quinta-feira, 25 de abril de 2019

Estou de alma lavada

O Globo me ligou para oferecer assinatura. Respondi:

"Meu amigo, sei que você não tem nada a ver com isso, mas eu não confio no Globo. Não quero saber de O Globo, Folha, Estadão... É um bando de fake news. Mentiram um monte na última eleição e eu sou militante do Bolsonaro. Então, não tenho qualquer interesse nesse jornal. Obrigado."
Mission accomplished 🕶
Título e Texto: Vitor Grando, 25-4-2019



Em encontro, Davi e Bolsonaro conversam sobre reforma da Previdência

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou como “muito bom” o encontro na manhã desta quinta-feira (25) com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e com o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), no Palácio do Planalto. Eles conversaram sobre a conjuntura do país e a aprovação, na terça-feira (23), da constitucionalidade da reforma da Previdência (PEC 6/2019) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Davi Alcolumbre (ao centro) com o senador Fernando Bezerra Coelho (E), o presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão (de costas) em encontro no Planalto nesta quinta-feira. Foto: Marcos Correa/PR
Davi disse que o Senado está com disposição de dar celeridade a essa proposta “tão importante para o Brasil" e de conscientizar os senadores sobre a importância de o Senado, no âmbito da Comissão Especial de Acompanhamento da Reforma da Previdência (instituída na Casa no dia 10 deste mês), ajudar a comissão especial da  Câmara na formatação da proposta.

— Externei ao presidente da República o entusiasmo e o sentimento dos senadores, que estão dispostos a ajudar o país, têm consciência do tamanho do desafio. 
Título e Texto: Agência Senado, 25-4-2019

Acaba o horário de verão

[Discos pedidos] No tempo da Rua de Santa Catarina, no Porto, já faz um tempinho...

Aos sábados e domingos, com tempo bom, o point era na Rua de Santa Catarina – na calçada da direita, em direção à Praça da Batalha. As ‘raparigas’ desfilavam em grupinhos de três ou mais, os rapazes, encostados às paredes lançavam os piropos. Se colava, iam atrás das meninas. Conversa entabulada, passavam o resto da tarde juntos. Às vezes dava namoro. Como me aconteceu com a São, que morava em Coimbra...


Pois bem, naquela bela época se ouvia:


O medo da liberdade

Paulo Tunhas

O que esta nova esquerda busca não se reduz ao desenvolvimento de um Estado tutelar. É algo que visa a perfeita eliminação da sociedade como realidade distinta do Estado. Basta ouvir Catarina Martins.


Cada época tem liberdades que lhe são próprias, muitas vezes incompatíveis com as liberdades de outras épocas. Tocqueville mostrou-o no que diz respeito ao Antigo Regime e à sociedade pós-revolucionária e, muito mais importante, a experiência da vida mostra-o a cada um de nós: pouco tempo basta para que certas liberdades permitidas pela sociedade desapareçam e outras novas surjam em sua substituição. E, naturalmente, quem tiver crescido com as liberdades antigas sempre sentirá a falta delas, cuja memória as novas não apagarão. Resta aceitar democraticamente o curso dos tempos, procurando preservar pelo menos a memória dessas antigas liberdades contra a força obliteradora do presente.

Dito isto, a par da tendência uniformizadora da democracia, com o fatal aumento da presença de um Estado tutelar, paternal e vigilante e a concomitante infantilização dos indivíduos, há algo que é quase uma perversão dessa mesma tendência e que age, cada vez com menos restrições, no sentido de contrariar as liberdades em geral, ambicionando não deixar praticamente reduto algum em que elas sobrevivam, nem sequer sob a forma da memória, tal como esta se exprime em atitudes, gestos ou palavras. E essa perversão é, nas nossas sociedades, representada por uma certa esquerda, que conjunturalmente parece ter tomado conta do espaço praticamente todo da esquerda tradicional, onde a memória e a prática da liberdade se encontravam ainda vivas e ativas, ao ponto de quem, no interior dos sobreviventes dessa antiga tradição, a procurar ainda preservar, ser condenado, por um processo ao outro, ao silêncio e à irrelevância.

O que esta nova esquerda, que nos seus antecedentes é velhíssima, busca não se reduz ao desenvolvimento de um Estado tutelar. Isso, não apenas a velha esquerda como a maioria da direita o procura também, até porque é algo que acompanha a tendência geral à democratização uniformizadora da sociedade. É algo que visa a perfeita eliminação da sociedade como realidade distinta do Estado, a subjugação dos indivíduos e das suas ações ao controle estrito pelo Estado, sem margem de manobra possível. Ouçam Catarina Martins [foto acima] na televisão, ou qualquer representante da “ala esquerda” do PS, e é exatamente isso que é dito, sem papas na língua.

Pode-se dizer, sem receio de particular injustiça para com Marx, que uma parte desta atitude tem origem no marxismo, mas a verdade é que ela vem de mais longe. À sua maneira, Benjamin Constant já a havia diagnosticado num texto célebre de 1819, Sobre a liberdade dos Antigos comparada com a dos Modernos. Constant identificava os adversários da liberdade individual como os herdeiros da tradição rousseauiana, como Mably, que “detestava a liberdade individual como se detesta um inimigo pessoal”. É esse ódio que é transparente nos discursos da sorridente Catarina e dos seus amigos, não só do Bloco como também da esquerda nova do PS. E não falo sequer do PC, para o qual a liberdade individual é, desde tempos imemoriais, objeto de uma condenação que se ambiciona “científica” e fundada numa filosofia da história de que não se desvia, aconteça o que acontecer, um só milímetro.

