sexta-feira, 22 de maio de 2020

Celso de Mello pede que PGR se manifeste sobre notícias-crime contra Bolsonaro

Medidas são de praxe, visto que a PGR que investiga o presidente; Augusto Aras não tem um prazo para se manifestar

Gabriel Oneto

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Celso de Mello [foto], enviou três notícias-crimes que foram apresentadas por parlamentares e partidos contra o presidente Bolsonaro para a Procuradoria Geral da República (PGR).

Foto: Fellipe Sampaio/STF
Entre as medidas pedidas nas notícias-crimes — que buscam investigar uma suposta interferência do presidente na Polícia Federal — estão que o presidente preste um depoimento e a busca e apreensão dos celulares de Jair e de seu filho Carlos Bolsonaro.

Os despachos foram enviados nesta quinta-feira, 21, para a PGR. De acordo com o G1, Celso de Mello afirmou que o Estado deve apurar a “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.

Os pedidos usam como base as falas do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que saiu do governo acusando o presidente de tentativa de interferência na PF e de tentar saber  informações de investigações em andamento.

Medida é praxe
É normal que um ministro do STF peça para que a PGR se manifeste sobre esse tipo de ação, visto que é o órgão responsável por investigar o presidente. Celso de Mello é o relator do inquérito proposto por Augusto Aras para investigar os fatos narrados pelo então ministro da Justiça.

O PGR não tem um prazo para se manifestar sobre os pedidos.
Título e Texto: Gabriel Oneto, revista Oeste, 22-5-2020, 11h45

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