terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

[Aparecido rasga o verbo] E o Beato de Caetés se cãononizou São Lafrário

Aparecido Raimundo de Souza

FINALMENTE O BRAZZZIL ACABA de ganhar mais um santo. Dito de forma mais ampla e abrangente, o primeiro santo pernambucano. Por sinal, o mais famoso da história da Igreja Católica Romana. Estamos falando, claro, do recém coroado ao apostolado dessas entidades divinas, magnânimas e corretas, não outro, senão o milagreiro milagroso, prodigioso, inconcebível venerável e portentoso Luiz Inácio da Silva, carinhosamente conhecido como “Lula”. Agora, com a bem aventurança aventureira do representante de Deus, na terra, o Papa Francisco, perdão, senhoras e senhores, do Mingau Francisco, SÃO LUIZ INÁCIO DA SILVA, ou como quer ser chamado pela sua legião de amigos e fãs, país a fora, SÃO LAFRÁRIO.

Lafrário, sem o “são”, é uma variante de salafrário, termo que designa ou indica “aquele que é sem vergonha, patife, desonesto, cafajeste, malandro, tratante, canalha, ordinário e meliante”. Estamos no Brazzzil, terrinha de Dilma Rouboussett, de Michel Jackson Tremer, Sergio Gorro, Fernando Hacagade, Giro Siro Somes, Dias Totoauaufoffoli, José Dircorneu, Gleisi Hohoffmann, Marcelo Frouxo, Guilherme Bolos de Cenoura, enfim... Por aqui, temos poucos predestinados e conclamados legalmente pela “Santa Senta”, desculpem, pela Santa Sé de Roma. A lista mais ou menos conhecida dá conta de cinquenta e um beatos, e trinta e sete santos. Nossa intenção não é citar todos os admitidos, apenas trazer à baila os mais destacados e louvados.

Entre eles, temos a irmã Dulce ou Santa Dulce dos Pobres, o Padre Donizetti, ou São Donizetti, José de Anchieta, ou São José de Anchieta, Frei Galvão, ou São Galvão, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ou Santa  Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Andre Soreval, ou Santo André de Soreval, Roque Gonzales, ou São Roque Gonzales, Afonso Rodrigues ou Santo Afonso Rodrigues, e João de Castilho, ou São João de Castilho. Esses são os diplomados, sentados, pois, a mão direita do Altíssimo. Falar deles, portanto, não nos assiste razão alguma. O objetivo principal é mostrar aos nossos leitores e amigos, a mais nova figura canonizada, o psicodélico e umbelético Luiz Inácio Lula da Silva, agora São Luiz Inácio Lula da Silva. Seu lema está posto em Is 61,1d: “ut mederer Contritos Corde”. Melhor deixar sem tradução. A raia miúda, o povinho, não entenderia bulhufas.

Pois bem. Luiz Inácio, ou São Luiz Inácio, político “onesto”, “trambalhador incançável”, chegou a ser ex-sindicalista, ex-metalúrgico (e, como tal, nessa função, perdeu misteriosamente um dedo que nunca conseguiu ser encontrado pela PF), fundou o (PT), Partido dos Trapaceiros ou Partido dos Trombadinhas, entre outros nomes mais estapafúrdicos. Luiz Inácio, desculpem, agora São Luiz Inácio, nasceu em 27 de outubro de 1945, em Caetés, Pernambuco (Caetés, em face de sua luta ferrenha pela sobrevivência, passou a ser conhecida e reconhecida mundialmente como “Cacetés”, notadamente porque seu rebento mais dadivoso, desde tenra idade, aprendeu a meter o cacete em seus companheiros). São Luiz Inacio veio a ser também o trigésimo quinto dos infernos, perdão, senhoras e senhores, veio a ser também o trigésimo quinto presidente do Brazzzil, com mandados mal mandados de primeiro de janeiro de dois mil e três a primeiro de janeiro de dois mil e onze.

Nessa função de chefe de estado, hoje, ele é “EX”. São Luiz Inácio se casou duas vezes. A primeira, com a Maria de Lourdes da Silva (de 1969 a 1971) e, em segundas núpcias, com Marisa Letícia da Silva (de 1974 a 2017). Teve os pimpolhos Fabio Luiz Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Sandro Luiz, Lurian Cordeiro Lula da Silva e Luiz Cláudio. Apesar de se tornar Santo, ser um ex-presidente, não conseguiu se livrar das alcunhas de ex-trapaceiro, ex-pilantra, ex-safado e ex-cachaceiro. 

