sábado, 26 de outubro de 2019

Todos com medo do CHEGA

Cristina Miranda

Todos com medo. Jornalistas, “Donos Disto Tudo”, políticos, partidos, avençados, Governo, subsídio-dependentes, oligarcas, os “racistas radicais fascistas” que se dizem anti-radicais e antifascistas como a Joacine Katar! Tudo!  As pernas tremem. O nervosismo nem se disfarça.  É porque o CHEGA é de extrema-direita ou coisa que o valha? Não. É porque sabem melhor que ninguém que vem para acabar com o sistema podre que nos desgovernou repondo toda a verdade, transparência e decência que sempre faltou na política portuguesa. Daí o ataque cerrado com conotações abjetas, que sabem serem falsas, para provocar pavor e insegurança nos eleitores. Porque o ataque, dizem por aí, é a melhor defesa: bater “violentamente” primeiro antes de levar uma sova como último recurso para sobreviver. Porque é mesmo disso que se trata: sobrevivência política.

Daí esta palhaçada diária de combate ao CHEGA. Inicialmente pensei que a estória à volta do lugar do deputado Ventura só podia ser mentira. Mas não. Ao ver a notícia estampada em tudo quanto era jornal não restou dúvida alguma:  Telmo Correia, do CDS, estava incomodado pelo CHEGA ter de passar na frente da sua bancada no Parlamento e  aceitou por isso a sugestão do PEV e PCP que propunham  uma porta (cerrando o corrimão) só para Ventura sair pela lateral.

Quando a indignação nas redes sociais se tornou quase viral, veio apressadamente justificar. Antes estivesse calado. A explicação não tem nexo. Se era para poupar o deputado do CHEGA a incômodos, teria perguntado ao próprio se se importava com o caso e ouviria da sua  boca “Estou-me nas tintas para o meu lugar”. A outra alegação de que não se sentia confortável com um deputado de outro partido no meio do CDS “ouvindo” as trocas de opinião entre eles, também não colhe. Qualquer lugar, no limite entre partidos, a menos que esteja dividido por uma parede – de preferência isolada do som –, coloca sempre esse deputado numa situação limítrofe de proximidade inevitável.


A agência Lusa do Boaventura dos Santos quis saber o que pensavam os partidos residentes – alguns já com “raízes até ao núcleo da Terra” – e novos sobre a entrada do partido da “extrema-direita” no Parlamento. Sim, leu bem, a Lusa também conota o CHEGA de “extremista radical” dando uma ajudinha à mentira propagada. Curioso. Não me lembro de que tenham feito o mesmo com (mais uma) entrada de radicais de esquerda – estes sim, verdadeiramente extremistas – do Livre. Mas adiante.

Dizia eu, que foram então questionados os “senhores deputados” do PS, PSD, BE, PCP, CDS, PAN, CDS, PEV, Iniciativa Liberal e Livre sobre se essa entrada era um desafio ou uma ameaça. O PCP, PSD, e CDS remeteram-se ao silêncio. O PSD e CDS em silêncio. Sim, porque não podiam simplesmente dizer a verdade, por exemplo: “não nos sentimos nada ameaçados porque o CHEGA é apenas um partido de verdadeira direita, não é de todo extremista”. Mas não. Fizeram silêncio. Um silêncio que diz muito.

O BE fazendo jus à sua habitual desonestidade intelectual usou argumentos falsos com a velha lengalenga do costume, colando Ventura ao apoio aos cortes nos salários e pensões de Passos que na verdade, estamos “carecas” de saber que foram de Sócrates;  da xenofobia que não existe  numa única linha no programa do CHEGA  nem de nada de extrema direita porque se assim fosse o Constitucional não o aprovaria.

A IL respondeu que “A Iniciativa Liberal distancia-se de todas as forças que usem estratégias identitárias para afirmação política”. Acontece que o CHEGA é acima de tudo personalista logo não há razões nenhumas para esse distanciamento e poderia tê-lo dito sem medo. Mas não.

A deputada do Livre – Deus nos livre de tal criatura que encarna o ódio –  afirmou que “não há lugar para a extrema-direita no parlamento” (claro que não, isso é anticonstitucional), salientando que o seu partido será “a esquerda antifascista e antirracista” mas esqueceu-se de dizer à Lusa que é uma racista  radical assumida, contra brancos e que pertence a um partido extremista de esquerda radical (esse sim ainda não é proibido na nossa Constituição) que organizou uma manifestação contra a entrada do CHEGA no Parlamento, democraticamente eleito como ela. Ainda nem sequer aqueceu o lugar e já é ditadora.

No lugar do Ventura não me importaria nadinha com isto. Seria com imenso orgulho que representaria o maior grupo de portugueses: o povo. Falaria do episódio da porta sem complexos lembrando que só os grandes líderes têm este privilégio de ver um Parlamento inteiro incomodado com sua presença. Bravo, André!

Não importa por onde se entra, importa é estar no Parlamento, chegar onde todos diziam ser impossível e principalmente através dos votos do povo português que disse claramente “chega!”  ao sistema corrupto existente.

Só falta saber quem vai usar a dita porta daqui a 4 anos. Aguardemos.
Título e Texto: Cristina Miranda, Blasfémias, 26-10-2019

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