segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Quando o lobo veste pele de cordeiro


Cristina Miranda

Vaticano decidiu apoiar o Pacto de Migrações da ONU condenando os países que decidiram não assinar o manhoso documento. É verdade. Deixou claro, desta forma, que religião também é política e que imiscuir-se nestes assuntos também lhe compete. Assim, declarou estar de acordo com a imposição da ONU de aceitação de migração massiva indiscriminada, de todos os indivíduos que o quiserem, quando quiserem, seja por que motivo o quiserem, declarando ser um “direito humano”, transformando-os automaticamente em cidadãos com pleno direitos nos países receptores, independentemente do perigo que isso representa. Porém o Vaticano, que é um Estado independente, na hora de acolher, selecionou – só famílias com mulheres e filhos maioritariamente cristãos –  e controlou o número de refugiados que aceitou – 12 famílias –  não deixando as portas escancaradas e acessíveis a todos os que quisessem lá viver. Por quê?

Não é a primeira vez que vejo hipocrisia por essas bandas. Quando me tornei adulta, apesar de ser católica e a partir de certa data – por via da descrença nos homens à frente da Igreja –  não praticante,  comecei cedo a questionar o que nos era ensinado na catequese mas não era seguido pela Santa Sé. Jamais me conseguiram explicar porque  o Vaticano:  era o Estado mais rico do mundo rodeado de luxos inacessíveis aos comuns mortais; porque razão vestiam Prada e tinham duplexes carríssimos em zonas caríssimas, parque de  estacionamento cheio de  carros pessoais de marcas milionárias com motoristas particulares pagos a peso de ouro; porque razão o Banco do Vaticano, o IOR,    é uma “offshore” (mais eficiente de que as Bahamas) onde todo o tipo de dinheiro, de todo o tipo de gente, vai lá parar em contas de instituições de caridade fantasma,  para aplicações em offshores e negócios  duvidosos, tudo devidamente documentado no “Dossier Dardozzi”  e guardado a sete chaves pelo Papa depois de ameaçado pela cúria (fonte “Sua Santidade – As Cartas Secretas de Bento XVI , Vatican SA – Les Archives Secrètes du Vatican, Merchants in the Temple – Inside Pope Franci’s Secret Battle Against Corruption in the Vatican de Gianluigi Nuzzi); porque razão sempre que há catástrofes humanitárias nunca se vê o Vaticano a fazer donativos; porque razão escondeu os crimes de abuso sexual dos padres às crianças; porque não deu imediatamente asilo, mesmo que temporário,  a Asia Bibi uma refugiada paquistanesa cristã em perigo, que ninguém acolhe; porque razão continuam a ignorar a crise humanitária da Venezuela e as chacinas aos fazendeiros brancos na África do Sul.

Tal como na política, há um desfasamento entre aquilo que se professa e aquilo que se pratica. Por isso cada vez há mais gente afastada, seja da religião seja da política, porque deixaram de acreditar nos líderes que não defendem as pessoas, defendem apenas os interesses do grupo que representam, não se importando que haja um colapso social por via desse abandono.

Defender este Pacto não é defender direitos humanos. É autorizar a aglutinação dos valores culturais, religiosos, sociais, históricos, das nações aceitando o domínio de outras culturas, que não se integram e que provocarão o desaparecimento da cultura ocidental porque será feito apenas num sentido: Europa-EUA.  Vindo da própria Igreja Católica, é ter lobos em peles de cordeiro dispostos a sacrificar todo o rebanho de ovelhas em nome de uma nova ordem mundial de substituição populacional largamente difundida por cá pela Fundação Manuel Francisco dos Santos. Não é segredo sequer. Basta ler as publicações.

Não é admissível um líder, seja de que religião for, fazer propaganda a agendas políticas muito menos se forem catastróficas para toda uma civilização. Importar e promover o Terceiro Mundo no Ocidente é fomentar o retrocesso civilizacional. Que o digam os países Árabes que abertamente declinaram a aceitação desses migrantes com a mesma cultura, tendo dito que o “Kuwait e o Conselho de Cooperação no Golfo são valiosos demais para aceitar qualquer refugiado. É muito caro realojá-los. O Kuwait é muito caro para eles, ao contrário do Líbano e da Turquia, que são baratos. Não é certo aceitarmos pessoas que são diferentes de nós. Nós não queremos pessoas que sofrem de stress interno e trauma em nosso país” – Fahad al-Shalami. 

Ao invés de nos questionarmos porque razão os países árabes se colocam de fora deste Pacto,  andamos nós feitos otários a troco de uns míseros euros, a aceitar a ditadura da ONU que mais não quer do que sacrificar-nos para concluir com êxito a ambição globalista dos Bilderberg, Rockefeller e Soros.

Se agora já é uma realidade que nalguns países europeus não se pode festejar o Natal nas escolas e nas ruas como antigamente, o que pensam que nos espera com este pacto facilitador de migrações indiscriminadas?

Ainda havemos de ter saudades do velho continente. Principalmente a Igreja Católica.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 8-12-2018

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