspar e o ministro alemão, exige
que Passos diga quem paga a dívida da Madeira e exige um plano nacional de
emprego.
É por isso que Seguro não
aceita uma saúde para ricos e outra para pobres, não aceita o fim do feriado do
5 de Outubro e não aceita um limite para o défice na Constituição. É por isso
que Seguro recusa a reforma do poder local, recusa a redução de salários, a
revisão constitucional e até responder às críticas internas. É por isso que
Seguro pede à troika mais um ano para Portugal consolidar as contas, pede
explicações ao governo sobre o caso BPN e pede apoio às exportações. Mais mais
importantes que as exigências, as recusas e os pedidos são mesmo as promessas.
Manifestando uma débil esperança
Valmir Azevedo Pereira
Estivemos fora do ar por dois
meses. Vários problemas e dificuldades operativas nos silenciaram. Mas
acompanhamos a marcha rumo à dominação da trigueira gente brasileira.
Voltamos e testemunhamos o
tsunami provocado pelo Manifesto Interclubes Militares, que deve ser aplaudido
de pé por esboçar uma leve indignação pelas muitas arbitrariedades e
perseguições que o desgoverno cometeu nas últimas décadas contra o estamento
militar em geral, e contra os que lutaram para impedir que as vestais do atual
poder implantassem no País o regime comunista.
Contudo, apesar de oportuno e
cabível, estranhamos o “bom-mocismo” dos Oficiais-Generais Presidentes dos
Clubes, quando, para aliviar a barra, alegaram que acreditaram nas palavras da
Presidente em outubro de 2011, que, recém-eleita, asseverara não aceitar
qualquer revanchismo, e blá-blá-blá.
Como sabemos era só blá-blá-blá,
pois a criação da Comissão da Verdade, sob seus auspícios anula qualquer
argumento favorável.
Quanto ao restante, às
considerações sobre as Ministras, que são useiras em difamar e destratar as
instituições militares, o contido no manifesto ressalta o óbvio.
Por óbvio, mas não do
desagrado da Presidente, não transpirou qualquer recomendação da “velha
guerrilheira”, para que as enraivecidas senhoras contivessem seus arroubos
revanchistas, nem qualquer ação para acabar com a Comissão da Verdade, que
prossegue firme e forte.
E o tsunami seguiu, com o
recuo do Clube Militar, pela retirada do Manifesto, “sem pressão”, conforme
nota aos Associados.
Dilma: Os países da comunidade européia injetam dinheiro "absolutamente inconsequente(mente)".
Os países que iriam ser ajudados por Dilma (a imprensa petista titulou "Brasil") são os responsáveis pela incompetência do Governo, do Brasil? O mesmo Governo que soltou na mídia que iria emprestar dinheiro a Portugal, à Grécia... uns encheram o peito vazio, com nada, outros, muitos, mas muitos mesmo, acreditaram nessa coisa de empréstimo bilateral (entre dois países), portanto, "reclamaram" que o Grande País faria melhor, em vez de emprestar à Grécia, cuidar dos seus próprios cidadãos, outros, poucos, acredito, perceberam a propaganda: Brasil maior, "por cima da carne seca", etc, basta ler os comentários que se seguem a esta matéria publicada pelo site "Carta Maior", de esquerda, claro. Do sociólogo "preferido" por Reinaldo Azevedo: Emir Sader.
Mas, antes de chegar ao Carta Maior, passe por aqui:
![]() |
Dilma critica “tsunami
monetário” promovido por países desenvolvidos
Para a presidenta, a injeção
irresponsável de dinheiro na economia mundial prejudica países emergentes, como
o Brasil, tornando suas indústrias menos competitivas. Dilma Rousseff prometeu
a criação de novos mecanismos para impedir o que classificou como “canibalização
dos mercados emergentes”. Segundo Dilma, só os países da comunidade européia
despejaram no mercado internacional, até hoje, US$ 4,7 trilhões de dólares, o
que considerou uma política monetária “absolutamente inconseqüente”
Najla Passos
Brasília - A presidenta Dilma
Rousseff criticou, nesta quinta (1), a política cambial adotada pelos países
desenvolvidos que, para tentar driblar a crise em que estão metidos, injetam
dinheiro na economia mundial de forma irresponsável.
Para a presidenta, a alta
emissão de moeda, nos moldes que vem sendo praticada por países da Europa e
pelo Japão, provoca o que ela chamou de “tsunami monetário” nos mercados
emergentes, como é o caso do Brasil, prejudicando a competitividade das
indústrias nacionais.