As mentiras e as aldrabices das listas de espera

Filomena Martins

O anúncio de que podemos passar a tirar o bilhete de identidade em 5 minutos e o relatório que confirmava que os números das listas de espera tinham sido mascarados tirou-me do sério. E tenho provas.

Odeio que me tomem por parva. Que nos achem burros. E que muitos continuem a cair nas manhas próprias de vendedores de tapetes do grande bazar de Istambul. A técnica não é de agora, é certo. Mas o anúncio de que podemos passar a tirar o bilhete de identidade em 5 minutos e o relatório do grupo independente criado pelo Governo que confirmava que os números das listas de espera para consultas e cirurgias tinham sido mascarados tirou-me realmente do sério. E fiquei ainda mais piursa porque parece que sou das poucas.

Tirar o bilhete de identidade em 5 minutos, em vez dos 15/20 atuais, diz o Governo?! Mas estão a gozar com quem?! Se alguém tiver sorte com o funcionário de serviço, a coisa até pode demorar menos de meia hora… a partir do momento em que nos sentamos na cadeira. O problema é o antes e o depois. Por marcação, a última vez que tentei optar por essa coisa tão moderna e prática, tinha vaga para quase dois meses depois. Num local normal, é preciso tirar senha antes das 8h30 (o mais tardar acabam às 11h00) e depois aguardar duas a quatro horas na fila (com sorte) até aos tais minutos finais. E o mesmo tempo (e processo) para ir levantar o documento. Mas alguém ainda acredita nestas mentiras que nos impingem todos os dias?

Sobre as listas de espera vou usar um outro exemplo concreto e pessoal. Peço desculpa, raramente o faço, mas o caso é tão demonstrativo das aldrabices que têm sido feitas, que é a melhor forma de explicar as coisas. A minha mãe está a aguardar uma cirurgia à coluna há um ano (desde 16 de abril de 2018). É uma operação importante, já que o problema nos discos e na cartilagem tem vindo a degradar as suas condições de vida e a sua mobilidade no dia a dia. A neurocirurgiã que a seguia ainda se ofereceu para o fazer no particular, coisa para seis mil euros. Sem possibilidades financeiras para tal, nem seguro de saúde, nem sequer ADSE (como a maioria dos portugueses que recorre ao SNS), decidiu aguardar o máximo de 6 a 9 meses que lhe deram de média para a intervenção num hospital público ou num privado graças aos também famosos vales-cirurgia.

Ora vamos lá a essa maravilha criada para resolver as inaceitáveis e intermináveis listas de espera que não paravam de aumentar. Estaria a falar a sério agora, porque a ideia é realmente boa, não se desse o caso do que vou contar a seguir. O primeiro vale surgiu em tempo admissível, cinco meses, em setembro, mas com uma armadilha. Os três hospitais privados à escolha ficavam todos acima do Douro quando a senhora vive, sozinha, nos seus 75 anos, muitíssimo abaixo do Tejo. A recusa foi feita com base nessa logística complicadíssima, devidamente explicada e aceite. Veio o segundo vale em novembro, prazo também normal, reconheço, e já só tinha duas possibilidades de opção além Douro… só que a outra era em Lamego! Já conformadas com tal solução, questionamos sobre o acompanhamento, transportes e demais questões práticas. A resposta foi que tal não existia. O vale é apenas para a própria, pelo que era melhor tentar uma terceira vez.

Descrispação: ainda alguém se lembra?

Alexandre Homem Cristo

O fim do mito da “descrispação” está repleto de significado. O PS pode enterrar a fórmula do poder perpétuo que, em tempos, julgara ter encontrado através do controlo hegemônico do Estado e das ruas.

Foi promovida a palavra do ano, em 2016, sob o alto patrocínio da Presidência da República. Palavra inexistente no dicionário, Marcelo apresentou-a para sinalizar a sua prioridade no início do mandato presidencial e celebrar aquela que, para ele, emergiu como a conquista inicial da geringonça enquanto solução governativa: a paz social voltara às ruas. Ora, se já à época era evidente a artificialidade da “descrispação”, agora, perante o endurecer generalizado das greves, não restam vestígios dessa ilusão fabricada por Marcelo. E se isto poderia ser um mero ajuste de contas linguístico, na verdade o seu impacto é muito mais profundo: da mesma forma que a “descrispação” visou elevar a união das esquerdas a único garante da estabilidade política e da paz social (em oposição à coligação da direita), o esfumar dessa ilusão representa uma derrota política da geringonça. Uma derrota pesadíssima, porque decorrida no seu próprio território: a rua, onde a influência da CGTP é hoje menor do que em 2015.


A tese da “descrispação” de Marcelo sempre sofreu de dois problemas estruturais. Primeiro, exaltou uma paz social artificial, obtida por via da pacificação da CGTP através do apoio parlamentar do PCP ao governo (e do silenciamento do BE) – ou seja, a ausência de contestação social não significava ausência de tensões nas várias classes profissionais, que eventualmente encontrariam um escape.

Segundo, eliminou a direita parlamentar como opção governativa, sugerindo que apenas o PS à esquerda conseguiria governar sem contestação, nomeadamente em contextos sociais e econômicos mais difíceis – ou seja, legitimou a ideia de que uma maioria PSD-CDS era indesejável, na medida em que faria elevar os níveis de crispação. Ideia, de resto, que o PS já havia ensaiado em 2002, através de Eduardo Ferro Rodrigues, quando assegurou que o papel do PS era o de contribuir para a “descrispação” do ambiente político. Dito de outro modo, em 2002 ou em 2016, a tese da “descrispação” serviu sempre para posicionar o PS enquanto única fonte de estabilidade política.

