domingo, 2 de setembro de 2018

Quando Paizote quis ser padre!

Paizote Marques

Sobre a manifestação do Papa Francisco, POR QUEM TENHO ADMIRAÇÃO, em suas últimas e criticadas posições, o que tenho a dizer neste SÁBADO

Em minha opinião, um arriscado ato de coragem do papa, que se acabou comprovando inútil.

Tentou, mesmo com o risco de sua credibilidade pessoal, salvaguardar a instituição que dirige.

Quanto à homossexualidade nas igrejas, é comum, embora lamentável, desde os tempos da criação das mesmas.

Todo ambiente restrito ao sexo masculino, como a igreja romana com seu absurdo de celibato, ou as privações do homem a sua natural sexualidade, seja futebol, exército, etc... É um local onde o homossexualismo viceja clandestinamente.

Lembro quando eu era muito jovem e ainda pretendia continuar no seminário, foi proposto no colégio Champagnat da PUC de Porto Alegre, um seminário sobre a igreja dos próximos séculos.

Apresentei, apesar da pouca idade, uma rude manifestação, onde dizia que um dos maiores desafios para a igreja do futuro, seria enfrentar o problema do celibato.

Quando fui “discretamente” recebido pelos grupos de diversos colégios, e mesmo pelos orientadores, ficou clara a falta de coragem para enfrentar o problema.

Senti a partir dali que eu não teria grandes avanços naquela, que eu ainda acreditava ser, vocação.

A propósito disto, vocação, tem uma história que já contei centenas de vezes.

Quando eu era pequeno fui menino de rua! Cheguei a dormir na Praça da Alfândega em Porto Alegre!

Num certo dia – um sábado! – um grupo que visitava as ruas procurando menores em situação de risco para auxiliar, me contatou. Era liderado pelo padre Antônio, do colégio menor D. João Calábria.

Estes meninos eram levados para serem auxiliados materialmente, e catequizados, com a possibilidade de vir a fazer parte do colégio e um futuro seminarista, isto para aqueles que demonstrassem vocação.

Ao chegar ao colégio, depois da visita às instalações, fomos levados a um galpão enorme na beira de uma sanga e um enorme e florido jardim, onde logo seria servida uma refeição inicial.

Ao entrar no salão os olhos saltaram! Tinha de um tudo!


Leitão assado, pão quentinho, refrescos, frangos caipiras, aipim frito... etc...
Tudo em grandes quantidades, coisas que os olhos de um menino de rua nunca tinham visto.
Imediatamente disse ao saudoso padre Antônio, com muita convicção.
– Eu senti a vocação! Fui tocado pela mão de DEUS! É isto que eu quero ser... um padre!

Hoje conto aos parentes em geral, com muito humor. Aquilo que eu pensei que era vocação... era fome mesmo!
Texto: Paizote Marques, 1-9-2018

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Um comentário:

  1. MB .A revisão,ilustração ,etc... Só tornou o texto mais apresentável.
    Grato!
    Paizote

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