quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Agora chamado de Bioparque, antigo RioZoo apresenta nova infraestrutura

Altair Alves

Um dos mais antigos zoológicos do país, o RioZoo, agora se chama BioParque do Rio. De acordo com a administração do parque, a mudança traz um novo conceito de zoológico, que se transforma em um centro de conservação da biodiversidade.

Foto: Divulgação
Com abertura ao público prevista para julho de 2020, a nova estrutura promete uma experiência imersiva e inédita aos visitantes. Já a partir dessa semana, será possível adquirir o programa de sócio, disponível no site do BioParque do Rio. Com valores a partir de R$ 4,99 por mês, essa modalidade dará a quem aderir ao plano, a oportunidade de visitar as obras e acompanhar toda a transformação do parque a partir de abril.

Na novo Zoológico, a aventura selvagem será o local dos animais africanos, como hipopótamos, zebras, girafas e impalas. Com cerca de dois mil metros quadrados, o setor das Aves reunirá mais de 220 animais de 50 diferentes espécies, representantes de biomas como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. O espaço dará ao visitante a sensação de imersão em uma floresta, onde serão observados tucanos, araras e papagaios.

Um outro ambiente será dedicado aos animais de sangue frio, como cobras e jacarés. Toda ambientação se aproxima dos habitats das espécies. Considerados os guardiões da floresta, felinos e canídeos ganham um ambiente inteiro dedicado a eles, onde o visitante poderá observar onça, lobo-guará e leão através de grandes painéis de vidro, uma aventura inesquecível!

Já o habitat dos animais asiáticos, os visitantes poderão observar os elefantes nadando em grandes tanques, através de um enorme painel de acrílico.

Fazendinha continuará sendo um local de educação, onde as crianças terão contato próximo com os animais. É lá que se aprende de onde vem o leite e os ovos que fazem parte da alimentação da garotada. O parque ganha também nova área gastronômica, playground, renovação da Alameda das Palmeiras e a criação do Boulevard Histórico.

De acordo com a nova administração do parque, dentro desse novo conceito, que está alinhada as melhores práticas mundiais para garantir o bem-estar animal, o repaginado Zoológico ganhará um Plano de População. Esse projeto viabilizará ações futuras de conservação das espécies e devolução de animais aos seus habitats de origem, além de funcionar como um banco genético, inserindo o parque em um seleto grupo de instituições internacionais que terão protagonismo na “Década da Restauração” (2021 – 2030).

Anunciado no início de 2019 pela ONU Meio Ambiente, o período será dedicado à restauração dos ecossistemas degradados e destruídos, como medida para combater a crise climática, melhorar a segurança alimentar, garantir o fornecimento de água e restabelecer a biodiversidade do planeta. Bons zoológicos do mundo todo terão um papel de destaque na restauração da biodiversidade, seja promovendo pesquisas científicas sobre a genética e o comportamento dos animais, ou mesmo colocando em prática projetos de reintrodução de espécies.

Os sócios terão papel fundamental nesse novo conceito, já que os projetos de pesquisa e conservação serão financiados por parte da receita gerada pelo programa de sócio.”, explica Fernando Menezes, diretor do BioParque do Rio.

Recentemente nos filiamos a ALPZA (Associação Latino Americana de Parques, Zoológicos e Aquários) num rigoroso processo de admissão, reforçando que o BioParque do Rio já nasce como um Centro de Conservação da Biodiversidade alinhado com as melhores práticas”, afirma Bruno Marques, presidente do Grupo Cataratas

Saiba mais sobre o Programa de Sócios do BioParque do Rio no site.
Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 12-2-2020

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