Essa tese está hoje completamente refutada. Por um lado, sim, a mordaça sindical que a geringonça impôs à CGTP protegeu o governo e garantiu, sobretudo entre 2016 e 2017, um ambiente de aparente acalmia, apesar da degradação acelerada dos serviços públicos (nos transportes, na saúde, na educação). Mas a insatisfação que a CGTP conteve e deixou de representar no âmbito da Concertação Social originou novos movimentos e sindicatos – menos institucionais, mais radicais e com ações menos imprevisíveis. Estivadores, enfermeiros, professores, motoristas de materiais perigosos, são cada vez mais as classes profissionais que estão a redirecionar as suas lutas para fora da esfera da CGTP e da Concertação Social – isto é, para fora do controlo político e sindical que o PCP sempre se gabou de ter nas ruas. Por outro lado, essas movimentações têm uma dupla consequência negativa para o PS: enquanto governo, não só perdeu o estatuto de garante da paz social, como a sua solução governativa está a originar formas de combate sindical ainda mais agressivas do que as tradicionais. Ironicamente, esta será uma das heranças da geringonça.

Semeadura

Nelson Teixeira

Não fique a pedir as coisas… Os braços parados nada produzem. As mãos que não ajudam criam ferrugem.

Trabalhe com entusiasmo e alegria, e o próprio trabalho trará, com seus resultados positivos, a solução de todas as suas dificuldades. Procure gostar do trabalho que lhe cabe realizar, e dentro de pouco tempo terá a alegria morando em seu coração.

Partindo do princípio de que colherá o que houver plantado, esteja sempre atento às sementes que estiver semeando.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, portanto, pense muito bem antes de fazer algo que possa se arrepender mais tarde.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 25-4-2019

Pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro, 24 de abril



Porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, conversa com jornalistas, 24 de abril de 2019

O Porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, conversa com jornalistas sobre a aprovação da admissibilidade da PEC da Reforma da Previdência, na Comissão de Constituição e Justiça, também sobre a sanção da Empresa Simples de Crédito, que aconteceu na tarde de hoje, dentre outros assuntos.


tvBrasilgov, 24-4-2019

“Nunca pensei que seria tão interessante ouvir um porta voz kkkkk”, Elias Lima.

Charada (836)

Marília é fotógrafa
profissional. Certo dia,
foi ao jardim zoológico
para obter alguns
instantâneos,
tendo conseguido
fotografar:


a) Dois adolescentes pasmados, observando três leões pachorrentos;
b) Uma menina loira rindo de um casal de pinguins;
c) Um homem careca provocando um chimpanzé;
d) Um casal apaixonado com medo de dois jacarés;
e) Uma mulher com duas crianças, aplaudindo um par de golfinhos.

Quantas pessoas e quantos mamíferos
Marília fotografou?

A Nota do Presidente Jair Bolsonaro sobre Olavo de Carvalho: um alerta aos Conservadores

Paulo Eneas

O Presidente Jair Bolsonaro emitiu no início da noite dessa segunda-feira, 22 de abril, uma nota trazendo o posicionamento do governo em relação ao professor Olavo de Carvalho, nota essa motivada pelos atritos verbais crescentes entre o professor e o vice-presidente, Hamilton Mourão. A nota, lida pelo porta-voz Rêgo Barros, começa com elogios a Olavo de Carvalho, reconhecendo que ele “(…) teve um papel considerável na exposição das ideias conservadoras que se contrapuseram à mensagem anacrônica cultuada pela esquerda e que tanto mal fizeram ao nosso País.”

A nota prossegue falando do espírito patriótico do professor e no reconhecimento de seu esforço para “contribuir com a mudança e o futuro do Brasil”. Sem desqualificar o professor em momento algum, a nota em seguida desaprova suas “recentes declarações contra integrantes dos poderes da República”, declarações essas que segundo a nota “não contribuem para a unicidade de esforços e consequente atingimento dos objetivos propostos em nosso projeto de governo, que visam ao fim e ao cabo ao bem estar da sociedade brasileira (…)”

Acreditamos que a nota encerra o embate que estava ocorrendo entre o professor Olavo de Carvalho e o vice-presidente e outros integrantes do governo. Acreditamos também que a decisão do Presidente Bolsonaro de emitir tal nota expressa sua preocupação com a necessária unidade e coesão do governo, ainda que às expensas de um entrevero momentâneo com o professor Olavo, por quem o presidente sempre nutriu admiração e consideração, como ficou evidenciado em sua última visita aos Estados Unidos.

O pano de fundo do conflito: os rumos políticos do governo

No entanto, a mesma nota sinaliza um possível alerta para o setor conservador do governo e para os apoiadores em geral da agenda conservadora: o alerta de que os segmentos não conservadores desejam empurrar o Governo Bolsonaro para o centro, dando a ele um perfil mais técnico burocrático e distante dos compromissos com a agenda conservadora que deu a Jair Bolsonaro a vitória nas urnas no ano passado. É esse o pano de fundo do conflito entre o professor Olavo de Carvalho e alguns integrantes do governo, especialmente o vice-presidente.

Portanto, não se trata de uma disputa de egos, como algumas análises simplistas e ingênuas querem acreditar, nem de veleidades pessoais entre as partes envolvidas. Até porque, as partes envolvidas são homens adultos que não se renderiam a essas futilidades.

