O Vasco mais uma vez se mostrou competitivo e indica sinais de melhora no comando de Renato Gaúcho no Brasileiro
França Fernandes
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| Andrés Gomez em Cruzeiro X Vasco, foto:Gilson Lobo/AGIF |
O empate do Vasco em 3 a 3 contra o Cruzeiro trouxe sabores distintos ao paladar do torcedor vascaíno. A equipe carioca foi valente ao virar a partida no Mineirão, sofreu a baixa de um jogador expulso, viu tudo voltar a ficar igual no placar e, mesmo assim, buscou o terceiro gol. O empate cruzeirense nos acréscimos impediu a segunda vitória de Renato Gaúcho no comando do time.
A visão mais objetiva aponta
para um jogo em que o Vasco deixou escapar uma vitória em Belo Horizonte. E é
fato. Os três pontos estavam nas mãos vascaínas até os acréscimos. Mas, pelas
circunstâncias da partida, vale ressaltar que, mesmo com as adversidades, o
Vasco mais uma vez se mostrou competitivo e indica sinais de melhora com Renato
Gaúcho no Brasileirão.
Barros resume a
instabilidade vascaína
Os sete minutos de Barros no
segundo tempo sintetizam a instabilidade que o Vasco é capaz de proporcionar no
Campeonato Brasileiro. O volante havia acabado de marcar os dois gols da virada
vascaína e, em poucos minutos, foi expulso de forma infantil no Mineirão, em
lance idêntico ao que fez o jogador levar cartão vermelho no clássico do
Carioca contra o Flamengo.
O primeiro tempo das duas equipes foi fraco. Nada aconteceu de relevante antes e depois da falha de Paulo Henrique — que deu condição ao ataque cruzeirense no lance do primeiro gol. O Vasco voltou com muito mais interesse no segundo tempo, quando chegou à virada em menos de 15 minutos.
Cuiabano, uma das principais
contratações do Vasco para a temporada, foi peça-chave na virada. O lateral
cruzou para Barros empatar e mostrou presença de área mais uma vez ao cabecear
e gerar o rebote do segundo gol vascaíno. Ele se firmou como titular neste
início de trabalho de Renato e tem despertado esperança no torcedor.
Mas a expulsão de Barros fez o
time perder o controle do segundo tempo e chamar o Cruzeiro para o próprio
campo. Renato se viu obrigado a mexer na estrutura da equipe e sacou todo o
ataque, inclusive Andrés Gómez, principal jogador do time. O treinador apostou
em dobra de laterais no ataque e na presença de Brenner como referência. O
Vasco ficou sem escapes, e a estratégia não deu certo. O Cruzeiro dominou o
jogo até empatar, em cabeçada de Chico da Costa desviada em Villarreal.
Mesmo assim, o Vasco se
arriscou em alguns lances no ataque. Em uma jogada de muita disposição de
Brenner, a sorte enfim sorriu para o atacante, que espantou a zica e marcou o
terceiro, em chute desviado na defesa mineira. O gol parecia dar a vitória ao Vasco,
mas o Cruzeiro chegou ao empate em outro gol de cabeça após cruzamento nos
acréscimos.
Os erros que custaram a
vitória
A estratégia pensada por
Renato Gaúcho para a partida era a de um Vasco que esperaria o Cruzeiro para
ter campo e contra-atacar. O erro de Paulo Henrique, ao não acompanhar a linha
defensiva no primeiro gol cruzeirense, jogou o plano por água abaixo.
O terceiro gol do Cruzeiro
nasce de um Vasco que tinha um jogador a menos, sete defensores em campo, e
mesmo assim ninguém subiu para disputar a bola pelo alto com Japa. Gerson teve
espaço para receber na entrada da área, e William teve campo para cruzar com
tranquilidade.
A força para reagir
O Vasco precisou mudar o plano
de jogo após sair atrás no placar. Teve de mostrar força após o intervalo para
buscar a virada. Precisou ser resistente com um a menos para pontuar em Belo
Horizonte. Lidou com uma arbitragem que foi tema do jogo e alvo de muitas
reclamações após o apito final. Mesmo com todas as adversidades, a equipe foi
competitiva no Mineirão e voltou para casa com um empate.
Antes da estreia de Renato
Gaúcho, o torcedor do Vasco via a sequência de jogos contra o Palmeiras, em
casa, e contra o Cruzeiro, fora, com olhar de preocupação. Passadas as duas
partidas, a equipe não foi derrotada, conquistou quatro pontos, mostrou organização
e poder de reação para buscar viradas contra times que entraram em campo como
favoritos.
O desafio para a próxima
rodada, contra o Fluminense, segue o mesmo dos dois primeiros jogos de Renato
Gaúcho: a equipe precisa errar menos. Desde 2025, os erros individuais custam
muito caro ao Vasco.
Em um elenco que foi
reformulado no segundo mês do ano, já com as principais competições em
andamento, é fundamental recuperar jogadores. O gol de Brenner, mesmo com uma
dose de sorte, é mais um indicativo positivo. Há outros atletas que precisam
dar a volta por cima no clube, como Paulo Henrique e Nuno Moreira, que tiveram
mais uma noite de atuações ruins.
O elenco é curto. Sem Thiago
Mendes, o Vasco não tinha volantes à disposição após a expulsão de Barros.
Então, nenhum atleta pode ser descartado. JP entrou com personalidade e mostrou
que tem qualidade.
O Vasco voltou a competir. O
próximo passo é errar menos para que jogos como o do Mineirão não escapem
novamente. O Brasileirão é uma corrida em que, a cada rodada, é importante não
ficar para trás.
Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 16-3-2026
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TITE DEMITIDO ⚽
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