quinta-feira, 22 de setembro de 2016

[Comer e beber fora] Churrascaria Fogo de Chão, Lisboa

Estive na Churrascaria Fogo de Chão, no Centro Comercial Dolce Vita – Tejo.


Atenção, antes de continuar, devo dizer que a rede instalada em Portugal não é a mesma Fogo de Chão do Brasil e Estados Unidos. Em outubro de 2011 quando fui à Fogo de Chão (Dolce Vita) senti que não era a mesma rede do Brasil. E por isso, naquela ocasião escrevi o post Fogo de Chão: uma lá, outra cá.
Os logotipos são diferentes:


Bom, voltando ao escopo da coluna. Foi pedido o rodízio mais completo, com 15 carnes (!), tipo 20€ por pessoa.
O vinho, tinto, Periquita. Quente. Pedimos para refrigerar um pouquinho. Aqui cabe um pequeno desvio: impressionante como ainda existem restaurantes, churrascarias, casas de pasto que, um dia, ouviram dizer que o vinho tinto se bebe à temperatura ambiente, ambiente que está a 24°, se não mais!

Uma vez, há alguns anos, me envolvi num restaurante com o dono do mesmo sobre essa questão… o dono chegou a dizer que há muitos anos se usava aquecer o vinho, no que eu concordei mais do que depressa: claro!, a garrafa está lá na cave, faz um frio danado, tipo 6°, claro que tem que trazer o vinho (tinto) a uma temperatura ‘aceitável’.

Para dar um toque discreto e elegante em todos esses entendedores, os produtores tomaram a iniciativa de adicionar ao rótulo a temperatura recomendada: entre 16° e 18°.
Vinho tinto, por mais extraordinário que seja, a 24° é horrível.

Em determinado momento, a senhora que estava ao meu lado suava. Justificativa do maître: o ar condicionado não dava vazão, porque a porta da churrasqueira fica aberta frequentemente, recebe o calor da churrasqueira… nessa parte da Churrascaria onde estávamos, havia três mesas ocupadas! Imaginei se todas as mesas estivessem ocupadas… método moderníssimo de queimar as calorias enquanto o cliente ainda está consumindo-as!

Enfim, valeu a ida. Findou qualquer dúvida.

Ah, ia esquecendo a carne. Pois é, esqueça! Não sou churrasqueiro, mas desconfio que as carnes são temperadas com sal fino tanto estavam salgadas.
E duras. Também desconfio que as carnes ficam rodando nos espetos, esperando as encomendas…
Nota ZERO!

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5 comentários:

  1. Jim, muito certa sua colocação e avaliação sobre o vinho, pois falo por ter feito curso de Sommelier pela ABS (Associação Brasileira de Sommeliers), diga-se de passagem no curso de Chefes de Equipe da VARIG.

    Quanto à carne, geralmente quando salgam com sal fino fica salgada sim. Pois, lembro quando eles começaram esta churrascaria ali em Congonhas-SP, eu ia muito lá, hoje está caríssima e ficaram milionários.
    ABS,
    Heitor Volkart

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    1. Heitor, atenção! Fogo de Chão, no Brasil, nada tem a ver com a Fogo de Chão em Portugal!
      Como eu escrevi em 2011, não entendo como a "sede", brasileira, não esquenta com o plágio da marca em Portugal... infiro que a plagiadora pertence a um muito próximo familiar – pai, filho, cônjugue...

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    2. Sobre o "caro", como um amigo muito próximo diz, é subjetivo...

      Por exemplo, um carro Lamborghini não é caro, vejamos a relação custo/benefício... carro praticamente artesanal, construído à imagem e gosto do futuro proprietário... não acredito que você arrisque parar na ponte Rio/Niterói porque o giclê... saltou.

      Em junho, no Rio, estive numa tal de Mocellin Steak, no início da Barra... Nossa! Em relação à qualidade das carnes o valor que você paga é, em valor nominal, alto. Mas ninguém se sente enganado, se é que me entende. Não imagino alguém reclamar do ar-condicionado, isto é, da falta deste porque a porta da churrasqueira abre-se muitas vezes...
      Noutras palavras, a churrascaria onde estive é muito cara, porque, presunçosa, cobra e serve um valor nominal desproporcional à qualidade e serviço oferecidos.
      Boa para gente que quer posar de rico, paga CARO por uma qualidade e serviço baratíssimos!

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  2. Não sou enólogo.
    Não gosto de vinhos doces e rascantes.
    Gosto de vinho GELADO.
    Meus vinhos preferidos são o MERLOT e o Cabernet da Granja União.
    O gewurstraminer nacional também me agrada.
    Desculpem me mas acho presunção , pois gosto é gosto.
    Cerveja gelada com abastado colarinho é meu gosto, alemães tomam quente com colarinho .
    Chopp sem colarinho parece guaraná.
    Como não sou adepto do álcool diário nem de destilados, estranhamente bebo meu vinho ou cerveja em casa somente aos domingos.
    Se sair para comer água ou chopp dependendo do dia da semana.
    Vou contar-lhe uma verdade que vocês até podem considerar mentira.
    Eu bebia cerca de 35 chopp aos 25 anos.
    Meu record é 30 canecos no festival de cerveja em Feliz, no vale real com destino a Caxias.
    Depois que meu filho nasceu em 1988 parei de beber compulsivamente.

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  3. Bah! Rochinha, bom gosto o teu, o vinho Gewürztraminer é um dos mais antigos vinhos brancos, o produzem na Alemanha, apesar de ser estriado de uma uva de origem francesa, da Alsácia, desde 1580. É um baita vinho, um Pouco picante, bem gelado é uma maravilha. Não é muito conhecido por nós brasileiros.
    Abs,
    Heitor Volkart

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