Paulo Hasse Paixão
O Gabinete do Conselho de Ministros do Reino Unido pressionou fortemente para que a reformulação icónica das notas bancárias desse destaque a figuras LGBT+ e de minorias étnicas, alegando que grandes figuras históricas como Winston Churchill representavam uma “imagem incompleta” da identidade britânica. Esta iniciativa ocorreu pouco antes de o Banco de Inglaterra decidir abandonar estas mesmas figuras históricas em favor de imagens de ouriços e raposas.
Esta recente revelação expõe a
máquina ideológica em ação dentro de Whitehall (e na City, também). Enquanto o
público se revoltava com a ideia de trocar os heróis nacionais por animais, os
funcionários do governo faziam ativismo por mudanças ainda mais radicais,
impulsionadas pelas políticas globalistas de imigração e identidade que estão a
desintegrar as sociedades na Europa.
Alan Mendoza and former Glasgow City Councilor Austin Sheridan react as the Cabinet Office urge the inclusion of LGBT and ethnic minority communities on banknotes. pic.twitter.com/IWvkZtuL3V
— GB News (@GBNEWS) July 12, 2026
Numa carta ao tesoureiro-chefe do Banco de Inglaterra, no Verão passado, os funcionários do Gabinete para a Igualdade e Oportunidades, parte do Gabinete do Conselho de Ministros, liderado por Bridget Phillipson, argumentaram que as atuais figuras históricas refletiam “dimensões limitadas da identidade britânica”, apelando a “uma maior representatividade das mulheres, das pessoas com deficiência, das comunidades de minorias étnicas e dos indivíduos LGBT+”, com o objetivo de “enviar um forte sinal de progresso e reconhecimento”.
A ideia é particularmente
perversa até porque o argumento central para excluir Churchill e outros
gigantes da história britânica era o de que seriam “ideologicamente divisivos”
para a Grã-Bretanha moderna. No entanto, simultaneamente, as autoridades fizeram
pressão para incluir figuras explicitamente selecionadas na perspectiva da
política identitária e da representação de grupos — uma abordagem que, na
prática, será certamente muito mais polarizadora.
The Cabinet Office lobbied the Bank of England to put LGBT+ and ethnic minorities on banknotes – as Churchill, Turing and Austen were removed for being "elitist and divisive”. https://t.co/sPVTCdZpEN
— Toby Young (@toadmeister) July 12, 2026
Isto revela a indignação seletiva:
os heróis britânicos tradicionais são acusados de dividir a sociedade pelas
suas realizações, enquanto a inclusão do ativismo contemporâneo é apresentada
como um “progresso” unificador.
A intervenção gerou acusações
de que elementos do Partido Trabalhista conspiraram para marginalizar as
figuras mais célebres da Grã-Bretanha. O ministro-sombra do Partido
Conservador, Alex Burghart, criticou duramente a medida:
“O Partido Trabalhista
tentou negar qualquer envolvimento no cancelamento de Winston Churchill e
outros heróis britânicos. Mas os funcionários do governo foram apanhados a
conspirar com o Banco de Inglaterra para os retirar das nossas notas. As notas
devem apresentar os maiores britânicos – as figuras históricas que unem o nosso
país. Não devem ser escolhidas com base nas leis igualitárias do Partido
Trabalhista”.
O tour de force do
governo trabalhista no sentido de infectar a libra com propaganda
leninista-globalista decorreu em paralelo com a decisão do Banco de Inglaterra de substituir Churchill
na nota de 5 libras, Jane Austen na de 10 libras, J.M.W. Turner na de 20 libras
e Alan Turing na de 50 libras por imagens de animais, plantas e paisagens
britânicas. O Banco de Inglaterra citou uma consulta pública em que a maioria
se mostrou favorável a temas da natureza.
A reformulação do design das
notas enquadra-se num padrão mais amplo de desconforto institucional com os
ícones históricos da Grã-Bretanha. O absurdo de trocar Churchill por ouriços
compagina com a intencional e mais ampla erosão dos símbolos nacionais no Reino
Unido, onde nos tempos que correm levantar uma bandeira de Inglaterra ou a
Union Jack é uma ato racista,
que pode ter sérias implicações
judiciais.
Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 31-7-2026

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