“Nós vamos continuar
desenvolvendo este país, defendendo a sua indústria e impedindo que os métodos
de saída da crise dos países desenvolvidos impliquem na canibalização dos
mercados emergentes”, afirmou.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Uma empresa, com capitais chineses, investe em Portugal. Absurdo!
EDP investe €300 milhões no
Douro Internacional
Com os reforços de potência
das barragens de Picote e Bemposta, a EDP vai poupar €30 milhões em importações
de eletricidade por ano. Aproveita água que dantes era desperdiçada.
Vítor Andrade e José Ventura,
Expresso, 02-03-2012
Eu fiquei abismado com esta notícia! Como é possível ainda haver capitalistas (que têm dinheiro) que investem em Portugal?! Um país falido, amargo, com uma população a se queixar do roubo, do pacto de agressão... uma população que vem gritando ao mundo que vive num país governado por uma corja, por ladrões, mentirosos...
Corja recém-eleita por... sei lá! Marcianos? Brasileiros?
Eu fiquei abismado com esta notícia! Como é possível ainda haver capitalistas (que têm dinheiro) que investem em Portugal?! Um país falido, amargo, com uma população a se queixar do roubo, do pacto de agressão... uma população que vem gritando ao mundo que vive num país governado por uma corja, por ladrões, mentirosos...
Corja recém-eleita por... sei lá! Marcianos? Brasileiros?
Porto 3, Benfica 2
Portanto, está em primeiro lugar no campeonato português, com 52 pontos. O Benfica soma 49.
![]() |
| Foto: Miguel A. Lopes/Lusa |
Vitória do treinador mal amado
Justiça Federal suspende pagamento de R$ 8 bi pela União
Laura Ignacio
São Paulo – A Justiça Federal
da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) suspendeu o pagamento de R$ 8
bilhões pela União às entidades de previdência privada, referente a Obrigações
do Fundo Nacional de Desenvolvimento (OFNDs).
O Tribunal Regional Federal
(TRF) da região havia determinado o pagamento ao julgar uma ação da Associação
Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) e não
cabia mais recurso contra a decisão. A Abrapp é uma entidade privada que
congrega 92 fundos de pensão do país.
A associação havia entrado na
Justiça com uma ação para pedir que os títulos de OFND's adquiridos
compulsoriamente por essas entidades, no passado, fossem indexados pelo Índice
de Preços ao Consumidor (IPC). O TRF aceitou o pedido.
Inconformada, a
Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria Regional da União da
2ª Região, entrou com uma ação rescisória contra a decisão do TRF e conseguiu
suspender o pagamento na Justiça.
Na liminar, o juiz federal
Marcelo Pereira da Silva determinou que a União não realize os pagamentos até
que o mérito da ação rescisória seja julgado porque haveria o comprometimento
de verbas públicas para isso. Porém, o juiz ordenou que seja mantido o
andamento do processo de execução, em que se discute o cálculo do valor exato
que deverá ser pago pela União.
No mérito da ação rescisória,
a procuradoria questiona a decisão do TRF. Defende que a atualização das OFNDs
deve ser feita conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a procuradoria, deve ser aplicado o Bônus do Tesouro Nacional (BTN) e
não o IPC. Além disso, ressalta que o acórdão do TRF viola dispositivos da
Constituição Federal, do Código de Processo Civil (CPC) e da Lei 7.799, de
1989.
Segundo o advogado Fábio Coutinho Kurtz, do Siqueira Castro Advogados* que
representa a entidade no processo, a ação rescisória é apenas uma tentativa da
União adiar o pagamento desse crédito. “O CPC prevê hipóteses restritas para o
ajuizamento de ação rescisória e, no nosso entendimento, o caso não se encaixa
em nenhuma delas”, afirma.
O advogado lembra que, caso a
Justiça rejeite o pedido da ação rescisória, a União deverá ter que pagar mais
10% do valor em discussão de verbas sucumbenciais.
Título e Texto: Laura
Ignacio, Valor online, 02-03-2012
* O Escritório Siqueira Castro é o mesmo que cuida da ação da Apaerus
Ainda sobre Paul Krugman e os nós que deixou...
O resto da “narrativa” deve ser vista no Delito de Opinião. Segundo rezam outras crónicas, João Galamba e Pedro da Silva Pereira terão experimentado a desilusão e a insatisfação. Anacleto Louçã o coordenador do Bloco de Esquerda, não aproveitou sequer o tempo de antena mediático. Se não me falha a memória, pela primeira vez na sua longa carreira de combate político.
