Lula usa os tribunais superiores como o seu
escritório de advocacia, para mantê-lo do lado de fora da cadeia, ou como seu
Congresso particular
J. R. Guzzo
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Lula, Lewandowski, Gilmar Mendes,
Toffoli e Cármen Lúcia em 2010: onze anos depois, em 2021, os quatro votaram
para anular suas condenações. Foto: Gervásio Baptista/STF |
🏴🇧🇷 Londres - Capital da Inglaterra e do Reino Unido, 18 Set 22. @jairbolsonaro pic.twitter.com/8fYNWBdhqa
— Fábio Faria 🇧🇷🇧🇷🇧🇷 (@fabiofaria) September 18, 2022
Não se está falando aqui daquelas velhas ditaduras bananeiras com generais de óculos escuros e peito coberto de medalhas. Também não é uma ditadura comunista, ou “socialista”, como se diz hoje — porque isso não se faz mais, simplesmente, e sobretudo porque os ricos só vão ficar mais ricos ainda com Lula, e a pobrada só vai continuar tendo contato com a vida deles para servir na equipe de segurança ou como motoboy do delivery de pizza. Ninguém vai fechar Congresso nenhum, é obvio — para quê? Câmara e Senado vão estar numa briga de foice para ver quem se ajoelha mais depressa diante do presidente. Mais óbvio ainda: o Supremo Tribunal Federal ficará exatamente como está, com as suas lagostas, as suas áreas exclusivas de embarque, os seus Barrosos e os seus Moraes e etc. etc. Vai ser, na verdade, o principal ponto de apoio à ditadura, como Lula vai ser o principal garantidor da sobrevivência deste STF que está aí. Se os ministros já estão rasgando a Constituição agora, todos os dias, para levar Lula ao governo, por que raios iriam criar problema com ele? Não é, em suma, nenhum desses tipos de ditadura. É apenas ditadura.
O que Lula está fazendo agora,
aos olhos de todo o mundo, é a prova mais evidente daquilo que de fato ele quer
para o Brasil. O candidato do PT, da “esquerda” e dos milionários fixados na
ideia de continuar enriquecendo às custas do erário público transformou STF,
TSE e a maior parte das alturas do poder judiciário numa espécie de porta
giratória. Usa os tribunais superiores como o seu escritório de advocacia, para
mantê-lo do lado de fora da cadeia, ou como seu Congresso particular, para a
aprovação de tudo o que quer — e, no movimento inverso, é usado pelos ministros
para fazer o que eles, ministros, desejam que seja feito. Há alguma dúvida de
como essas relações vão ser num governo de Lula? Alguém acha que ele estará
sujeito a qualquer controle da justiça? Se já é assim hoje, como será amanhã,
então — principalmente quando se considera que Lula, caso eleito, vai nomear os
próximos membros do Supremo e uma penca de ministros dos outros galhos mais
altos do poder judiciário? Não pode haver comprovação mais clara de uma
ditadura: um presidente que não tenha de prestar contas à justiça. Na vigência
do Ato Institucional N° 5, as decisões do regime militar não podiam ser
submetidas à apreciação judicial. É exatamente o que acontece hoje com Lula, na
prática. Nada do que ele faz pode ser submetido à apreciação de juiz nenhum —
e, se for, não vai fazer diferença nenhuma, porque lá em cima eles resolvem.
Lula já ganhou do STF, para se ficar apenas no exemplo mais demente desta
parceria, a anulação das quatro ações penais que existiam contra ele, inclusive
a sua condenação à cadeia pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de
dinheiro. Por que seria diferente se ele for para a Presidência? Haverá algum
acesso de imparcialidade, de repente, por parte dos atuais sócios?
A
ditadura anunciada de Lula não se limita à extinção do alto poder judiciário
como entidade independente e nem a eliminação da liberdade de imprensa
Tão destrutivo para a
democracia quanto este incesto entre os poderes Executivo e Judiciário é o
ataque sem descanso, e cada vez mais raivoso, que Lula, o PT e o seu entorno
fazem contra a liberdade de expressão. Há um jornalista de “direita” no exílio,
e outro que já foi preso, por conta do ministro Alexandre Moraes — um dos mais
agressivos militantes da nova ditadura de “esquerda”. Já usam, há muito tempo,
os seus parceiros no YouTube, Twitter, Facebook e demais gigantes americanos
que controlam a comunicação pelas redes sociais para perseguir adversários e
censurar opiniões que desaprovam. Em parceria com a mesma justiça descrita
acima, caçam a palavra dos que têm opinião política diferente — e
“desmonetizam” suas vítimas bloqueando a remuneração que deveriam receber pelo
trabalho que fazem nas redes, numa das mais odiosas formas de opressão já
postas em execução pela militância lulista. Pressionam as empresas privadas
para que não anunciem em veículos de imprensa da sua “lista negra”. Estão,
neste momento, fazendo tudo o que têm de pior para calar o mais importante
programa jornalístico independente da rádio brasileira — “Os Pingos nos
Is”, da Jovem Pan. (Leia a matéria “Pandemia
de intolerância” desta edição.) Exigem algo que absolutamente não
existe em relação a nenhum outro órgão de comunicação no Brasil, ou no mundo
democrático: que a emissora faça um “contraponto” ideológico ao programa, que
expõe duramente os desastres em série cometidos por Lula, pelo STF e pelo resto
do consórcio que se movimenta ao seu redor. Isso já é feito pela rádio, em
larga escala, ao longo de sua grade de programação — mas não é suficiente. Não
admitem nem uma voz discordante, a do Pingos nos Is; querem
silêncio total, e nem dispõem ainda do seu “controle social sobre os meios de
comunicação”. Contam, nisso tudo, com o apoio militante dos jornalistas e dos
proprietários dos veículos da mídia — e como poderia ser diferente, num país em
que a “Associação Brasileira de Imprensa”, a ABI, coloca o seguinte lema em seu
perfil no Twitter: “Fora Bolsonaro”? Dá para ver por aí, perfeitamente, como
esse controle seria exercido na vida real de um governo do PT. É a repetição do
que fazia a “ditadura militar de 64” que Lula e o PT tanto condenam. Qual a
diferença entre uma coisa e outra, em termos de repressão à imprensa livre?
