terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

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Aparecido Raimundo de Souza

“Aqui “nois” fere e mata e fica por isso mesmo”.
Lema da antiga Organização (Kikikikikiki...) ‘LE COCQ’ Rio de Janeiro 1965.

ADÉLIO BISPO DE OLIVEIRA, decididamente não conheceu Adelaide Carraro. Nem sabe quem é, ou quem foi esta personagem tão importante da história, ou melhor, da literatura brasileira. Adelaide Carraro, ícone indexical, escreveu 40 livros, entre eles, o romance “Eu mataria o presidente”, isto nos idos de 1966.

É bom que se diga Adelaide Carraro nunca cumpriu a promessa de matar o presidente. Todavia, o livro da escritora natural de Vinhedo, interior de São Paulo, correu o mundo e lhe deu fama a dinheiro. Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, solteiro, natural de Montes Claros, nas Minas Gerais, não leu o livro de Adelaide Carraro.

Entretanto, orientou a sua bússola para a desolada tentação de matar o então candidato à presidência, o militar da reserva e político, Jair Bolsonaro (hoje presidente) em 6 de setembro de 2018, quando o mesmo fazia campanha eleitoral na cidade de Juiz de Fora. Em face desta cavilação sarcástica e mal pensada, sua figura correu o mundo e lhe deu fama e notoriedade. Dinheiro? Talvez! Difícil saber...

Tão difícil e embaraçoso quanto sem nexo e desproposital se apresenta este caso até o momento.  Para os senhores terem uma ideia, até agora, a auspiciosa Polícia Federal anda às cegas, às apalpadelas, sem conseguir desvendar o fabuloso mistério. De certa forma, isto “fedemal”. Não só para a instituição, como para todo o povo brasileiro. 

O que se sabe, ou o que nos passaram, até o instante de escrevermos este texto (quase cinco meses após o incidente), é que Adélio Bispo de Oliveira é um homem estranho, esquisito, naufragado dentro de seus túneis de sonambulismos mal construídos. Existem “pessoas” que juram a pés juntos, ter ele, ou ser ele portador de problemas mentais.  

De pouco falar e este pouco, bem pensado, para não cair em contradições ou armadilhas. Conceituadíssimo no meio em que vive. Verdade, amados. Lembrem que logo após a facada, o grofundo provou ter excelentes amigos, e, lógico, confuscóficos advogados.

Figuras que em nome da lei, com suas dunas e périplos, mostraram, num primeiro momento, serem rápidos no gatilho. Como nó em éter, estes profissionais do direito conseguiram se livrar das cuecas sem bolinarem nos colhões.

Num segundo momento adiante e mesmíssimo norte, fantasiados de doutores, terninhos de marca não demoraram tempo algum, para aparecerem com a corda toda diante do delegado e do juiz e ainda a depois, no tribunal, com uma enxurrada de medidas para colocar, ato contínuo, o seu constituído em liberdade.

A figura de Adélio Bispo de Oliveira, com seus olhos surdos-mudos atingem o ápice de uma loucura anunciada. Apesar disto, parece ter um relacionamento exemplar, meio duvidoso, verdade seja dita, mas exemplar. Pelo menos em face dos “mandantes”, que até agora continuam sorumbáticos nas sombras negras do ocultismo, sem mostrarem seus rostos.

Assemelham estes “mandantes”, a ratos de esgotos famintos e gulosos. Gostaríamos de saber (e toda a sociedade, de um modo abrangente), quando é que a Polícia Federal sairá de trás desta inercia e do comodismo e dará uma resposta à altura, para esta manada de babacas e imbecis que aceitam tudo e nada fazem, nada exigem e nada pedem?

Neste interregno de tempo, enquanto à raia miúda tenta superar seus limites anônimos, nos pusemos em campo. Nós não podemos continuar anônimos. Descobrimos coisas interessantes levadas pelas forças das circunstâncias. Pelo menos das circunstâncias até agora existentes.

