segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Os intolerantes deviam ser mortos

Alberto Gonçalves
Geert Wilders, político holandês, "populista" e de "extrema-direita", foi condenado por discriminação, racismo e "discurso de ódio" após ter perguntado à audiência de um comício se queria mais marroquinos no país. 

Já há cinco anos o sr. Wilders fora a tribunal por comparar o islão ao nazismo - pormenor curioso para quem é acusado de abominar muçulmanos e de ser nazi. De qualquer modo, o sr. Wilders é, de facto, impertinente. As pessoas de bem sabem que o racismo, a xenofobia, a discriminação e o ódio em geral só são tolerados quando dirigidos contra:

a) banqueiros, especuladores e, salvo ditadores "revolucionários", milionários em geral;
b) alemães, americanos brancos, israelitas e "sionistas" em geral; 
c) políticos populistas, de extrema-direita ou à direita do socialismo em geral; e 
d) cavalgaduras que dizem coisas de que não gostamos em geral.

E é isto. Agora resta esperar para ver o exacto tipo de gente que persegue o sr. Wilders mostrar-se incrédulo com a popularidade crescente do sr. Wilders e similares. Vou comprar pipocas.
Título e Texto: Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 11-12-2016

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