domingo, 30 de setembro de 2018

O que é preconceito?


Humberto Pinho da Silva

A cada passo, na “Globo News”, ouço afirmar que isso ou aquilo é preconceito.

E acontece o mesmo quando escuto comentadores radiofónicos: “É preciso, urgente, combater o preconceito.”

Mas, o que é preconceito?

Segundo Morais (Grande Dicionário da Língua Portuguesa) trata-se de: “Ideia, conceito formado antecipadamente e sem fundamento/ Obrigação de obediência inflexível ou tradicionalmente estabelecido”.

E o mesmo esclarece Dermival Rios, no “Dicionário do Estudante”, da Editora Brasil – São Paulo.

Dito isto, vamos refletir:

Será preconceito, atitude ou comportamento, fundamentado na Moral cristã ou islamita, ou opinião baseada na cultura e tradição de um povo?

No meu modesto pensar: não é.

Numa sociedade “ politicamente correta”, quando não se escreve, como os “democratas” pensam, rotulam-nos de: reacionário, “velho do Restelo”: preconceituoso.

Se cristão, asseverar publicamente que certo ato é criminoso, baseado na Moral da sua Fé, é, quase certo, taxado de preconceituoso.

O célebre Millôr Fernandes, definiu: “ Democracia, é quando eu mando em você. Ditadura, é quando você manda em mim”. Assim é o pensar e o agir de muita boa gente…

A democracia é o mais perfeito regime que se conhece; mas, infelizmente, – não sou eu que o digo, mas Rousseau, no Contrato Social, Cap IV –: “Um governo tão perfeito não convém aos homens, porque estes não são deuses”.

Por não serem deuses, nos países onde não há rei nem roque, os “democratas”, matam e mandam matar em nome de ideologias e crenças religiosas.

Voltemos ao preconceito:
Será preconceito não aceitar a “Nova Moral”?! Será preconceito defender a Família e as normas morais que serviram de base à nossa civilização?!

Será preconceito transmitir aos nossos filhos a educação e regras de civilidade que recebemos dos nossos maiores?!

Para alguns, intelectual, operário, estudante, que não pense como eles, é anatematizado.

Por enveredarmos por caminhos promíscuos e torpes; por termos corrompido a juventude, vivemos, agora, em constantes receios e medos.

Degradamos a mulher; e país onde a mãe e a esposa foi degradada caminha, irremediavelmente, para o declínio.

O homem, orgulhoso da sua inteligência, abandonou o Criador – como os filhos que desprezam e maltratam os pais.

Quando escrevo “ homem”, incluo, os cristãos – duplos –, crentes no templo, agnósticos na coletividade.

Perguntai aos políticos: Acreditais em Deus? A maioria,responderá: Sim; mas se acreditassem, não O expulsariam do parlamento, das escolas e das relações internacionais! …
Serão, porventura, hipócritas? Não sei. Sei apenas, porque não estou a julgá-los, mas a levantar hipótese, que, quanto mais falam de Paz, mais violência há; quanto mais falam de agregado familiar, mais desagregado está; quanto mais pretendem proteger as nossas crianças, mais elas se encontram em perigo.

Qual a razão? Cada um encontrará uma. Para mim, é, pelo facto de já não sermos civilização cristã. Trocamos o Deus bíblico, pelos deuses…

Concluo com palavras de Mário Quintana: “ O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado; é este pressentimento: que ele venha a ser nosso futuro”.
Título e Texto: Humberto Pinho da Silva, Porto, 30-9-2018

Um comentário:

  1. Gostei, mas ficou incompleto.
    O PRECONCEITO É FORMADO PELO DESCONHECIMENTO.
    Se há conhecimento, foge da definição.
    Então advém o racismo, a intolerância, a xenofobia, a injúria e a discriminação.
    Todos são qualidades do estigma do liberalismo político, e são inconstitucionais na maioria dos países.
    O estado, o parlamento e a justiça DEVEM SER LAICOS, pois, qualquer crença deve ser de livre vontade do povo, não por imposição, por isso livre de símbolos.

    fui...

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