Trata-se, isso sim, de entendimentos distintos sobre o rumo político que deve tomar o Governo Bolsonaro: ou seguir o rumo da pauta conservadora que elegeu o presidente, como defendem os conservadores, incluindo o professor Olavo de Carvalho, ou desviar-se dessa pauta para um rumo mais tecnocrático com acenos à esquerda, como tem feito o vice-presidente.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

[Viagens, Produtos e Serviços] Cidade do Porto


Porto é a segunda cidade e o quarto município mais populoso de Portugal, situada no noroeste do país e capital da Área Metropolitana do Porto, da região Norte e do Distrito do Porto. A cidade é considerada uma cidade global gama. O município, com 41,42 km² de área, tem uma população de 237 591 habitantes (2011) dentro dos seus limites administrativos, sendo subdividido em sete freguesias.

É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal.

É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitetura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pelas suas principais equipas de futebol, o Futebol Clube do Porto, o Boavista Futebol Clube, o Sport Comércio e Salgueiros, pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores universidades do Mundo e entre as 100 melhores universidades da Europa, bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares.

O Porto, juntamente com os concelhos vizinhos de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos, forma a Frente Atlântica do Porto, que constitui o núcleo populacional mais urbanizado da Área Metropolitana, situado no litoral, delimitado, a oeste, pelo Oceano Atlântico, com a influência estrutural do estuário do Rio Douro, que une Gaia ao Porto.

A cidade é a mais importante da altamente industrializada zona litoral da Região Norte, onde se localizam grande parte dos mais importantes grupos económicos do país, tais como a Altri, o Grupo Amorim/Corticeira Amorim, o Banco BPI, a BIAL, a EFACEC, a Frulact, a Lactogal, o Millennium BCP, a Porto Editora, a Sonae, a Unicer ou o Grupo RAR. A Associação Empresarial de Portugal está sediada no Porto.

A Região Norte é a única região portuguesa que exporta mais do que importa.

Chegamos ao Porto por volta das 13h, num bonito e azul dia de abril. Fizemos o check-in no hotel e simbora visitar o Porto.



General Mourão: o traidor?

Vamos resolver de uma vez por todas as polêmicas entre Carlos Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Gen. Mourão e o Governo Bolsonaro. Chega.


Bernardo P Küster, 24-4-2019

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Porta-Voz, Otávio Rêgo Barros, fala com a imprensa

O Porta-Voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, falou com a imprensa sobre a proposta de Nova Previdência - que está em análise pela Câmara dos Deputados - e sobre a reunião do Conselho de Governo. 23 de abril de 2019


tvBrasilgov, publicado em 24 de abril de 2019

CNI/Ibope aponta que 35% avaliam governo Bolsonaro como ótimo ou bom

Yara Aquino

Pesquisa de opinião CNI/Ibope divulgada hoje (24) mostra que 35% dos brasileiros entrevistados avaliam o governo do presidente Jair Bolsonaro como ótimo ou bom; 31% como regular; 27% como ruim ou péssimo; e 7% não sabem ou não responderam à pergunta. Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo Bolsonaro.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A maneira de governar do presidente é aprovada por 51% dos entrevistados e desaprovada por 40%. Segundo a pesquisa, 9% não sabem ou não responderam à pergunta.

Em relação à confiança, 51% dos entrevistados afirmaram confiar no presidente Jair Bolsonaro, enquanto 45% não confiam.

Avaliação por áreas
Quando o assunto é a aprovação do governo por áreas de atuação, as mais bem avaliadas são a segurança pública, em que 57% disseram aprovar as ações e políticas do governo, educação (51%) e meio ambiente (48%).

As áreas piores avaliadas são taxa de juros, onde 57% desaprovam as ações do governo, e impostos, com desaprovação de 56%.

A pesquisa foi feita entre 12 e 15 de abril e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Perspectiva
A perspectiva de 45% dos entrevistados é que o restante do governo Bolsonaro seja ótimo ou bom, 25% esperam que seja regular, 23% acreditam que vai ser ruim ou péssimo e 7% não sabem ou não responderam.
Título e Texto: Yara Aquino/Edição: Fernando Fraga, Agência Brasil, 24-4-2019

The Tears of Quasimodo


Victor Hugo and the ideals of progress

Paul Berman

Notre-Dame is a thing, but it is also a thought, which is why, as soon as the fire broke out, any number of commentators began speaking about Victor Hugo, who invested the cathedral with an exceptionally large and wonderful thought, and gave it eternal life. Notre-Dame is not, after all, merely the landscape of Hugo’s novel. Notre-Dame is the protagonist. In the English-speaking world, we like to call the novel The Hunchback of Notre Dame, which is a marvelous title, given how marvelous is Quasimodo the Hunchback, born of a Jew and a sow (according to a nasty old lady in Book IV), who has got to be the most heartbreaking brokenhearted lover in the history of literature—Quasimodo, whose deformed and decayed skeleton turns up on the final page, entwined in posthumous and pathetic embrace around the skeleton of the hanged “Egyptian,” La Esmerelda, the “bohemian” (who, since I have mentioned the Jews, plainly owes something, derivatively speaking, to the exotic Rebecca of Sir Walter Scott’s Ivanhoe). But the actual title is Notre-Dame de Paris, the cathedral, and not its carillonneur.

