segunda-feira, 25 de maio de 2020

Privatização da EBC encontra resistência no meio sindical

Movimento ligado aos servidores da Empresa Brasil de Comunicação critica inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal

Anderson Scardoelli

A ideia do presidente Jair Bolsonaro em privatizar a Empresa Brasil de Comunicação, a EBC, e, assim, diminuir os gastos públicos já encontra resistência no meio sindical. Movimento que se coloca como porta-voz dos servidores do conglomerado de mídia, a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública se posicionou ontem em relação ao tema.


Em nota publicada no site do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, a frente vai por dois caminhos. Primeiramente, omite a questão dos gastos que o governo federal tem de arcar para a manutenção do projeto midiático idealizado pelo ex-presidente Lula na década passada, conforme registrou Oeste. Em segundo lugar, o movimento tece críticas a Bolsonaro por ter incluído a EBC no Programa de Parcerias de Investimentos, o chamado PPI.

“Em relação à questão econômica, a EBC nunca foi criada para ser autossuficiente, como não é nenhuma corporação de mídia pública. Ela deve ter receitas da União, não fazendo sentido falar em ‘déficit’, como o governo faz de forma má intencionada”, diz trecho da nota assinada pela Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública. A entidade dá a entender que — para ela — o governo federal deveria seguir investindo no projeto notoriamente reconhecido por registrar traço de audiência.

Estudo do BNDES
Ainda que a medida preocupe o movimento que representa os servidores da Empresa Brasil de Comunicação, a privatização da EBC não será de imediato. O decreto publicado na edição de 21 de maio do Diário Oficial da União informa que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, fará estudos relacionados ao assunto. Posteriormente, caberá ao conselho do PPI aprovar ou não as deliberações indicadas pelo órgão.

A inclusão da EBC no PPI mostra que o presidente Bolsonaro toma mais uma medida em sintonia com a campanha eleitoral de 2018. Na ocasião, o então presidenciável prometeu privatizar a empresa de comunicação pública. O que também chegou a ser defendido por outros candidatos. Geraldo Alckmin chegou a garantir que, se eleito, extinguiria a operação do conglomerado de mídia até hoje vinculado à União e aos cofres públicos.
Título e Texto: Anderson Scardoelli, revistaOeste, 25-5-2020, 18h10

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