Sua cãononização se deu no encontro recente com a sua “Sentiaidade” o Papaparazzo Francisco, no dia 13 de fevereiro p.p., na residência “Santa Morta”, dentro da cidade do “Vaitercano” e durou uma hora. Luiz Inácio recebeu o diploma de São Luiz Inácio Lula da Silva, e, igualmente (embora o portal de notícias do “Baticano”, a imprensa de um modo geral e as redes sociais jurem de pés juntos que não), a “Benção dos inocentes”, ou a conhecidérrima e inatacável “Benedictionen et innocentun” veio incluída no pacote.

Foto: Ricardo Stuckert
Tal honraria, no caso específico de Lula, mil perdões, de São Luiz Inácio, a “onraria” se deu em face das perjures mentirosas jogadas como merda em seus costados, como as  conhecidíssimas condenações das Operações Lava Cornos, Lava Jato e  Deslava  Flibusteiros, no caso exclusivo do mais novo emissário do Pai Maior, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outras picuinhas que, efetivamente, no caso do nosso Santinho do Pau Oco, sequer devem ser cogitadas ou ventiladas. Nessa putaria, enquanto trocavam beijinhos e abraços, sua Reverendíssima, o Sumo Pontífice Francisco, sempre alegre e saltitante (em nenhum momento o religioso escondeu as mãos, ou as puxou, com gesto de repugnância, como fez com os fiéis que recentemente tentaram chegar perto de sua “umilde peçoa”).

Por assim, deixou que São Luiz Inácio lhe enchesse de beijos e mais beijos) culminando o encontro com a mãozinha papal na cabeça, ao tempo em que São Luiz Inácio prometia (cochichando nos ouvidos do Mingau) fazer depósitos ainda mais polpudos no Banco do Vaticano, onde o ex-pilantra mantém uma conta corrente aberta com aproximadamente 250 milhões de euros, ou em moeda nossa, mais de um bilhão de reais. Antes de São Luiz Inacio voltar para o Brazzil, o Papinha Francisco prometeu vir lhe visitar no Sitio de Atibaia e nos tris, trispés, tripéxis, trespés de Guaruja e ali promover uma benção especial. Papinha, no mesmo lamber do pirulito, endossou mandar em caráter emergencial uma missiva ao chefão da colegialidade brazzileira, ou mais precisamente à CNBB, na pessoa de seu atual presidente, Walmor Oliveira de Azevedo, ordenando que todas as igrejas católicas em solo nacional tratem imediatamente de incluir em sua lista de santos católicos, o nome de São Luiz Inacio.

Em vista disso, será providenciando, sem mais retardos, altares (com o corpo de Lula iguais a dos santos já existentes) e distribuídos em todas as dioceses partícipes da enorme e gigantesca família do suntuoso Estado eclesiástico ou teocrático monárquico do Vaidarcano, desculpe, de novo, pela gafe, Vaticano. Só para lembrar aos amados leitores, antes de Luiz Inacio, perdão, mil vezes perdão, antes de São Luiz Inácio, o Papinha comeu Mingau com  a Santa Dilma (aquela que Roubousett) jantou com Santo Evo Morales  (que carrega na bunda um crucifixo com uma foice e um martelo), com Santo Nicolás Maduro, e outros Imaculados  ditadores e líderes comunistas. Essas figuras (além de filhos da puta, como nosso São Luiz Inacio), esses cânceres incuráveis não passam de vermes, de porcos, de parasitas. Brosso modo, perversos e mundanos de seu próprio povo. Por derradeiro, pediríamos aos nossos leitores que assistissem a um vídeo  disponível no You Tube, “Ahora com Roxana”, onde ela entrevista o diácono Jorge Sonnante onde essa criatura faz referência a Luiz Inácio Lula da Silva. Com certeza os senhores ficarão boquiabertados. Pelo sim, pelo não, Viva São Lafrário.   

          
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Salvador, Bahia. 18-2-2020

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