And the cathedral goes into action, as protagonists are supposed to do. It breathes, which may not seem like much, but is rather a lot, for a building. It sings (through the bells), which is a bit more. It surveys. It presides. Public executions take place before its unblinking cyclopean rose-window eye. But mostly it emblemizes. And what does it emblemize? Hugo brought out the novel in 1831, when he was 29 years old, and the edifice-protagonist emblemized the great and thrilling philosophical idea of that particular moment. This was the idea that Hegel expressed in his lectures from 1830, Lectures on the Philosophy of World History: Introduction, and Tocqueville expressed in his own book from 1835, Democracy in America, Vol. I. It was a theory of history.

Hugo’s way of expressing the idea was naturally a little different from Hegel’s and Tocqueville’s. Hugo, unlike them, was happy to contradict himself, and happy to make things up, and happier still to let words to get the better of him. Poetic caprice was his intellectual system. His version of the great idea of those years was therefore more human than anything you can find in Hegel or in Tocqueville, and more colorful—a vibrational version, aglow in turquoise, blue, magenta, and red, emitting geysers of vocabulary not just in French but in Latin, Greek, Spanish, and Italian, in a delirium of Babel. Deep down, though, Hugo’s idea and theirs were the same.

Alexandre Garcia: Bolsonaro avança na Reforma da Previdência, Lula tem pena reduzida, Itaipu

A Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro tem sua 1ª vitória e segue para comissão especial. A Nova Previdência foi considerada constitucional, foram 48 votos a favor da aprovação e 18 contra. Não houve abstenções. A sessão demorou quase 9 horas - das 15h05 às 23h45.

A 5ª Turma do STJ votou por reduzir a pena do ex-presidente e atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex, votaram pela redução de 12 anos e 1 mês para 8 anos e 10 meses de prisão. Com essa mudança, Lula poderá pedir a progressão para o regime semiaberto ou domiciliar em setembro, quando já terá cumprido aproximadamente um sexto de sua pena.


Folha do Brasil, 24-4-2019

CCJ aprova parecer que considera constitucional a reforma da Previdência

Relator retirou quatro trechos do texto elaborado pelo Executivo, que segue para análise de comissão especial. Parlamentares contrários apontam inconstitucionalidade pela falta de estimativa dos impactos orçamentários e financeiros


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (23), por 48 votos a 18, a admissibilidade da reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro (PEC 6/19).

O texto, em tramitação na Câmara há dois meses, segue para a análise de comissão especial a ser instalada na quinta (25), segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Para viabilizar a aprovação, o relator na CCJ, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentou uma complementação de voto para retirar quatro prontos da proposta do Executivo, apontados por ele como em desacordo com a Constituição. Ao anunciar a medida, Freitas estava acompanhado do secretário especial de Previdência do governo, Rogério Marinho.

Foram extraídos os trechos que tratam do fim do recolhimento mensal e da multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aposentados que continuam trabalhando; da possibilidade de redução por meio de lei complementar na idade de aposentadoria compulsória de servidor, hoje em 75 anos; da criação de prerrogativa exclusiva do Poder Executivo para propor mudanças nas aposentadorias; e do fim da possibilidade de qualquer pessoa iniciar ação contra a União na Justiça Federal em Brasília.

Segundo Freitas, um acordo entre líderes partidários possibilitou as mudanças no parecer. Até então, o relator seguia entendimento do presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), de que ao colegiado caberia avaliar apenas a compatibilidade do texto com a Constituição e que a análise do mérito e eventuais alterações deveriam ser feitas depois pela comissão especial.

Moro reage a Sócrates: "Não debato com criminosos"

Foto: Adriano Machado/Reuters
Depois de Sócrates ter dito que Sérgio Moro [foto] agiu como "um ativista político disfarçado de juiz", o ministro da Justiça brasileiro reagiu numa curta frase: "Em relação à pessoa particular, não debato com criminosos pela televisão, por isso não vou fazer qualquer comentário".

Moro respondeu assim no programa "Fala Portugal", transmitido pela Record TV Europa, na terça-feira.

Recorde-se que, na segunda-feira, o antigo primeiro-ministro José Sócrates declarou que "que o Brasil está a viver é uma desonesta instrumentalização do seu sistema judicial ao serviço de um determinado e concreto interesse político".

Note-se que Sérgio Moro, atual ministro e ex-juiz responsável pela Operação Lava Jato, disse ter identificado uma "dificuldade institucional" em Portugal para fazer avançar o processo contra Sócrates, tal como acontece no Brasil.

Numa reação à intervenção proferida por Sérgio Moro, o antigo primeiro-ministro português referiu que o atual ministro brasileiro, enquanto juiz, validou "ilegalmente uma escuta telefônica" entre a então presidente da República, Dilma Rousseff, e o seu antecessor na chefia do Estado brasileiro, Lula da Silva.
Jornal de Notícias, 24-4-2019

Compunção


Péricles Capanema

Era pouco antes das sete da noite, segunda-feira pacata de abril, e de repente em Paris o fogo, parecendo vomitado do inferno, estralejou violento no madeirame da catedral de Notre-Dame de Paris. Subia, ardia, baixava, lambia e devorava o que encontrava, diante de espectadores aterrados. O mundo, estarrecido e aturdido, julgava ter diante dos olhos o que não podia acontecer. Continuou por horas o espetáculo dantesco.

Pouco a pouco, na capital francesa, depois do choque inicial, pairou o silêncio, a dor, aqui e ali magotes rezavam e entoavam cânticos. Houve também silêncio, dor, desnorteamento, orações no mundo inteiro. Perplexidade. Por fim, cintilou uma nota de alívio. As duas torres estavam salvas. Aos poucos, foi sendo divulgado que muita coisa não tinha sido consumida pelas labaredas. Acidente? Atentado? Por enquanto é prematuro concluir.