Rui Carmo, O Insurgente, 02-03-2012
Relacionados:
Reforma autárquica extinguirá entre mil a 1.400 freguesias
Reforma autárquica aprovada pela maioria PSD/CDS
Sofia Rodrigues
Uma abstenção e 22 declarações
de voto deram nota do tom crítico da bancada do PS à decisão da direcção de
votar contra a proposta de reforma administrativa local. A proposta de extinção de freguesias foi esta manhã aprovada, na generalidade, com os votos a favor da
maioria parlamentar e os votos contra também do PCP, BE e Verdes.
Miguel Coelho, deputado do PS
eleito por Lisboa, absteve-se ao arrepio do voto contra da sua bancada à
proposta do Governo, dizendo que "é má", mas que espera que sejam
feitas alterações na especialidade.
Entre 22 os deputados
socialistas que anunciaram declaração de voto estão o ex-líder parlamentar
Francisco Assis e o antigo secretário de Estado das Comunidades José Lello.
"O PS é a favor de uma reforma administrativa (...) e não fez tudo o que
era possível para transmitir a sua posição de defender que antes desta reforma
houvesse uma lei eleitoral autárquica", disse aos jornalistas José Lello,
justificando o seu voto contra a proposta do Governo por ser "disciplinado".
Francisco Assis, por seu turno, disse ter votado contra por discordar desta
proposta mas ser a favor "há muitos anos" da redução de freguesias.
A estas críticas à estratégia
da direcção do partido, o líder da bancada parlamentar, Carlos Zorrinho,
respondeu apenas que o PS "é um partido que debate e decide".
Título e Texto: Sofia
Rodrigues, Público, 02.03.2012 - 13:04
![]() |
| Foto: Adriano Miranda/Público |
A proposta de Lei do Governo
que prevê o desaparecimento, através de agregação, de entre mil a 1.400 freguesias, foi esta manhã aprovada com os votos favoráveis das duas bancadas
que suportam o Governo. Quase toda a oposição votou contra. 22 deputados
socialistas apresentaram declarações de voto, incluindo Miguel Coelho, que se
absteve.
Bom, não é necessário ser economista, nem ciclista para comprender que, com a extinção dessas freguesias, serão menos mil presidentes de Junta, mil e tantos funcionários, edifícios, etc...
Os partidos chamados de esquerda (eu os chamo de outra coisa) votaram contra, claro, óbvio!
E o Partido Socialista, o partido que governou Portugal nos últimos 10 anos, que agora é liderado por um marciano que anda passeando pelo "interior de Portugal", é um partido que... "debate e decide", entendeu?
Desenhado em 1835, o mapa português das freguesias adoptou a divisão paroquial moldada ao longo de séculos pela Igreja Católica. A paróquia dos Mártires, por exemplo, em plena zona da Baixa-Chiado, remonta a 1147, quando D. Afonso Henriques pelejava contra os mouros. Hoje é a freguesia mais pequena de Lisboa, com apenas 372 habitantes, e integra um grupo de 12 que o município de Lisboa decidiu agregar, sob a designação de Santa Maria Maior.
Os detalhes da vida
João Bosco Leal
![]() |
Mão de Deus – escultura no
deserto do Atacama, Chile,
entre as cidades de Antofagasta e Copiapó em viagem
de 2008
|
Após adquirir minha primeira
motocicleta, cerca de vinte anos atrás, quando achei que já tinha juízo
suficiente para adquirir uma, nos finais de semana me aventurava em minhas
primeiras viagens, até as cidades mais próximas, iniciando com as que estavam a
20, depois 50, 100, 200 quilômetros de distância.
Eram passeios totalmente
descompromissados, sem nada para fazer no destino, hora para partir ou
retornar. Mal chegava a um lugar já voltava, só interessado na liberdade, no ar
batendo no corpo e nas sensações que só quem já viajou de moto conhece.
Como diferença marcante entre
as viagens de carro e de moto, o que mais me chamava à atenção eram os
detalhes. Mesmo em caminhos por onde já havia passado dezenas de vezes de
carro, começava a enxergar árvores, desvios, entradas, topografias, paisagens e
detalhes que nunca havia percebido.
Esse talvez seja um dos
motivos que mais explique a paixão dos que gostam de viajar de moto. Além das
sensações, enxerga-se muito mais do que quando estamos de carro, talvez pelo
enclausuramento provocado pela própria estrutura do carro, as colunas, os
vidros fechados e a música, que praticamente nos isolam do que se passa do lado
externo.
Enganam-se os que acham que os
motociclistas são loucos, que correm demais, usam drogas, arrumam brigas e
coisas do gênero. Isso é coisa de filme americano, de bandos de velhos
arruaceiros, que andavam em bandos com suas motos, arrumando confusões e
amedrontando todos por onde passavam, mas isso não existe por aqui.
