quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Derrota para o Grêmio expõe: Vasco se divide entre 'processo constante' e desejo imediato

Mesmo em casa, contra um rival com mais desfalques, Cruz-Maltino não conseguiu fazer frente. Luxa fala que o caminho está correto, mas a Libertadores-2020 exige rapidez

Felippe Rocha

Dois dos desfalques do Vasco para a partida desta quarta-feira, contra o Grêmio, eram decisivos ofensivamente: Talles Magno e Rossi - o primeiro já vinha sendo ausência. Mas do outro lado havia um time desfigurado. Uma equipe que acumula grandes campanhas nos últimos anos estava de frente para um mandante que tenta retomar a velha competitividade no mais alto nível. A derrota mostrou o tamanho do salto que o Cruz-Maltino precisa dar se quiser ir além do meio da tabela.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
- O Vasco vem há tempos combalido, disputando campeonato diferente. Eu não menti. Uma coisa que talvez a torcida não goste é quando eu digo que tenho a equipe na mão e qual "campeonato" vamos disputar - lembrou o técnico Vanderlei Luxemburgo.

Fato é que o destino de luta contra o rebaixamento de forma dramática, como no ano passado, parecia traçado e sem perspectiva de mudança mesmo após a chegada do treinador. Mas Luxa comandou o time para sair da zona mais perigosa e se permitir sonhar. Mas a equipe precisará mostrar força para superar os confrontos diretos e tentar uma vaga no G6. Ou se contentar em lutar de maneira mais palpável no ano quem. O treinador vê o Vasco no caminho certo. Seja quem for o responsável da área técnica em 2020.

- Não quero saber de contrato. O crescimento no projeto passa por manter o Vasco na primeira divisão. E de forma diferente, para eu poder disputar alguma coisa para ganhar. No Vasco, desde que eu comecei eu falei: "O Vasco vai disputar uma competição diferente", para se recuperar - relembrou, antes de concluir:

- Passa pela recuperação. Aí é o momento é da credibilidade de mercado, busca de parceiros... o que pretende para a próxima temporada? Esse é o crescimento que o Vasco precisa ter. Não estamos a nível de Flamengo, Grêmio... eles estão à nossa frente. Não é vergonha. É a realidade que temos que encarar. Tenho certeza que nosso processo é crescente. Pode, sim, ganhar do Inter. É um processo constante - entende o treinador.

De fato, o último time brasileiro a ser campeão da Copa Libertadores e um atual finalista impuseram derrotas doídas para o Cruz-Maltino. E por mais que o time tenha agradado e queria a vaga no principal torneio do continente, será preciso contrariar, mostrar que vitórias impactantes como, por exemplo, sobre o Internacional, são mais do que feitos solitários.
Título e Texto: Felippe Rocha, Lance, 31-10-2019, 7h40

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