segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Se todos são o Hitler, ninguém é o Hitler

Vitor Cunha

Jornais, televisões e restantes meios de comunicação, a sacra simbiose entre comunistas e capitalistas que trocam escrutínio por liberdade nos negócios, continuam a incansável guerra que divide a humanidade em três facções: os estúpidos, os que tratam todos como se o fossem e os espectadores. Desde que a facção dos espectadores venceu as eleições americanas, somos presenteados com hipérboles coloridas do apocalipse e respectiva subida da Besta dos confins da Terra. Em parte, por falta de sexo, em parte pelos prazeres terrenos serem inaceitável resquício da condição humana, a comunidade que trata todos como estúpidos decidiu que é uma obrigação global o acolhimento de indivíduos que, tal como eles, desejam o Homem Novo. Fora dos seus condomínios, naturalmente. A diferença entre progressistas e bárbaros é que uns querem quotas para mulheres em cargos públicos, outros querem incluir mulheres na contagem de vacas que constam no curral. Tirando a forma de catalogação, é tudo a mesma coisa.

O apoio patológico de progressistas à islamização do ocidente é fácil de perceber: tudo que seja abolir herança cristã é bem-vindo, nem que tal implique mudarem o nome para Mimosa e deixarem a ocupação de justiceiros sociais em biquíni e daiquiri numa mão e iPhone na outra para matéria prima de espetaculares explosões de vísceras.

Se todos são o Hitler, ninguém é o Hitler. Com, pelo menos, uma notícia por dia – quota mínima – a tentar explicar que Trump é o novo führer, corremos o risco de, um dia, e caso Trump decida criar fornos crematórios para jornalistas, aplaudirmos a iniciativa. Nunca um grupo, o dos que nos tratam a todos como estúpidos, se esforçou tanto para aniquilar o respeito pela dignidade humana no seu desejo de obliteração.


Leva, não, levou meia-dúzia de desgraçados inocentes da leviandade com que os governantes-hollywood, os vulgarmente designados homens de carisma, dizem bojardas. A haver gente para levar um tiro, é de lamentar que não sejam os que nos tratam como estúpidos, como o próprio Trudeau, já que, ao menos, só se estragava uma casa.

Jornalistas, estais a tornar Trump em herói. Não fazeis a mínima ideia do que estais a criar. Recordai: os espectadores começaram a tomar uma posição. Não vai ser bonito.
Título, Imagem e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 30-1-2017

Um comentário:

  1. Muito bom. Por causa do cheiro das tintas.
    Zazie

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