Existem, é claro, diversos
tipos de motocicletas e usuários de diversas idades, cultura e educação, que
delas se utilizam de formas distintas, mas basta observar um pouco para
percebermos que “loucuras” com motos só são realizadas pelos motoboys, com
motos pequenas, que realizam verdadeiro zigue-zague no trânsito ou pelos jovens
que possuem motos esportivas enormes, mais “tensas”, que fazem barulho, dão
grandes aceleradas e atingem velocidades enormes em apenas uma quadra de onde
partiram, disputam arrancadas em ruas e avenidas, correm muito e morrem
bastante.
Crise, que remédio, mas abutres não!
Isabel Stilwell
Aos primeiros pingos as
cidades transformam-se num pandemónio, e com memórias de peixe (que ao que
parece não retém uma informação mais do que uns segundos), começamo-nos
imediatamente a queixar dos incómodos de andar à chuva. Mas enquanto que uns se
lamentam com um sorriso irónico, plenamente conscientes do absurdo das suas
lamúrias, outros protestam paranoicamente convictos de que o mundo se uniu para
as tramar.
Há alguém que inventou uma
crise à sua medida, que manipula a metereologia só para que chova quando querem
sol e vice-versa, alguém que põe sal a mais, ou sal a menos na comida para que
sofram de hipertensão, num sem fim de atentados à sua ilustre pessoa. Gente que
objectivamente se alimenta da morte, odiando aqueles que não só estão vivos,
como, insulto dos insultos, parecem ser felizes.
Mas estas criaturas têm mais
defeitos. Estão de tal forma viradas sobre si mesmos, que não respondem ao Bom
Dia de quem entra com eles no elevador, não trocam um sorriso na plataforma de
um metropolitano e quando lhes tropeçamos num pé, por força dos balanços de um
autocarro apinhado de gente, fulminam-nos com os olhos, certos de que
pertencemos a uma qualquer confraria secreta que os tem como alvos.
Não podem ouvir uma
gargalhada, sem franzir o sobrolho, porque estão certos de que rimos deles, nem
ver duas pessoas a conversar, sem suspeitar que conspiram. São também elas, que
usam os seus pequenos poderes para nos fazer sentir a sua importância,
imaginando talvez que ajustam contas connosco, sabe-se lá do quê, e que não têm
a nossa vida para andarem por ai a distribuir sorrisos ao Deus dará.
Acredite que se mandasse,
reciclava estes sugadores de alegria e boa disposição para um outro planeta.
Será que há alguém que os queira? Proponho, à imagem da Media Markt, um dia sem
IVA para nos livrarmos dos que temos em stock.
Título e Texto: Isabel
Stilwell, Destak, 02-03-2012
Prezados e heróicos colegas do SAMSP - Sindicato dos Aeronautas do Município de São Paulo:
"Corrupção, a partir de
certo nível, exige que todos sejam corruptos. Quem se recusa é alvo de pressões
insustentáveis. É um processo de seleção negativo." Ladislau Dowbor
Carlos Lira
É motivo de muito orgulho para
nós, os aeronautas aposentados e os aeronautas da ativa, sabermos que abnegados
colegas de profissão e de ideal em favor da justiça, se entregam de corpo e
alma à luta em benefício desta categoria tão vilipendiada ultimamente, tão
massacrada, tão desprezada pelo lado patronal e desprovida de um respaldo onde
possa recorrer em sua defesa, beneficiando-a no mínimo com honradez e
respeitando a segurança e estabilidade desta profissão que exige método e modelo
próprio, desprezando a ingerência de elementos nocivos ao bom senso e critério
de perfeição aeronáutico.
Nestes últimos anos a
perseguição foi intensa e extensa em todos os ângulos que se possa conceber:
mudanças inconcebíveis, alterando códigos e leis visando interesses escusos
chegando às raias de uma lesa-pátria. A ditadura petista salta à vista, o ser
humano é um número a acrescentar ou diminuir em sua folha de pagamento, de
promoção, de desrespeito, de defasagem e putrefata desordem nacional. A mordacidade
reinante instaura um códice voraz onde a hora e a vez é dos cúmplices
cognominados "cumpanêros". Nesta leva, inclusos estão sindicatos,
lideranças estudantis e outras organizaçãos que se renderam ao apelo pecuniário
e desprezaram a honradez.
Que moral existe neste pseudo
SNA para divulgar um fato ocorrido no dia 22 de novembro de 2011, guardado a
sete chaves por esta podre gente sindical, para jogar sujamente num momento de
ouro para a categoria que abomina esta gente desleal, corrompida, sem o menor respeito
ou pudor em relação à categoria que se diz defender?
quinta-feira, 1 de março de 2012
E se os chineses estiverem certos?
