terça-feira, 21 de julho de 2026

Estabelecimento político canadense aprovou e retificou em junho projeto de lei “anticristão”, que criminaliza citações bíblicas

Paulo Hasse Paixão

Os deputados e senadores canadenses aprovaram o radical Projeto de Lei C-9 em junho deste ano, que permite a criminalização da citação de excertos da Bíblia, especialmente aqueles que incidem na homossexualidade e no gênero. 

Os deputados do Partido Liberal forçaram a aprovação do projeto na fase de relatório, depois de terem encerrado todo o debate sobre o projeto na fase de comissão. A lei recebeu posteriormente a retificação do Governador Geral, que representa a coroa britânica, anglicana, no Canadá.

A Campaign Life Coalition (CLC) criticou duramente a aprovação do projeto de lei C-9 e apelou aos “cristãos e defensores da vida para se prepararem para uma crescente hostilidade”. David Cooke, gestor de campanhas da CLC e pastor cristão afirmou complementarmente:

“Com a aprovação do Projeto de Lei C-9, os cristãos e os defensores da vida enfrentarão certamente um nível totalmente novo de hostilidade, uma vez que a porta se abre para a perseguição real sob o manto de uma suposta legalidade.”

Cooke afirmou que a lei foi apresentada como visando combater o “ódio”, mas, na realidade, trata-se de um pacote legislativo que, segundo líderes religiosos de várias comunidades cristãs,

“poderá levar a acusações de ódio contra fiéis – e que capacita polícias e juízes ideologicamente motivados para atacar, pela primeira vez, a própria palavra de Deus em questões de vida, família e fé”.

Cooke acrescentou ainda:

“Os canadenses devem comprometer-se com Aquele que conquistou a vitória final sobre todos os inimigos, demonstrada pela Sua ressurreição naquela primeira manhã de Páscoa”.

A oposição conservadora e cristã ao processo de aprovação do projeto de lei, foi débil e ineficaz, tanto no parlamento como na fórum público canadenses, o que é expectável, considerando o unipartido que reina no país e a espécie de gado obediente que por lá pasta.

A lei foi, porém, fortemente criticada por alguns especialistas em direito constitucional, por permitir que a polícia e o governo, com os seus poderes alargados, persigam ativamente aqueles que são considerados culpados de violar os “sentimentos” de uma pessoa de forma “odiosa” (e neste grupo, aqueles que citam a Bíblia).

A remoção da isenção religiosa provocou também a condenação da Conferência dos Bispos Católicos do Canadá, que publicou uma carta aberta criticando o projeto de lei ainda antes de ser aprovado no senado e apelando à sua revogação.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 21-7-2026 

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