segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sobas contra os diamantes de sangue em Angola

Maka Angola

Hoje estamos em democracia, mas não parece democracia. Somos escravizados.” É assim que Txinjanga — um dos sobas que denunciaram a Sociedade Mineira do Cuango (SMC) na Procuradoria-Geral da República — resume a situação que prevalece na região diamantífera das Lundas.


As imagens recentes dos actos de tortura perpetrados pelos agentes das forças de segurança mineira demonstram que nada mudou. Expropriadas em benefício da extracção de diamantes, impedidas de praticar a agricultura, as populações são violentadas e assassinadas quando procuram garimpar para sobreviver.

Em absoluto contraste com o discurso oficial da SMC, os sobas denunciam: “Não tem escolas, não tem água, não tem posto de saúde”, mas tem, isso sim, “três, quatro, cinco mortos por dia em cada bairro”, para não falar das 402 lavras destruídas entre 2015 e 2016.

Nas Lundas, é difícil sobreviver. Nas Lundas, ainda se vive em escravatura.


Título, Imagem, Vídeo e Texto: Maka Angola, 12-12-2016

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