domingo, 24 de maio de 2020

Bolsonaro vai às ruas e reforça apoio popular após divulgação do vídeo

“Quando se fala em possível impeachment, ação no Supremo, baseado em filigranas, eu vou em qualquer lugar do território nacional e ponto final!”. A frase, dita pelo presidente na reunião de 22 de abril, foi cumprida à risca neste domingo

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Rodolfo Costa

“Quando se fala em possível impeachment, ação no Supremo [Tribunal Federal (STF)], baseado em filigranas, eu vou em qualquer lugar do território nacional e ponto final!”. A referida frase é do presidente Jair Bolsonaro, mas não foi dita neste domingo, 24, quando ele foi às ruas saudar manifestantes favoráveis ao governo.

frase foi dita na reunião interministerial de 22 de abril, mas está bem atual. Diferentemente de outros domingos, quando Bolsonaro foi às ruas e falou, hoje, ele optou por deixar que o povo falasse por ele espontaneamente.

As grades da Praça dos Três Poderes mais próximas ao Palácio do Planalto foram preenchidas por uma grande massa de apoiadores. As pessoas enalteceram o presidente com palavras de ordem e não faltaram frases de apoio ao governo e em defesa a Bolsonaro após a divulgação do vídeo, na sexta-feira, 22.

Impeachment
Por coincidência, a frase dita por Bolsonaro em 22 de abril remete a acontecimentos recentes. Na quinta-feira, 21, partidos de oposição e entidades e movimentos sociais de oposição ao governo ingressaram na Câmara com um pedido de impeachment do presidente da República.

O pedido foi assinado por PT, PCdoB, PSOL, PCB, PCO, PSTU e UP e mais de 400 entidades e movimentos sociais. A exemplo do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).

Coerência
Na sexta-feira, o ministro Celso de Mello, do STF, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) notícia-crime ingressada por partidos da oposição. As legendas pedem a apreensão do celular de Bolsonaro. O magistrado é o mesmo responsável por autorizar a quebra do sigilo do vídeo e torná-lo público.

A ida de Bolsonaro às ruas, assim, vai totalmente em coerência com o que disse o presidente há mais de um mês. O pedido de posicionamento da PGR por Mello não chega a ser uma “ação no Supremo”, mas, sim, um requerimento impetrado por PSB, PDT e PV no âmbito do inquérito que investiga o presidente por suposta interferência na Polícia Federal.
Título e Texto: Rodolfo Costa, revista Oeste, 24-5-2020, 13h24

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