sexta-feira, 31 de julho de 2026

Governo Trabalhista pressionou para que imigrantes e pessoas 'trans' figurassem nas Notas da Libra Esterlina

Paulo Hasse Paixão 

O Gabinete do Conselho de Ministros do Reino Unido pressionou fortemente para que a reformulação icónica das notas bancárias desse destaque a figuras LGBT+ e de minorias étnicas, alegando que grandes figuras históricas como Winston Churchill representavam uma “imagem incompleta” da identidade britânica. Esta iniciativa ocorreu pouco antes de o Banco de Inglaterra decidir abandonar estas mesmas figuras históricas em favor de imagens de ouriços e raposas. 

Esta recente revelação expõe a máquina ideológica em ação dentro de Whitehall (e na City, também). Enquanto o público se revoltava com a ideia de trocar os heróis nacionais por animais, os funcionários do governo faziam ativismo por mudanças ainda mais radicais, impulsionadas pelas políticas globalistas de imigração e identidade que estão a desintegrar as sociedades na Europa.

Numa carta ao tesoureiro-chefe do Banco de Inglaterra, no Verão passado, os funcionários do Gabinete para a Igualdade e Oportunidades, parte do Gabinete do Conselho de Ministros, liderado por Bridget Phillipson, argumentaram que as atuais figuras históricas refletiam “dimensões limitadas da identidade britânica”, apelando a “uma maior representatividade das mulheres, das pessoas com deficiência, das comunidades de minorias étnicas e dos indivíduos LGBT+”, com o objetivo de “enviar um forte sinal de progresso e reconhecimento”.

A ideia é particularmente perversa até porque o argumento central para excluir Churchill e outros gigantes da história britânica era o de que seriam “ideologicamente divisivos” para a Grã-Bretanha moderna. No entanto, simultaneamente, as autoridades fizeram pressão para incluir figuras explicitamente selecionadas na perspectiva da política identitária e da representação de grupos — uma abordagem que, na prática, será certamente muito mais polarizadora.

Isto revela a indignação seletiva: os heróis britânicos tradicionais são acusados de dividir a sociedade pelas suas realizações, enquanto a inclusão do ativismo contemporâneo é apresentada como um “progresso” unificador.

A intervenção gerou acusações de que elementos do Partido Trabalhista conspiraram para marginalizar as figuras mais célebres da Grã-Bretanha. O ministro-sombra do Partido Conservador, Alex Burghart, criticou duramente a medida:

“O Partido Trabalhista tentou negar qualquer envolvimento no cancelamento de Winston Churchill e outros heróis britânicos. Mas os funcionários do governo foram apanhados a conspirar com o Banco de Inglaterra para os retirar das nossas notas. As notas devem apresentar os maiores britânicos – as figuras históricas que unem o nosso país. Não devem ser escolhidas com base nas leis igualitárias do Partido Trabalhista”.

O tour de force do governo trabalhista no sentido de infectar a libra com propaganda leninista-globalista decorreu em paralelo com a decisão do Banco de Inglaterra de substituir Churchill na nota de 5 libras, Jane Austen na de 10 libras, J.M.W. Turner na de 20 libras e Alan Turing na de 50 libras por imagens de animais, plantas e paisagens britânicas. O Banco de Inglaterra citou uma consulta pública em que a maioria se mostrou favorável a temas da natureza.

A reformulação do design das notas enquadra-se num padrão mais amplo de desconforto institucional com os ícones históricos da Grã-Bretanha. O absurdo de trocar Churchill por ouriços compagina com a intencional e mais ampla erosão dos símbolos nacionais no Reino Unido, onde nos tempos que correm levantar uma bandeira de Inglaterra ou a Union Jack é uma ato racista, que pode ter sérias implicações judiciais.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 31-7-2026 

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