![]() |
| Mao Zedong proclama a criação da República Popular da China em 1949 |
Carlos Alberto Sardenberg
Nem convém falar assim, em
público, mas há momentos em que o pensamento rompe nossas barreiras e cogita da
eficácia do despotismo esclarecido. A gente observa a desgraça que políticos
democraticamente eleitos espalham pelo mundo afora e imagina: e se tivéssemos
um líder com capacidade intelectual e visão de futuro absolutamente extraordinárias,
uma pessoa do bem, com senso de justiça social? Esse líder, com poderes
absolutos - quer dizer, sem os constrangimentos de lidar com políticos
interesseiros e populistas - não poderia fazer um imenso bem ao país?
Está falando da China - é,
pelo menos, o que se diz lá mesmo. O primeiro déspota teria sido Deng Xiao
Ping, que no final dos anos 70 venceu a camarilha dos herdeiros de Mao, e
lançou as reformas econômicas pró-capitalismo que trouxeram a China à posição
de hoje. Além disso, Deng teria solucionado muito bem um problema difícil para todos
os déspotas, esclarecidos ou não, que é a sucessão.
Deng não deixou um sucessor,
mas um grupo, um sistema, instalado no Partido Comunista. Assim, a China
emplacou três décadas crescendo a taxas anuais de 10% e, mais importante,
retirou da pobreza algo como 800 milhões de pessoas - os chineses que hoje
vivem na parte urbana e desenvolvida.
E, para deixar o leitor ainda
mais perturbado com este pensamento tão incorreto quanto tentador, o sistema
chinês oferece neste momento mais duas demonstrações de sua eficiência política
e visão de futuro. Primeira, a sucessão: ao longo deste ano, de maneira
organizada e pré-anunciada, serão substituídos o presidente do país e chefe do partido,
Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao.
"As entidades civis não devem qualquer obediência ao governo"
Peter Wilm Rosenfeld
Novamente preciso de espaço
para mais de um assunto; na realidade, seria necessário mais do que o que
dedicarei hoje, mas não quero abusar de meus amigos leitores…
Mas vamos lá!
A PRESIDENTE ROUSSEFF E OS
CLUBES DAS FORÇAS ARMADAS – Como Chefe Supremo das Forças Armadas, a
Presidente deveria saber que pode mandar e desmandar nas Forças Armadas, pois
pela Constituição esse poder é exclusivo da Presidência.
Mas deveria saber, também, e
se não o sabe tem grande quantidade de pessoas que conhecem o assunto, os
clubes dos militares (cujos associados são oficiais, aposentados, inativos,
reformados, enfim, deixaram de ser da ativa) são entidades civis cuja
direção é eleita por seus “sócios”.
Não devem qualquer obediência
ao governo além daquela devida por qualquer associação civil às autoridades
constituídas.
Por isso, foi uma “mancada”
das mais grosseiras a Sra. Rousseff ter determinado ao Ministro da Defesa que,
a sua vez, repassou aos Chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica a ordem
de que os Clubes se retratassem e que, no futuro, se abstivessem de tais
atitudes.
O PT e sua figura maior nesse
momento (apesar de o Sr. da Silva compartilhar essa posição com a Sra.
Rousseff...) estão pondo para fora, com cada vez mais desfaçatez, seu viés
ditatorial. Desmentem de maneira mais deslavada, por atos ostensivos, que
tenham a intenção de manter a democracia no Brasil.
É o Foro de São Paulo, do qual
não se tem ouvido falar mas que está cada vez mais audacioso!
SR. DA SILVA E SR. FERNANDO
HADDAD – O Sr. da Silva está com a firme intenção de desmoralizar a maior
cidade brasileira, a paulista, que tem tido o bom senso de eleger para
governá-la pessoas decentes e capazes (a eleição da Sra Marta ex-Suplicy foi a
exceção que prova a regra..., o mesmo acontecendo com o Sr. Pitta).
Ao escolher, e impor ao PT, o
nome da pessoa que tem a duvidosa honra de ter sido o pior Ministro da Educação
de todos os tempos (e eu voto desde 1949!) o Sr. da Silva revela a raiva que
tem dos paulistanos e, conseqüentemente, dos paulistas.
O Sr Hadad custou milhões de
reais ao Brasil com suas ridículas provas do ENEM, que tinham mais furos do que
qualquer queijo suíço.
E custou ao Brasil mais um
prejuízo sério com sua homofobia e com sua cartilha ensinando ao País que não
está errado... falar português errado.
