sábado, 30 de maio de 2020

Covas prorroga o isolamento social em São Paulo

De acordo com o plano do governo do Estado, shopping centers, comércio e serviços poderiam retomar as atividades na cidade com restrições

Branca Nunes

Mesmo depois da cidade de São Paulo ter sido classificada na categoria “laranja” no plano de reabertura apresentado pelo governo do Estado, o prefeito Bruno Covas decidiu prorrogar o isolamento social na capital até 15 de junho. Pela nova classificação, shopping centers, comércio e serviços poderiam retomar as atividades, desde que o atendimento ao público fosse limitado a 20% da capacidade e com horário reduzido, além de outros protocolos de segurança.

Rua 25 de Março, foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O decreto assinado por Covas, publicado no Diário Oficial deste sábado, 30, entretanto, manteve as restrições atuais. Segundo o jornal O Globo, as entidades que representam os setores de comércio e serviço pretendem apresentar uma proposta de funcionamento à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho em que irão detalhar os protocolos de distanciamento, higiene e sanitização de ambientes, além de orientação de clientes, testagem de colaboradores, horários alternativos com redução de expediente, sistema de agendamento, fiscalização e monitoramento e apoio aos colaboradores que não tenham quem cuide de seus dependentes. Só depois que a proposta for aprovada a Prefeitura permitirá a retomada do atendimento presencial ao público.

Como mostrou a Oeste, os últimos dados apresentados por Covas nas entrevistas coletivas da semana passada foram marcados por confusões e contradições, principalmente com relação ao número de contaminados, taxa de ocupação dos leitos de UTI e índice de isolamento.

Segundo o prefeito, na quinta-feira, 28, 92% das UTIs estavam ocupadas. Porém, quando levados em conta o número de leitos que o próprio Covas afirma existirem na cidade, a taxa cai para 77,25%.

De acordo com estudos da prefeitura, entre 30 abril e 25 de maio, o índice de isolamento ficou acima dos 70% na maioria dos dias. No monitoramento do governo estadual, contudo, o número foi de 52% no mesmo período.
Título e Texto: Branca Nunes, revista Oeste, 30-5-2020, 16h48

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