Perdoem o chavão, tentei ouvir o silêncio, explicitar o imponderável. Pus atenção nas reações do povo de Paris e do mundo inteiro. De forma particular, nos magotes em torno da catedral crucificada pelas chamas. Havia um denominador comum, a compunção, muito relevante na multidão que rezava e cantava hinos religiosos.

Não pretendo aqui repetir o que outros já comentaram com talento, em especial, valor simbólico, perda, prognósticos. Foco em outro ponto, tem relação próxima com a compunção que, esperançado, observei surpreso.

Imaginei situações diversas, comparações, sempre admitindo a origem acidental do incêndio. Tudo muda, existindo mão criminosa. Se o fogo tomasse a catedral da Milão, também joia da arquitetura gótica, que reações desencadearia entre os milaneses? Na Itália? No mundo? E se o incêndio fosse na catedral de Colônia? Em Chartres? Em Reims? Catedral de Sevilha? Basílica de São Marcos? Na própria catedral de São Pedro? Como reagiriam os nacionais? Como reagiria o mundo?

Ampliei a figuração. Fogo na abadia de Westminster? No Kremlin? Na estátua da Liberdade? No Taj Mahal? Na Esfinge ou nas pirâmides? De que forma reagiria o mundo?

Lembrei-me do horror mundial quando o Estado Islâmico — no caso, de forma criminosa estruiu dezenas de sítios arqueológicos no Iraque e na Síria.

Entre nós, se o fogo acabasse com o Cristo Redentor? A imagem da Aparecida?

Começa o drama dos que vão perder o emprego

Foto: Celso Tavares/G1

Título e Imagem: Alberto José, 24-4-2019

Charada (835)

Qual das
seguintes
palavras
é um verbo?

Ator, Anterior, Expor,
Andor, Assessor

terça-feira, 23 de abril de 2019

Thierry Wolton : un négationnisme peut en cacher un autre

Anne-Laure Debaecker

Si le déni des crimes nazis a fait l'objet de toutes les attentions, le silence autour des crimes communistes persiste, dénonce Thierry Wolton.

Thierry Wolton, photo: Joel Saget/AFP
L’interdit de l’antisémitisme condamne le négationnisme de « droite », quand c’est la proscription de l’anticommunisme qui absout le négationnisme de « gauche », constate Thierry Wolton dans son nouvel ouvrage. Après dix ans de recherches qui avaient abouti à une œuvre colossale et primée, Une histoire mondiale du communisme (Grasset) déclinée en trois volets, le journaliste et essayiste spécialiste du sujet revient sur le déni et l’absence de condamnation des crimes communistes. Il démontre ainsi comment un négationnisme non reconnu s’est banalisé jusqu’à verser, pour certains, dans l’islamo-gauchisme. Un essai expert et instructif.

Pourquoi parler d’un négationnisme de gauche ?
Le négationnisme est un déni de la réalité historique et des faits avérés. Ce terme désigne en général ceux qui nient l’ampleur de l’extermination des juifs par les nazis et qui contestent les méthodes utilisées à l’époque, notamment l’usage des chambres à gaz. C’est pour distinguer ce négationnisme-là que je parle de négationnisme de gauche afin de qualifier ceux qui minimisent l’ampleur des crimes communistes au XXe siècle, voire qui les justifient au nom d’une nécessité révolutionnaire, comme si la pureté de la cause était plus excusable que la pureté de la race dans le cas du nazisme. En réalité, le négationnisme forme un tout, il n’est ni de droite ni de gauche, car quel que soit l’objet du déni, il se construit de la même façon ; les méthodes utilisées et les résultats obtenus sont identiques, puisqu’ils faussent la nécessaire connaissance de l’histoire. Toutefois, le négationnisme de gauche, celui des crimes communistes, ne rencontre pas la même réprobation que le négationnisme des chambres à gaz. L’une des raisons tient à l’ancienneté de ce négationnisme. Il remonte au début du communisme, quand une majorité de contemporains n’a pas voulu voir ou savoir les drames qui se déroulaient en Russie bolchevique. La cécité volontaire de cette époque est le berceau du négationnisme de gauche. Cet héritage résiste aujourd’hui encore à l’épreuve de la réalité, au bilan catastrophique que l’effondrement du communisme a confirmé.

Pour ce qui est du bilan, on parle très peu de chiffres. Combien de morts sont imputables au communisme ?
Je n’aime pas donner un chiffre global. En premier lieu, lorsque le nombre des victimes est astronomique, cela devient une abstraction tant il est difficile à l’esprit humain de se représenter ce que ce nombre signifie. En second lieu, un chiffrage sous-entend une concurrence avec d’autres victimes de crimes contre l’humanité, or, il ne peut y avoir de concurrence entre les victimes. Toutes les victimes s’additionnent, en fait, quelle que soit la motivation de ces crimes : politique, idéologique, raciale, ethnique… Enfin, le nombre cache l’essentiel, à savoir que chacune de ces victimes est morte seule. Leur souffrance est indicible, même si d’autres qu’eux ont subi le même sort. La seule quantification dont je veux bien parler concerne les famines qu’ont connues un grand nombre de pays communistes (URSS, Chine, Cambodge, Corée du Nord… ). Ce drame collectif, dirais-je, est le grand trou noir de la mémoire du XXe siècle. Si l’on additionne ces famines, perpétrées par volonté politique, on arrive à un chiffre compris entre 50 et 70 millions de morts, ce qui équivaut au nombre des victimes des deux guerres mondiales… Ces morts sont ceux de la guerre civile que n’ont cessé de mener les partis-États contre leur propre peuple. Pareille politique criminelle est unique dans l’histoire de l’humanité, ce qui fait la singularité du communisme.