Sindicato Nacional dos Aeronautas acusa o Sindicato Municipal de "Força Bruta e estelionato"
Polícia é chamada para resolver uma confusão entre membros do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo.
Band Vídeos
[Portugal] A hora da verdade chega no Verão
Helena Garrido
A terapia vai curar o doente?
Esta é a pergunta que neste momento vale (ainda) milhões mas que em breve será
respondida. Estamos a entrar na hora da verdade das políticas da troika.
A terapia vai curar o doente?
Esta é a pergunta que neste momento vale (ainda) milhões mas que em breve será
respondida. Estamos a entrar na hora da verdade das políticas da troika.
No fim da Primavera, ainda
estaremos todos bastante deprimidos com falências, despedimentos e queda da
produção. Mas será nessa altura, em meados de Maio, quando ocorrer o quarto
exame da troika, que vamos perceber se há luz ao fundo do túnel construído por
estas políticas de ajustamento. Quanto à luz propriamente dita, a desejada
recuperação, só a vamos ver e sentir efectivamente algures em meados de 2013.
A antecipação que se acabou de
fazer descreve a trajectória de sucesso do programa de ajustamento económico e
financeiro. Se tudo correr conforme planeado, se as famílias, as empresas e o
Estado reagirem conforme se espera, se mais nenhuma tempestade se formar no
horizonte europeu, o fim da Primavera anunciará o fim da terapia recessiva. E
no Verão poderemos começar a dizer que o pior já passou e poderemos começar a
ouvir os economistas a afirmar que estamos a iniciar a recuperação.
O Governo, tal como a troika,
considera que estamos neste momento a viver a pior fase da crise, aquela em que
a queda da produção é mais significativa. Tal como se pode ver nas últimas
previsões da Comissão Europeia - divulgadas na semana passada - e como se
percebeu pelas declarações mais ou menos públicas das autoridades portuguesas e
dos credores internacionais, a actividade económica continuará a cair ao longo
deste ano mas com taxas cada vez mais baixas.
Ninguém tem a certeza de que é
assim que vai acontecer. A fase do ajustamento em que estamos não fechou ainda
o caminho do pior cenário. Mesmo o ministro das Finanças, que neste momento
perscruta os números da economia portuguesa, para encontrar neles aquilo que é
menos mau, o máximo que consegue dizer é que espera que a correcção dos
desequilíbrios tenha menos custos do que o previsto no programa da troika. Esta
mensagem de pura esperança, transmitida por Vítor Gaspar no texto que escreveu
na semana passada na revista "Visão", mostra que ainda tudo pode
acontecer. E revela, mais uma vez, que até o discurso político, de que depende
também a retoma, tem de ser feito a partir da Praça do Comércio.
[AERUS] Subcomissão discutirá a situação de aposentados e pensionistas
Subcomissão fará debates sobre consulta a serviços de
proteção ao crédito e fundo Aerus
A Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da
Previdência Social definiu nesta terça-feira (28) os temas das audiências
públicas que realizará ao longo do ano. O primeiro debate acontece na próxima
segunda-feira (5) e vai tratar da decisão da Justiça que permite às empresas
consultar serviços de proteção ao crédito antes de contratar novos empregados.
Em seguida, no dia 13, será discutida a situação dos aposentados e pensionistas
do fundo de pensão Aerus. A subcomissão, presidida pelo senador Paulo Paim
(PT-RS) faz parte da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).
![]() |
| Foto: Pedro França/Agência Senado |
Os temas - cerca de 50 no total - foram definidos durante a reunião, da qual participaram representantes de sindicatos e centrais sindicais. Segundo Paim, há "uma investida muito grande por parte do poder econômico sobre os direitos dos trabalhadores". Por isso, acrescentou ele, os debates a serem realizados tratam desses direitos "e visam fortalecer o que se conquistou na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e na Constituição".
Durante a reunião, o senador criticou a recente decisão
do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considera legal a consulta a
serviços de proteção ao crédito como critério para a contratação de empregados.
Ele afirmou que esse tipo de consulta resulta em discriminação e deveria ser
classificado como crime hediondo. Segundo Paim, haveria muitos juízes que não
concordam com a decisão.
A audiência sobre o assunto, na próxima segunda-feira,
será realizada em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa do Senado (CDH), que também é presidida por Paim.
Já a situação do fundo de pensão Aerus, que afeta
aposentados e pensionistas da Varig e outras empresas, é um assunto recorrente
para o senador. Ele vem reiterando que, após a quebra da Varig, esse grupo não
recebe corretamente os seus benefícios - recentemente, Paim declarou que
"muitas dessas pessoas vivem à míngua com a aposentadoria da Previdência,
já que a Aerus não paga o que deveria".
