De quem é a culpa?
Haroldo Barboza
Nos primórdios, mesmo com a população mundial abaixo de 100.000 analfabetos famintos, 98% dos habitantes trabalhavam pela sociedade enquanto 2% passavam o tempo bolando meios de obter alimentos e agasalhos sem muito esforço.
E mesmo com todo o espaço disponível no planeta, haviam os "imperadores" que insuflavam seus guerreiros a tomar o território e bens alheios. O objetivo maior era obter escravos, sem salários.
E a cada século, invenções eram elaboradas para o bem (redução de esforço) mas os tais 2% efetuavam alterações nas mesmas para fins escusos.
E assim passamos pelas espadas, armas de fogo, dinamite, foguetes, satélites, furadeiras e outros mais.
Agora os drones (ótimos para filmar, efetuar entregas, monitorar trânsito, ajudar na agricultura e afins, já estão adaptados para lançar granadas em locais dominados por adversários.
Culpa dos drones? Eles não prestam?
Não. São aqueles 2% de desnorteados que infernizam a vida dos 98% que desejam paz para evoluir através do estudo e do trabalho.
O que surpreende é a passividade dos 98% que não se juntam para pressionar os que os lideram (foram votados para manter o sistema de igualdade) e penalizar (e até excluir do convívio livre) os desajustados.
Se acomodam e ficam torcendo com fé para que um dia algum ET chegue aqui para organizar a lama que deixamos impregnar nosso planeta.
Temos uma poderosa arma na mão para organizar nossas cruzadas: o *celular*. Mas desperdiçamos tempo vendo fofocas, fotos de artistas quase sem roupa, vídeos de falsas promessas, propagandas enganosas e assemelhados. Basta que o atrativo venha bem colorido, com belas lâmpadas e uma voz graciosa, para cairmos em golpes praticados já no tempo das diligências.
Agora a "bolha" da vez é a IA. Tem muitas virtudes que podem ser exploradas pelas pessoas de bem. Mas aqueles 2% de malandros são os que mais a estudam para aperfeiçoarem seus golpes para continuarem a obter suas mordomias com pouco esforço.
Se IAx se juntou com IAy e escaparam do "cercado", muito certamente alguém "de dentro, como nos grandes roubos" deixou a porta aberta em troca de trocados.
Título e Texto: Haroldo Barboza, julho de 2026
Valiosos zeros à esquerda
Cobras (e lagartos) em cobrar
Procuro um humano
Taça nas mãos certas
Rato no banheiro - Combate sério à corrupção.
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