[Pernoitar, comer e beber fora] Restaurante Pensão Flávia, em Chaves

Generoso leitor, começo por uma estrondosa confidência: foi por causa desta reportagem da SIC, empolgado que fiquei convidei um neto a me acompanhar na ida a Chaves para, junto comigo, encher a panturra. A minha, porque a dele, como qualquer jovem dessa idade é... ‘ininchível’, além de ‘resolvível’. 😊

Pois bem, chegamos a Chaves, fizemos o check-in no hotel. Passeamos pela cidade – tranquila, muito limpa – voltamos à base, descansamos e ‘atualizamos’ o Messenger, o FN, o Twitter, a revista e etc. neste décor:


Às 19h10 – pois havíamos reservado para as 19h30 já que ouvíramos que o patrão do restaurante era inflexível com os clientes que chegavam atrasados – começamos a caminhar rumo a uma ‘incrível experiência gastronômica’.



Adentramos, pontualmente, às 19h30.
Aberta a porta do restaurante, à minha esquerda, o bar, à direita, três mesinhas, com algumas ferramentas em cima, e à nossa frente um cara com uma furadeira em riste que nos exclama “Já?! Mas ainda é dia! Vão dar uma volta!”

Obedecemos, ora pois. Voltamos dezoito minutos depois. Felizmente, o Jason Voorhees de Chaves tinha se transformado em cozinheiro. Fomos encaminhados a uma mesa junto à janela.

Logo depois chegou o garçom com a sertã de gambas exclamando “Vamos começar?!” Ele mesmo respondeu, pois continuou trazendo sertãs de entradas frias:

Além das gambas; feijão frade com atum; bacalhau com grão-de-bico; folar de Chaves; tomate com mozarela; salada russa; mexilhões ao vinagrete; salpicão com ananás...



Depois das frias, as quentes:

Cerimônia de Hasteamento da Bandeira Nacional

Presidente Jair Bolsonaro e vice-presidente Hamilton Mourão participam no Palácio da Alvorada da Cerimônia de Hasteamento da Bandeira Nacional.


tvBrasilgov, 23-4-2019

Líder do Solidariedade afirma que há acordo para votar Previdência hoje na CCJ

Em reunião na residência oficial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, líderes partidários fecharam acordo para votar a admissibilidade da reforma da Previdência (PEC 6/19) hoje na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 


O líder do Solidariedade, Augusto Coutinho (PB), afirmou que a tendência é que até o final da noite de hoje o texto seja aprovado no colegiado. Segundo ele, ficou acertada a retirada de quatro pontos do texto antes de aprová-lo e encaminhar à comissão de especial.

“Temos quatro pontos e esses pontos são pacíficos que serão tirados. São pontos avessos à matéria que se achou por bem em tirar já na CCJ, e outros serão debatidos na comissão especial. A oposição vai tentar postergar, mas acredito que essa matéria vai ser votada hoje na CCJ”, afirmou o líder.

A CCJ tem reunião marcada para as 14h30 para tentar votar o parecer do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG).
Reportagem: Luiz Gustavo Xavier/Edição: Natalia Doederlein
Agência Câmara Notícias, 23-4-2019

“Amar é mudar as coisas”

Aparecido Raimundo de Souza

HOJE, 23 DE ABRIL, ALÉM DA MINHA CRÔNICA de todas as terças-feiras, igualmente “RASGAREI O VERBO” em publicação especial, para convidar a todos os meus leitores e amigos (e, em especial, à grande família da REVISTA “CÃO QUE FUMA”) para prestigiarem a cantora DAÍRA, e o nosso “PROJETO DAÍRA CANTA BELCHIOR”.


DAÍRA, carioca de Niterói, fará duas apresentações distintas no Rio de Janeiro. A primeira no próximo dia 27 de abril, sábado, com repeteco do evento num segundo momento em 1 de maio, quarta-feira (feriado), com muitos convidados especiais.

O evento acontecerá na CAZOTA DA LAPA, na Avenida Gomes Freire nº 791, Centro do Rio de Janeiro. Maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone (21) 2509-0996. 

Daíra interpretará grandes sucessos de Belchior, entre eles, “Como nossos pais”, “Divina comédia humana”, “Velha roupa colorida”, “A Palo seco”, entre outros sucessos do cearense de Sobral, onde nasceu aos 26 de outubro de 1946. 

Belchior, ou Antonio Carlos Belchior, veio a óbito em 30 de abril de 2017, na gauchesca e pitoresca cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul.

Odivelas, capital da Lusofonia 2019



Em maio, Odivelas volta a ser a Capital da Lusofonia.
Ao longo de todo o mês, a Câmara Municipal promove a VII Bienal de Culturas Lusófonas oferecendo à população um conjunto de iniciativas dedicadas, em exclusivo, à língua que nos une e que enriquece a multiculturalidade e a interculturalidade que caracterizam e identificam o nosso Concelho.

Destacamos da programação, a Feira do Livro de Autores Lusófonos, as Exposições de Artes Plásticas e de Fotografia, a Feira Multicultural, o Fórum Lusofonia, o Desfile Multicultural e o Encontro de Escritores. 