Cartas na mesa
Geraldo Almendra
A divulgação de que o
desgoverno petista pretende punir os militares que “assinaram o manifesto” com
a possibilidade da prisão de pelo menos um deles é a cartada final do PT para
impor, em definitivo, e absolutamente às claras, um Regime Ditatorial Fascista
no país, fazendo das Forças Armadas seus submissos lacaios para “manter a ordem
petista nas relações sociais”.
Devemos ressaltar que na hora
do acerto de contas com esses verdadeiros bandidos ninguém poderá se esquecer
de que o PT está fazendo com o país aquilo que a própria sociedade esclarecida
permite, pois não vemos, ainda, tanques nas ruas nem qualquer sinal de uma
guerra civil como forma de combate ao covil de bandidos em que foi transformado
o poder público.
Quando dizemos que a sociedade
permite estamos falando:
- dos atuais comandantes das
Forças Armadas;
- dos milhares de esclarecidos
canalhas não pertencentes formalmente aos quadros do PT, mas que por força do ADN
da ilicitude que tomou conta seus corpos e almas degenerados são cúmplices voluntários
ou subornados da destruição do país;
- das burguesias e oligarquias
públicas e privadas que se uniram ao PT para levar suas vantagens no bilionário
roubo dos contribuintes durante a era petista.
Se não fosse o apoio e a
cumplicidade de milhares de canalhas esclarecidos de todas as classes sociais,
com liderança do Retirante Pinóquio, o mais sórdido político de nossa história,
o país não teria se transformado em um paraíso de patifes e nem o PT
conseguiria levar avante seu projeto de poder pelo poder.
As prisões não terão
preconceito de classe social ou de renda e nas suas dependências, um dia,
ficarão perfilados todos os traidores de nossa pátria, não importa o tempo
necessário que isso leve para acontecer, afinal de contas os herdeiros também
poderão pagar um pedaço da conta da destruição do país promovida por suas
famílias.
Título e Texto: Geraldo Almendra, 01-03-2012
Edição: JP
Relacionados:
Detection Points in the Terrorist Attack Cycle
Scott Stewart
Last week's Security Weekly
discussed the fact that terrorism is a tactic used by many different classes of actors and that, while the
perpetrators and tactics of terrorism may change in response to shifts in
larger geopolitical cycles, these changes will never result in the end of
terrorism. Since that analysis was written, there have been
jihadist-related attacks in Afghanistan, Nigeria, Yemen and Pakistan, an
assassination attempt against the president of Abkhazia, and a failed
timed-incendiary attack against the Athens subway. (The latter incident, which
militant anarchists claimed, reinforces that jihadists are not the only ones
who practice terrorism.)
But while terrorism is a
continuing concern, it can be understood, and measures can be taken to thwart
terrorist plots and mitigate the effects of attacks. Perhaps the most important
and fundamental point to understand about terrorism is that attacks do not
appear out of nowhere. Individuals planning a terrorist attack follow a
discernable cycle -- and that cycle and the behaviors associated with it can be
observed if they are being looked for. We refer to these points where
terrorism-related behavior can be most readily observed as vulnerabilities in
the terrorist attack cycle.
The Attack Cycle
Many different actors can
commit terrorist attacks, including sophisticated transnational terrorist
groups like al Qaeda; regional militant groups like India's Maoist Naxalites;
small, independent cells like the anarchists in Greece; and lone wolves like
Oslo attacker Anders Breivik. There can be great variance in attack motives and
in the time and process required to radicalize these different actors to the
point that they decide to conduct a terrorist attack. But once any of these
actors decides to launch an attack, there is remarkable
similarity in the planning process.
Azeite Gallo: racismo na garrafa (?)
A marca de azeite portuguesa Gallo foi contestada no Brasil por causa de uma campanha de publicidade que tem por objectivo promover a sua nova embalagem em vidro escuro.
![]() |
O anúncio contestado no BrasiI. Imagem: DR
|
A frase em questão, que pode
ser lida num anúncio impresso, diz: “O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o
segurança.” A afirmação feita no anúncio envolve racismo, segundo a parte
reclamante (cujo nome não foi revelado), que se dirigiu ao conselho que regulamenta
a publicidade no Brasil, o Conar.
A detentora da marca Gallo,
por seu lado, limitou-se a confirmar a existência do processo, acrescentando
que não fará declarações até que o caso seja julgado. “O assunto está sob
julgamento e não temos nada a declarar neste momento”, afirmou a empresa numa
nota enviada à Lusa.
