quinta-feira, 2 de junho de 2016

Obrigado, Dilma!

Valdemar Habitzreuter
Penso que a maioria do povo brasileiro está sendo injusta com a presidente afastada. Analisemos: quando Lula foi eleito pela primeira vez presidente a euforia popular efervescia por toda parte. Seu primeiro governo, partindo da boa semeadura deixada pelo seu antecessor, colheu bons frutos. Com isso ele cresceu em popularidade e foi alçado ao status de semi-deus como salvador da pátria. Fortalecido com essa popularidade começou a estruturar seu projeto, junto com outros líderes sul-americanos, da bolivarizacão do Brasil e América do Sul.

Tendo herdado um Brasil emergente em franco progresso, não lhe foi difícil imputar-se a autoria desse progresso e precipitou-se imediatamente a ser pródigo na distribuição, à revelia da riqueza produzida no país, aos mais necessitados.  Sua reputacão foi às alturas, ao terceiro céu. O Brasil via surgir um governante imbatível e a oposição atônita sem saber o que fazer. Emplacou facilmente para um segundo mandato com os votos de seus fiéis adoradores. Só que ninguém sabia o que acontecia nos bastidores de seu governo. Ele mesmo dizia, quando toda aquela podridão do mensalão veio a público, que não sabia de nada.

Começou-se, assim, a revelar o verdadeiro caráter desse homem: um mentiroso mau-caráter, um mentiroso criminoso. Mesmo assim, a maioria do povo não acreditava que havia elegido um farsante e lhe deu mais uma vez ouvidos para entronar a sua candidata, a senhora Dilma, como sua sucessora. E é aí ao ponto a quero chegar.

Dilma foi uma benção para o Brasil pela sua incompetência. Quando assumiu a presidência em 2010 seguiu o mesmo método político de farsas e mentiras de seu guru, escondendo a real situação da economia brasileira através de maquiagens, manipulações de contas e, por fim, praticando as tais pedaladas fiscais para que pudesse dar conta dos 'compromissos sociais' a que o petismo dizia ser sua prioridade. Mas no fundo, era outra a prioridade: manipular a massa através de benesses e sustentar-se no poder, e aí valia tudo: esvaziar os cofres públicos, roubando dinheiro das estatais, bilhões e bilhões de reais, a ponto de quase falência dessas empresas, além do mais, levar a nocaute inúmeras outras empresas privadas que tomaram parte da farsa da corrupção e roubalheira para beneficiar-se de licitações fraudulentas. Isto já desde o governo Lula. Com essa farsa toda - o ADN do PT -, conseguiu reeleger-se e a sociedade sempre alheia a tudo, a oposição sem argumentos do perigo a que se incorria com o prosseguimento do governo petista.

A mentira foi mais uma vez triunfante – aliás, mola mestra de todo governo petista. Mas, chegou a hora de a casa cair. Em seu segundo mandato Dilma foi obrigada a admitir as mentiras suas e as de seu guru porque a economia entrou numa espiral descendente levando o país ao fundo do poço, o desemprego vindo a galope, o povo endividando-se e a vida dos mais pobres virando um inferno.

Dilma não foi propriamente impeachada pelas pedaladas fiscais, mas sim pela sua incompetência como presidente a ponto de Lula confessar que seu único erro foi o de elegê-la. Mas, eu diria que foi para o bem do Brasil e agradecer a ela sua incompetência que nos livrou dessa pestilência chamada petismo cujo inventário está sendo levantado agora pela Lava-Jato como a mais nefasta praga que assolou o país.

Obrigado, Dilma pela contribuição, e cada vez mais gosto quando vens a público falar baboseiras – sinal de distúrbio psíquico, incompatível para o cargo máximo da nação…
Título e Texto: Valdemar Habitzreuter, 31-5-2016

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