Angola | Brasil | Cabo Verde | Guiné-Bissau | Moçambique | Portugal | São Tomé e Príncipe | Timor-Leste | Hungria | India | Macau | Marrocos | Uruguai

Evento sujeito a recolha de imagens e divulgação nos diversos suportes de comunicação da Câmara Municipal de Odivelas

Programação detalhada AQUI!

Os pais da menina Greta não têm mais nada para fazer? Por exemplo, proporcionar à filha uma vida normal.

Helena Matos

Há pais que nos moem a paciência com as gracinhas dos filhos. Avós que explicam com exemplos detalhados o que os leva a considerar os seus netos os mais inteligentes do mundo. Tias que não se cansam de exaltar a beleza das criancinhas da família…

Greta Thunberg, Hamburgo, Alemanha, foto: ©Public Address/action pre/SIPA
Já todos nós passámos por isto e já todos nós fizemos esta figura. Agora o despropósito dos pais da menina Greta é que não tem explicação: andam com a menina a dizer aquelas coisas de festa de fim de ano da escola, perante umas plateias imbecilizadas que reagem aos dizeres da criança como se estivessem diante de uma pitonisa. No entretanto a menina vai insuflando uns ares de sibila.

A menina Greta é uma menina como qualquer outra. E devia ter uma vida como qualquer outra.
Título e Texto: Helena Matos, Blasfémias, 23-4-2019

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23 de abril: Dia do Livro

Ame sua família

Nelson Teixeira

Meu maior tesouro é, foi e sempre será a minha família. Podemos não ser perfeitos, mas amo cada um deles com todo meu coração.

Fazer parte de uma família significa pertencer a algo muito maravilhoso. Significa que você irá amar e ser amado pelo resto da vida.

Família: como galhos de uma árvore todos nós crescemos em direções diferentes, embora nossas raízes continuam sendo uma só.

Se você tem uma família que lhe ama, alguns bons amigos, comida sobre a mesa e um teto sobre a cabeça, você é mais rico do que imagina.

Família não é só importante… é fundamental.

Dedique seu tempo às pessoas que você ama. Um dia você dirá: ”como eu gostaria de ter feito isso” ou “que bom que eu fiz isso”.

Seja grato por cada segundo de cada dia que pode desfrutar junto das pessoas que ama. A vida é o bem mais precioso.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 23-4-2019

[Aparecido rasga o verbo] Enquanto círculos incompletos devoravam o absurdo...

Aparecido Raimundo de Souza

EU ESTAVA BRABO, INVOCADO, pê da vida. Enfurecido, colérico, chateado, entristecido, tipo uma aeronave envelhecida, cheia de voos interrompidos, tudo porque não havia encontrado o bairro, tampouco a rua da casa dela, nem o ponto indicado como referência. Num descompasso de agonia, dei meia volta decidido a ir embora, a sumir de vez. Apagar o nome daquela infeliz, esquecer que ela nunca existiu em meu pensamento.

Foi quando me veio à lembrança um fato que até aquele momento não havia colocado em prática. Estanquei os passos, meio que pasmado, atarantado, depois de andar por quase uma hora a pé. A trezentos metros da estação que me levaria para casa, resolvi jogar com essa carta, aliás, a derradeira que me restava na manga. Carta de feição amarga, como um cálice de fel. O celular. Eu não havia ligado para o número que ela havia me passado. Quem sabe!...

Se esse recurso falhasse, jogaria fora minha onda de ódio junto com o aparelho celular na primeira lata de lixo que encontrasse pela frente. De roldão, o currículo vitae com tudo de bom que havia lido a respeito da vida pregressa daquela jovem desconhecida. “Menina difícil – pensei comigo – essa ilustre sem rosto”. Contudo, para meu espanto, a sumida atendeu na hora, com um “alô!” que me acendeu a esperança! 

Finalmente! Expliquei, em rápido discurso, que não havia encontrado o endereço e concluí quase implorando que viesse ter comigo o mais rápido possível. Em resposta ela se abriu em mesuras esclarecendo que tomaria um banho, trocaria de roupas e pegaria uma UBER. Não daria para vir de trem. A estação ficava muito longe de onde estava. Segundo seus cálculos, no máximo em quarenta minutos nosso encontro seria consumado. Passei a ela a minha localização e me postei, à espera. Enquanto aguardava, me restou a ideia de comer alguma coisa.

Aliviado por ter obtido uma resposta favorável, me acomodei numa lanchonete.  Optei por uma das mesinhas dispostas numa espécie de varandão em formato de semicírculo. Desse espaço, assistiria ao vai e vem intermitente da avenida que cruzava frontal às escadarias da estação do Metrô justaposteadas a uma praça de nome engraçado. Vigiaria também, de contrapeso, o movimento das calçadas.

Mesmo tom, quem saía e entrava no estabelecimento. Na verdade, meu empenho não outro senão o de bisbilhotar a pessoa que aguardava. Eu a veria primeiro, sem que me enxergasse logo que saltasse do carro. Solvendo o refrigerante (acompanhado de um sanduiche de queijo quente), permaneci por quase duas horas como um menino bobo, no aguardo da nobre donzela. Como seria? Branca, preta, loira, morena? Alta, baixa, feia, bonita, desdentada? Simpática, chata, meiga, nojenta? Dócil, pegajosa ou apetitosa como esses docinhos de banana que a gente come de sobremesa nesses restaurantes sofisticados das grandes metrópoles?