A AlmapBBDO, empresa
brasileira responsável pela criação do anúncio, confirmou à Lusa ter recebido
uma notificação sobre a contestação, ainda em 2011, mas também disse que não
comenta o assunto. A data do julgamento ainda não foi marcada.
O Conar é uma organização
não-governamental criada e mantida pelas próprias agências de publicidade do
Brasil. Os participantes comprometem-se a cumprir o código de ética do sector,
criado na década de 1970, quando a publicidade corria o risco de ser submetida
a uma censura prévia imposta pelo governo militar da época.
A contestação relativa aos
anúncios publicitários pode ser feita por consumidores, concorrentes ou
autoridades públicas que se sentirem ofendidas ou lesadas. A contestação é
avaliada pelo conselho de ética, que solicita aos envolvidos a apresentação de
uma defesa.
Não aguento mais estes pobres coitados vítimas de racismo... numa garrafa de azeite!
Perdoai-lhes, Senhor...
Quem inventou o ano bissexto?
Francisco Vianna
Anos bissextos são anos que
têm 366 dias, ao invés dos outros anos que têm 365. A introdução de mais um
dia, de quatro em quatro anos, foi necessária porque a extensão real de cada
ano é de 365,242 dias, ou 365 dias e 6 horas, aproximadamente. Então essas seis
horas excedentes, após quatro anos, dão 24 horas, ou um dia excedente que foi
incluído no mês de fevereiro que, nos anos bissextos conta com 29 dias. Então,
um ano para ser bissexto tem que ser múltiplo de 4 e, como tal, passa a ter 366
dias.
No entanto, tal aproximação
não é exata e, em função disso, ocorre que de 400 em 400 anos (ou de quatro em
quatro séculos) sobra uma fração acumulada de 6 horas por século. Assim é que o
ano de 1900 não foi bissexto, uma vez que adicionando um dia extra a cada 4
anos, em quatro séculos, sobram três dias. Por esta razão, apenas um em cada
quatro anos que fecham seus séculos será considerado como bissexto. Há séculos,
tais anos só são considerados bissextos se forem da mesma forma divisíveis por
400. Portanto, os anos de 1700, 1800, 1900 não foram anos bissextos, 2000 foi,
como será também o ano de 2400, ao passo que o ano de 2100 também não será
bissexto. 1600 e 2000 foram anos bissextos pelo fato de serem expressos por
números que são divisíveis por 400.
JÚLIO CÉSAR, O IMPERADOR DE
ROMA, FOI QUEM CRIOU A NOVIDADE
![]() |
Júlio César e seu estandarte
imperial. SPQR é um acrönimo que
significa Senatus PopulusQue Romanus que,
traduzindo, quer dizer "O Senado não
é mais do que o povo romano"
|
De Pinheirinho a INSS
Carlos Lúcio Gontijo
Pobre no Brasil tem uma vida
cercada de dificuldades e desrespeito a seus direitos, conforme nos provou, de
maneira explícita, a ação dos poderes públicos no desmonte da comunidade
Pinheirinho, em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, onde um enorme
contingente de pessoas foi massacrado, em nome da defesa do instituto da
propriedade particular, ainda que seu proprietário nem IPTU tivesse o hábito de
pagar e esteja às voltas com imbróglios judiciais, por peripécias e falcatruas
no mundo do capitalismo desenfreado e descompromissado com os interesses
coletivos.
Montar operação de guerra para
destruir Pinheirinho é fácil, queremos ver é atacar, por exemplo, a grilagem em
terras públicas, perpetrada por gente graúda e rica aos redores de Brasília, às
portas do Palácio do Planalto, onde são muitas as mansões e áreas de convescote
e lazer erguidas de forma irregular e “surrupiadamente”.
![]() |
| Folha de São Paulo |
Infelizmente, como tudo no
Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), não consegue livrar-se
dessa sina do tratamento diferenciado, construindo uma estrutura que se mantém
prisioneira da cultura lastreada na visão de que há cidadãos mais brasileiros
que os outros, o que rebaixa alguns cidadãos à condição de estrangeiro
indesejável, ao qual o proclamado direito à cidadania não é estendido, como se
deu em Pinheirinho.
Todos os dados referentes ao
INSS, independentemente da fonte ou origem das pesquisas, revelam uma
constrangedora desigualdade na distribuição de renda entre os aposentados. O
Brasil paga aos 60% de seus beneficiários mais pobres a mesma quantia que
destina aos 10% mais ricos. Dessa forma, enquanto a maioria sofre nas filas
para receber rendimentos insuficientes, alguns poucos, bafejados pela sorte,
abocanham boa parte do montante que o país arrecada.
Assinar:
Postagens (Atom)






















