sexta-feira, 2 de agosto de 2019

[Aparecido rasga o verbo] Cirurgia de hemorróidas

Aparecido Raimundo de Souza

REZA NUM TERÇO DIFERENCIADO, e, em paralelo, ora numa bíblia de linguagem estranha, aquela velha e batida história de que “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”. Essa balela embromativa está naquele calhamaço maior que o dicionário do Aurélio, com a diferença de que no compêndio do Aurélio, vocês se instruem, enquanto no cartapácio cheio de merdas e emendas que os Poderosos Doutores da Capa Preta apelidaram de Carta Magna ou Carta Maior, conhecida também em meio às putarias reinantes, como Constituição Federal, os sujeitos não aprendem nada de útil. Tampouco conseguem extrair algo proveitoso do qual possam se beneficiar na praticidade do dia a dia. A Constituição Federal, portanto, pode e deve ser encarada como “Constituição Fedemal”. 

Se não nos enganamos, essa frase medíocre está inserida no Titulo II Dos Direitos e Garantias Fundamentais Capítulo I Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. De qual livro? Da “Constituição Fedemal”. Prestem atenção senhoras e senhores para o artigo que trata desses “IGUAIS PERANTE A LEI”. Não outro senão o 5º. Artigo 5º. De cara, devemos lembrar que o 5º (quinto) nos remete, na bucha, sem rodeios, sem meios termos, ao quinto do inferno. Grafamos de modo simples para que os leigos e os humildes entendam. Artigo 5º, ou (quinto). Quinto tanto em numeral como em português fluente, se traduz por quinto do inferno. O quinto do inferno é aquele lugar aprazível, como um SPA sediado em uma cidadezinha pacata, em meio a uma beira de praia paradisíaca.

Posto melhor. A localidade onde residem e trabalham pelo bem comum os bons cultivadores da ordem, da moral, do decoro, da integridade, da dignidade, do brio e da vergonha na fuça. E quem são esses cultivadores da ordem? Os diabos que mantemos na vida mansa, aqueles velhacos sonsos que servem para grudarem em nossas jugulares e mamarem nosso sangue a fortes dentadas. Nesse inferno, esses capetas e demônios preservam, acima de qualquer coisa (notadamente se houver grana em abundância por debaixo das alcatifas, dos panos, dos tapetes e capachos) “TODOS OS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS” dos cidadãos comuns, seguidos de outras asneiras praticamente com os mesmos nomes camuflados, porém, como “DIREITOS E DEVERES FUNDAMENTAIS E COLETIVOS”. Convenhamos, o nome é bonito de se ler e de se pronunciar.  

Na verdade, se pararmos para observarmos, os rótulos pecam por serem esdruxulamente idênticos. Dizem tudo e não explicam porra nenhuma. Apenas burlam, bigodeiam, tapeiam, engambelam a raia miúda, ou os pés rapados espalhados pelos quatro pontos cardeais desse país de “malandrins e malandréus”, aliás, espécies nojentas e asquerosas que astuciosamente conseguem abundar e ter vida plena por aqui. Reparem, só por aqui. Com isso, o só “por aqui” brazzzil, sem tirar nem pôr, se transformou numa nação embusteira, de terras sem lei, sem Deus, um país filha da puta. Não existe em todo o planeta, um continente tão enlameado e mais sujo que pau de galinheiro, quanto a nossa terra mãe pátria amada jogada ao salve-se quem puder.

Junte-se a isso, o fato de que a cada dia aumenta vertiginosamente o número de vigaristas, armadores, escamoteadores e bandoleiros... Lombrigas bem nutridas e peçonhentas, cujas “pretensões chaves” se condensam em nos arrastar para o abismo negro, para a vala abissal e sem retorno do desespero. Para o 5º (quinto), do qual trata esse preceito da manhosa colcha de retalhos conhecida como esclarecemos, da Carta Maior. Toda colcha, a bem da verdade, os prezados sabem de cor e salteado, nos dá manta. “Manta”, aqui deve ser entendida no sentido específico de nos causar prejuízos e danos e nos colocar em armadilhas repletas de fraudes e ludibriações. Entre beliscões e depenicos, que droga afinal de contas está escrita nesse artigo 5º da supracitada Constituição?! O que já dissemos acima, caros amados.

Vamos repetir para que todos absolvam, entendam, e, depois se tiverem ao alcance das mãos a tal da Constituição, que a levem para seus banheiros para limparem as bundas de seus familiares. Alertamos que o papel é de ótima qualidade. Pelo menos nisso. Macio, não suja os dedos e o melhor de tudo: deixa o cu prontinho para outra cagada. Isso posto passemos ao texto. “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA, GARANTINDO-SE AOS BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS RESIDENTES NO PAÍS, A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA, À LIBERDADE, À IGUALDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE...”. 

Analisemos em poucas palavras, o que acabamos de transcrever. Comecemos pelo badalado “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”. Que lei, meus amigos leitores? Que lei? Todos são iguais perante essa lei, se tiverem fundos disponíveis nos bolsos. Se vierem nascidos de troncos genealógicos abastados. Os coitadinhos (os abastardos, com o “erre” no meio) que moram ali adiante, estão sumariamente excluídos desse “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”. Pois bem. “SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA”. Os senhores saberiam explicar o que viria a ser esse “SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA?”. O que é distinção? 

