segunda-feira, 29 de junho de 2020

Verdade inconveniente sobre o racismo e sexismo dos Democratas nos EUA

Cristina Miranda

Uma mentira repetida incessantemente torna-se numa verdade se não for desmentida. Assim tem sido ao longo dos tempos quando a História não é ensinada como ela de facto aconteceu, mas sim, como é mais conveniente a quem se quer servir dela. Um exemplo disso mesmo vem dos EUA, e a propósito desta onda generalizada de indignação e luta contra o racismo que teve origem nos Estados Unidos, venho aqui repor a verdade ocultada pela mídia.

Corre a convicção de que o Partido Democrata é aquele que defende as minorias e direitos humanos. Corre a ideia de que são eles quem mais defendem os oprimidos. Mas a História é implacável no momento da verdade: é completamente falso.

Dizem os Democratas (a esquerda) que os Republicanos (direita) são racistas e sexistas, no entanto, eis o que diz a História:

O Partido Democrata defendia a escravatura e iniciou por isso uma guerra civil  opondo-se radicalmente à Reconstrução.  Fundaram o Ku Klux Klan (seu braço armado), impuseram a segregação, protagonizaram linchamentos, lutaram contra as leis dos direitos civis (Civil Rights Act).

Por outro lado, desde a sua fundação em 1829 o Partido Republicano nasce como partido anti-escravatura. Em 1857 o Supremo Tribunal declarava no caso Dred Scott versus Stanford, que escravos não eram cidadãos, mas sim, propriedade. Os sete juízes que votaram a favor da escravatura neste processo eram democratas, e os restantes dois que votaram contra, eram republicanos.

A questão da escravatura viria a ser resolvida com uma guerra civil no período de 1861 -1865. Os democratas opunham-se tanto à abolição da escravatura que em 1860, 6 semanas depois da eleição do presidente republicano Abraham Lincoln, a Carolina do Sul dominada pelos democratas, votou para se separar do Norte. Dá-se a maior e mais sangrenta guerra civil de toda a história dos EUA.  Quem chefiou essa guerra foi Abraham Lincoln, o primeiro Presidente Republicano, o homem que libertou os escravos. 

Seis dias depois da rendição da Confederação armada, um democrata – John Wilkes Booth – assassinou o Presidente. O vice presidente democrata Andrew Johnson tomou o seu lugar. Mas este era opositor a Lincoln no seu plano de integrar os escravos na sociedade. Johnson e o Partido Democrata estavam unidos na sua oposição à 13ª Emenda (que abolia a escravatura), à 14ª Emenda (que dava direitos de cidadania à comunidade negra) e à 15ª Emenda (que dava direito ao voto dessa comunidade). Estas Emendas acabaram por passar apenas graças aos Republicanos.

Durante a Reconstrução após a guerra civil, tropas federais estacionaram no Sul para assegurar a segurança dos recentes escravos libertos. Centenas de homens negros foram eleitos nos estados do sul pelo Partido Republicano e assim, 22 negros republicanos serviram no Congresso em 1900. Os democratas até 1935 não elegeram um único negro.

Depois da Reconstrução terminada e com a retirada das tropas federais, os democratas voltaram ao poder no Sul. Depressa restabeleceram o “privilégio branco” na região com medidas  “black codes” (leis que restringiam a aquisição de propriedade e de negócios por parte dos negros),  e impuseram as “poll taxes e literacy tests” (impostos e testes de literacia) usados para subverter o direito dos cidadãos negros ao voto. E como foi isto imposto? Usando a força, o terror, recorrendo ao Ku Klux Klan fundado pelo democrata – Nathan Bedford Forrest. 

O Presidente Democrata Woodrow Wilson partilhava muitos pontos de vista com o Klan – voltou a segregar muitas agências federais e até estreou na Casa Branca um filme racista – “The birth of a Nation” – originalmente intitulado “The Clansman”. A única séria oposição ao “Civil Rights Act de 1964”  veio dos democratas.  Com efeito, os senadores democratas obstruíram o processo por 75 dias até os republicanos reunirem uns votos extras para quebrar o impasse.

Quando os democratas viram todos os seus esforços para continuar a escravizar e impedir o voto aos negros tinha falhado, voltaram-se para outra estratégia: se os negros iriam continuar a votar, então teriam de fazer com que votassem nos democratas. Lyndon Johnson volta atrás no que tinha afirmado sobre o “Civil Rights Act” e declarou: “I’ll have them N*****S voting democrat for 200 years”.

Mudam assim a estratégia depois de anos de opressão e oposição aos direitos dos negros. Perpetuaram depois a ideia que foi o partido republicano que foi o vilão da História quando na realidade foram as políticas anti-negros do partido democrata que imperaram durante todo esse período.

Na sua primeira convenção o Partido Republicano prometeu acabar com a escravatura e a poligamia porque essas duas premissas estavam a expandir-se nos territórios a ocidente.  Isto levou à passagem pelos republicanos da 13ª Emenda que aboliu a escravatura, a 14ª Emenda que deu direito à cidadania dos negros e o 15ª Emenda direito ao voto dessa mesma comunidade.

Em 1870 os primeiros senadores e congressistas negros foram republicanos. Também a primeira mulher membro do congresso era republicana, bem como o primeiro governador e senador hispânico e o primeiro senador asiático.

Os republicanos foram os defensores dos direitos das mulheres que em 1862 fizeram passar o decreto federal “Morrill Anty Bigamy Act” que pôs termo à poligamia . Depois em 1920, após 52 anos de oposição dos democratas, foi retificada a 19ª Emenda: o direito ao voto das mulheres graças aos congressistas republicanos que pressionaram o Presidente Democrata Woodrow Wilson para deixar cair a sua oposição aos direitos das mulheres.  Enquanto os republicanos ganhavam a batalha dos direitos das mulheres e a dos negros, havia ainda um longo e árduo caminho a percorrer.

Em 1920 o Presidente Republicano Calvin Coolidge, declarou que os direitos dos negros eram tão sagrados como de outro qualquer cidadão. No entanto, quando anos mais tarde, um atleta medalhado republicano – Jesse Owens – venceu 4 medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim em 1936, o Presidente Democrata Franklin Roosevelt ignorou-o, tendo convidado apenas atletas brancos na Casa Branca.

Duas décadas depois, terá sido o Presidente Republicano Eisenhower que enviou a “101st Airborn Division” – uma Divisão Especializada do Exército –  para escoltar estudantes negros na escola "Little Rocks Central High” quando o governador democrata do Arkansas – Orval Faubus –  ignorou uma ordem judicial para integrar a comunidade negra nas escolas.

Os republicanos tratam todos por igual. Os democratas não: tratam mulheres e negros como vítimas incapazes de serem bem sucedidas por elas próprias.

Por isso a estratégia de hoje dos Democratas passa por iludi-los (com subsídios massivos sem qualquer contrapartida tornando-os dependentes estatais), instigá-los ao ódio racial e misógino, provocar revoltas e o caos social para no meio da anarquia aparecerem como os “salvadores” de minorias que eles próprios alimentam e segregam. Isto é só uma nova agenda da esquerda que nunca se importou verdadeiramente com as minorias, como o demonstra não só o passado como o presente. A título de exemplo basta olharem para os Estados americanos governados pela Esquerda (democratas) em comparação com a Direita (republicanos).

Há de facto um longo passado de racismo e sexismo, mas não é no Partido Republicano.

Porém, com a propaganda e doutrinação ideológica da mídia, quando pensa em defesa de direitos iguais e igualdade racial, que partido lhe vem à cabeça? Ah! pois…

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Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 29-6-2020

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