Paulo Hasse Paixão
O distópico governo trabalhista do Reino Unido quer criar vegetarianos à força de lei, forçando os produtores pecuários a fazer a transição para o cultivo de oleaginosas, em nome do combate às “alterações climáticas”
A estratégia de 71 páginas,
publicada pelo Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA),
visa alinhar a agricultura com as metas climáticas do governo, promovendo
também a contratação de mão-de-obra migrante para a colheita de fruta até ao
final da década.
Os comissários governamentais
afirmam que os agricultores podem desempenhar um papel fundamental no
cumprimento das metas climáticas, mas os planos têm suscitado críticas dos
produtores pecuários. Entre eles, Henry Graham, do Berkshire, argumentou em comentários
à imprensa britânica que grande parte das pastagens é inadequada para o cultivo
de culturas como as lentilhas, afirmando peremptoriamente:
“A ideia de alguém lavrar
pastagens para cultivar lentilhas é ridícula.”
Para além, de ridícula, é
leninista. Os agricultores devem produzir em função da procura e das leis de
mercado e não dos ditames de burocratas ideologicamente condicionados.
O diretor executivo da União Nacional dos Agricultores (NFU, na sigla em inglês), Tom Bradshaw, disse que o plano carece de mecanismos de implementação claros e impõe significativos riscos financeiros aos agricultores, e o ativista rural Clive Bailye acrescentou que a incerteza em torno das alterações ao imposto sobre as heranças propostas pelo Partido Trabalhista, que visam as explorações agrícolas familiares, continua a minar a confiança e o investimento em todo o setor.
Por seu lado, a Secretária do
Ambiente, Emma Reynolds, defendeu a estratégia, alegando que foi desenvolvida
através de uma ampla consulta aos agricultores, produtores e gestores de
terras.
Mas o consumo de frango aumentou 3,6% desde 2024, enquanto o consumo de carne de bovino diminuiu apenas 1% no último ano, sublinhando a procura contínua de carne no Reino Unido.
Elites globalistas em
guerra aberta à agricultura.
O conflito que opõe as elites
leninistas-globalistas aos agricultores não é novo, mas intensifica-se a cada
dia que passa.
Na Alemanha, os agricultores
que produzem carne são punidos com
cargas fiscais acrescidas. Nos países baixos, são expropriados.
Em França, são submetidos à
tirania climática de Bruxelas. Na Polónia, também.
Não admira que semana sim, semana não levantem protestos
nas capitais europeias.
Mais a mais, novas descobertas científicas desmentem a crença de que os humanos têm de deixar de comer carne para salvar o planeta. O efeito do metano foi grosseiramente exagerado para sugerir que a pecuária representa uma ameaça significativa para o clima global.
Título, Imagem e Texto: Paulo
Hasse Paixão, ContraCultura,
28-7-2026

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