Mesmíssima canetada, o que poderíamos assimilar como “QUALQUER NATUREZA?”. O que de fato e de palpável, de jeitoso e benéfico estaria contido nessa oração em favor dos menos desprotegidos pela sorte? Vamos adiante. “GARANTINDO-SE AOS BRASILEIROS E AOS ESTRANGEIROS RESIDENTES NO PAÍS...”. Caríssimos, se nós, brasileiros dessa republiqueta de vândalos e bagunceiros, não temos nada que nos endosse, sequer, o direito de viver, de respirar, de ir e vir com dignidade, imagine os estrangeiros residentes? A nossa abonação salutar se aglomera nas facadas, nas punhaladas diárias em nossos costados, grosso modo, nas ferroadas disfarçadas por uma enxurrada de impostos e taxas com os aumentos abusivos e escorchantes notadamente naqueles itens básicos para a sobrevivência.

O estrangeiro gozaria sim da sua salvaguarda, se fosse um Cezare Battisti, que pouco se lixou para a justiça, ao contrário, barganhou com a Dama da Venda Nos Olhos e a transformou numa “vagaba” safada. Seguindo o mesmo curso do rio: “A INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA”. Inviolabilidade do direito à vida o caralho! Existe “INVIOLABILIDADE DO DIREITO À VIDA”, para esses micróbios rastejantes conhecidos como parlamentares, senadores, juízes, promotores, desembargadores, ministros, ex-presidentes, como os restos de detritos apodrecidos, Dilma, Temer e Lula. Enfim, essas desgraças têm realmente as suas inviolabilidades preservadas, defendidas e acasteladas de unhas e dentes.

Ao índio, ao pobre, ao preto, ao braçal, ao trabalhador marmiteiro, ao pai de família assalariado, a tal da “INVIOLABILIDADE” é conhecia por outro nome. No mesmo bueiro de ratos famintos, “À LIBERDADE, À IGUALDADE, À SEGURANÇA E À PROPRIEDADE”. Todos têm direito a essas palavrinhas bonitas e saltitantes, se a liberdade, a igualdade e a segurança deles (sempre a deles, em primeiro lugar) não estiverem em clima de risco. E não precisa ser risco iminente. Basta ser risco. Os senhores que nos acompanham, por gentileza, nos apontem um do povo, um só Zé Mané qualquer que se vangloriou de ter a sua “LIBERDADE” resguardada, a sua “IGUALDADE” preservada, a sua “SEGURANÇA” intocada e a “PROPRIEDADE” garantida.

Propriedades caucionadas e reconhecidas possuem os parasitas e patifes que abarrotam e infestam, às nossas expensas e com o suor de nossos rostos, o Grande Avião Pousado. Resumindo, senhoras e senhores, o artigo 5º ou (quinto) é uma insidiosa mentira cabeluda e deslavada. Sintetizando o quadro lúgubre que vemos diante de nosso porvir, tomamos nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano, evidentemente em repetência contínua, por mais e mais e infindos trezentos e sessenta e cinco, uma pica enorme. Um cacete rombudo. Aguentamos no rabo... Sem choro, sem gritos, sem berros. Levamos tanto ferro em nossos surrados e pobres traseiros, que adquirimos, com o tempo inexorável, uma porção de varizes em nossos orifícios anais.

Varizes, apenas a título de ilustração, são veias dilatas ou deformadas em excesso, em vista das trolhas que nos enfiam. Final das contas, somos obrigados a procurar o SUS (Sistema Único Sucateado) para tentarmos nos livrar desses incômodos. Na maioria das vezes, nem arrancando os colhões se consegue a normalidade esperada. Na mesma pancada, o brazzzil, coitado do brazzzil!... Segue igual trajeto. Idêntico destino. Está com seu enorme buraco esfinctal aos farrapos, alargado, sem pregas, ou amarras, hipoteticamente obstipado e fistulado. Necessitando, urgentemente, de uma “operação tapa rombos” para se livrar dessas varizes. E tome varizes. Vamos senhoras e senhores, salvar o cu do brazzzil. Não esqueçam: as imposturas patranhadas no bojo do “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”, e os demais itens que o acompanham, igualmente maxambetados existem. Existem?

Existem sim, de verdade. E gozam de vida própria. Entretanto, não despregam do papel. Recordando, não divorciam do seu “habitat” para beneficiarem as camadas bagaceiras dos morros, as plebes faveladas em torno das vastas capitais. Não apadrinham, não socorrem as gentalhas que se safam aos trancos e barrancos. Vivemos o caos, a bancarrota anunciada de um país que tem tudo para seguir em frente e se aprumar. De contrapeso, assistimos de camarote a perversão da política interna brasileira. Nossos representantes nos transformaram em sacos de pancadas. Acompanhamos, por conta disso, irem para o brejo, a degenerescência do ser humano e a sua ética trazida de berço. Parodiando o escritor Mark Manson, devemos nos preparar, a cada amanhecer, para o que ele disse com muita empolgação e astúcia: senhores do Poder, “FODA-NOS”.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Brasília, Capital Federal. 2-8-2019

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