Adélio Bispo de Oliveira, acastelado numa selva intemporal figurativa, nunca leu as Escrituras Sagradas. Nem se formou em teologia em alguma capela de periferia, ou instituição que ministrasse estes tipos de cursos para futuros pregadores e apanhadores de dinheiro à guisa da fé dos trouxas. Portanto, descartada a possibilidade do sujeito ser bispo. Tampouco líder evangélico ou pastor neopentecostal.

Tivemos o privilégio de entrevistar o Bispo Pedir Maiscedo, da Igreja Universal, Vaideretodemiro Sentiago, da Igreja Mundial, Sisalas Mulafafaia, da Assembleia de Deus e R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Todos estes senhores, com muita graça, propriedade e simpatia, foram unânimes em afirmar que desconhecem Adélio Bispo de Oliveira como Bispo ou qualquer outra peça do tabuleiro. Restou o Oliveira.

Em busca de novas informações, fomos ao presídio federal em Campo Grande, Mato Grosso. Com licença especial concedida pela justiça (ao qual agradecemos a colaboração), ao estarmos com Adélio Bispo de Oliveira, o desgraçado negou veementemente ter desferido a facada em Jair Bolsonaro.

Para quem tem problemas de ordem psicológica, concluímos que o maluco nada tem de aberrante. É um esperto disfarçado de cordeiro. Dissimulado, maquiavélico, protegido, acobertado. Aliás, senhoras e senhores, um santinho do pau oco. Falta-lhe o altar. Nada que umas boas chibatadas em seu lombo desconjuntado (com todo respeito aos direitos humanos) não o fizesse vomitar tudo o que sabe.

Disse mais o matreiro: que no dia do “suposto atentado estava com seus irmãos num jardim que leva seu nome, qual seja, o Jardim (não o das Oliveiras, em Getsêmani em Jerusalém, onde Jesus costumava orar). No outro jardim (o dos Oliveira pertencente, por herança, à sua querida mãezinha), nas cercanias de Montes Claros”. Daí ter no patronímico o Oliveira, depois do Salvador, filho de Deus.

Embora não esclarecidos estes obscuros em torno de Adélio Bispo de Oliveira, surgem outros mais cabeludos: quem contratou a equipe de quatro advogados que viajaram para Juiz de Fora em jatinho particular, a saber, Fernando Costa Oliveira Magalhães, Pedro Augusto Felipe de Lima e Possa, Marcelo Manuel da Costa e Zanone Manuel de Oliveira Junior?!

Este último, Zanone (apenas para lembrar), um dos defensores do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang, igualmente se debandou para a defesa do coitadinho do Adélio, um simples borra-botas servente de pedreiro desempregado, ex-militante de esquerda e ex-filiado ao PSOL. Um boçal sem eira nem beira, e de quebra, sem nenhum dinheiro no bolso para fazer um cego cantar.

Deixaremos no ar, em aberto, as seguintes indagações. Respondam a elas quem tiver peito e coragem. Acaso, senhoras e senhores, fazemos menção à mesma rapaziada das “forças ocultas” da qual Jânio Quadros tanto alimentava em conversas e discursos com seus “mais chegados”? Ou da galera que, em tempos remotos, suicidou Getúlio Vargas? Talvez a gangue que despachou Juscelino Kubitschek junto com seu motorista Geraldo Ribeiro, na Rodovia Presidente Dutra, em 1976?

Ou Tancredo Neves de uma esquisita infecção generalizada até hoje mantida a sete chaves? Quem sabe a turminha que sumiu com o corpo de Ulysses Guimarães em 12 de outubro de 1992? Quem matou (ou assassinou) Teori Zavascki (aquele ministrinho que aterrorizava a VASP)? Acorda povo! Queremos respostas.

Por derradeiro, quem fez o Eduardo Campos ver Papai do Céu mais cedo e derrubou (ou explodiu) o helicóptero do jornalista Ricardo Boechat?! Estariam estes fatos acima elencados ligados ao cordão umbilical da tropa de elite que agiu (ou age) e claro, continuará agindo em socorro ao Adélio Bispo de Oliveira e outros tantos vermes da sua laia?  
Título e texto: Aparecido Raimundo de Souza, da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.  26-2-2019

Colunas anteriores:
De Pertuito Estinhar à “Infundibuliforme”

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