A ditadura anunciada de Lula
não se limita à extinção do alto poder judiciário como entidade independente e
nem a eliminação da liberdade de imprensa. Tão ruim quanto isso, mas sob o
disfarce hipócrita de intenções piedosas, é o seu culto cada vez mais fanático
ao “Estado” — exatamente como se faz no fascismo mais puro. Nada de “Carta aos
Brasileiros”, desta vez, nem da fantasia do “Lula liberal” com que ele se
pintava em outros tempos. Agora é “todo o poder ao Estado”, com o apoio pleno
de um STF que vai fazer tudo o que for preciso para Lula e o PT governarem para
sempre — como foi feito na Venezuela, o novo modelo de virtude para a esquerda
brasileira, onde também não houve nenhuma necessidade de fechar Supremo ou
Congresso para montarem uma ditadura. Lula já disse que a Covid, com os 650 mil
mortos que causou, foi “uma benção” — mostrou como “o Estado é importante” e,
sobretudo, o quanto as pessoas devem obedecer a ele. Agora só fala em anular
todas as conquistas que o cidadão brasileiro teve diante da máquina estatal —
da reforma da previdência à extinção do imposto sindical, das privatizações à
independência do Banco Central.
Tipicamente, declarou não ter
a menor ideia do que um governo deve fazer para oferecer aquilo que a população
precisa mais do que tudo: oportunidades de trabalho que possam lhe permitir uma
vida melhor. “Como criar empregos para o povo” numa era de tecnologia?,
perguntou Lula. Ele mesmo deu a resposta: “Eu não sei como fazer isso”, disse
em público, dias atrás. E que diabo o povo brasileiro importa a ele, ou ao PT,
ou aos empresários socialistas? Lula sabe perfeitamente bem o que quer, em
matéria de trabalho — promete, com todas as letras, socar em cima do pagador de
impostos novos cabides de emprego para a companheirada do PT, os amigos do
governo e os amigos dos amigos. A cada dia que passa ele anuncia que vai fazer
mais um ministério. Ministério do Desenvolvimento Agrário, para o MST.
Ministério das Pequenas Empresas. Ministério do Índio, ou dos “Povos
Originários”, que representam 0,4% da população nacional — e com um índio de
ministro. Ministério da Igualdade Racial. Ministério da Pesca, de novo, e
Ministério da Cultura, também de novo. Ministério da Segurança Pública, talvez
Ministério do Planejamento e por aí se vai.
É o encontro da fome com a
vontade de comer: em seu programa de governo, Lula cria ministérios novos e
reabre ministérios dos quais o povo tinha se livrado. Não resolve um único
problema real do Brasil. É apenas o Estado cada vez maior, mais obeso e mais
caro — tudo, exatamente, o que a população não precisa. É, ao mesmo tempo, um
sintoma infalível de paixão oculta pela ditadura. Cada vez que o Estado avança,
a liberdade diminui — nunca foi diferente em toda a história da humanidade. Não
se trata, em nada disso, de equívoco por parte de Lula; não há equívoco nenhum.
Também não é o resultado da costumeira soma da sua incompetência com a sua
ignorância. O que ele quer, em tudo o que anuncia, é tirar proveito material
próprio — e criar uma ditadura à sua imagem e ao seu estilo. Lula faz questão
de dizer, o tempo todo, que gosta de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua; são os
seus modelos de país. Por que, então, seria a favor das liberdades públicas e
dos direitos individuais no Brasil? Vai contar, em tudo o que fizer, com todo o
apoio internacional, das classes intelectuais e da mídia. Vai contar com a
anulação do seu passado penal como ladrão. Vai contar com o apoio do Papa, dos
banqueiros de esquerda e do ator Leonardo DiCaprio. É, como dito acima, um
contrato assinado para transformar o Brasil numa ditadura — e por muito, muito
tempo.
Título e Texto: J. R. Guzzo,
Revista Oeste, nº 131, 11h15
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ResponderExcluirULA SE DIRIGINDO AOS DEMAIS:
- Senhores ministros, me "dein" licença. "Vô au banheiiru" cagar. Já "voulto".. Nãum convido os "preusados purque a minha merda fedi.
Aparecido Raimundo de Souza
DA Lagoa, Rio de Janeiro.
FOTO LEGENDADA DE ACIMA:
ResponderExcluir- Gilmar, faz outro gesto com essa boca. Você me lembra a Dilma quando viu a Carnem Prúcia pela primeira vez. Mané! Que "ocrinho" mais lambisgócia esse seu.
Aparecido Raimundo de Souza
de Vila Velha, no Espírito Santo.