terça-feira, 19 de maio de 2020

Imprensa brasileira: vampira energética

Os ex-tripulantes da Varig lembrar-se-ão, com certeza (e com saudade) dos comentários de alguns colegas sobre outros colegas: “Fulano? É um vampiro energético.” Não sei quem é o autor deste diagnóstico, mas foi tão feliz, que virou um jargão da categoria.

Mas, o que é um colega “vampiro energético”? Ora, é aquele que não respondia ao seu “bom-dia!” e, se e quando respondia, ele dizia, por exemplo: “porra, que merda!”. E se você perguntasse “Como assim?”, aí começava o desfilar do rosário contra a empresa, a chefia, os colegas A, B, e C... Normalmente, eram colegas encostados, vulgo preguiçosos.

Eram tão chatos, que poucos queriam a companhia deles nos passeios, nos jantares da tripulação. Mas por que eram chatos? Porque se limitavam a ser do contra, contra a chefia, diretores, colegas etc. Os colegas percebiam a vacuidade e falsidade dessa revolta e, portanto, os evitavam.

Imagina, você está pernoitando em Paris, sai para jantar com colegas no “Léon de Bruxelles” e um deles não para de falar mal da empresa, da chefia e de colegas...

Aliás, para concluir, estes “vampiros” não eram só chatos, eram muito perigosos, porque eram delatores. Sim, eram frequentadores das antessalas que criticavam em Paris.

Agora, preste atenção na mídia brasileira! Você não deveria estar nem um pouco surpreso com o vampirismo. Eles, os militantes políticos, travestidos de jornalistas, sempre foram assim. Você não reparou neles, até então, porque o governo cuidava e pagava a alfafa dessa gente. Agora, sem alfafa é o que se vê.

Já imaginou um mundo sem internet, sem redes sociais, que essa gente tanto quer calar?

Simples, quando não existia a “rede social”, o jornal publicava o que bem queria, o pobre leitor mandava uma carta protestando/se opondo a essa matéria, e o jornal publicava ou não. Quando publicava utilizava a famosa condensação para condensar a carta do cidadão, que tinha, por exemplo, dez parágrafos, em, com boa vontade, em quatro parágrafos.

Antes de concluir, aquele leitor, muito inteligente, já está me perguntando: “e a imprensa portuguesa?!” Respondo: “ela está no poder.”

Abraços e beijos de carinho./-
JP, 19-5-2020

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