Paulo Hasse Paixão
As universidades de Oxford e Cambridge, em Inglaterra,
estão a atribuir bolsas de estudo orientadas para a diversidade que excluem os
estudantes brancos da classe trabalhadora, confirmando as suspeitas sobre um
sistema académico racista e oligárquico, de duplo critério
Um estudo sobre os Resultados Educativos da Classe Trabalhadora Branca verificou que as universidades mais prestigiadas de Inglaterra, Oxford e Cambridge, oferecem mais de uma dezena de bolsas de estudo e ajudas financeiras dirigidas a estudantes negros, asiáticos e de minorias étnicas (BAME), ao mesmo tempo que excluem, em grande parte, os estudantes brancos da classe trabalhadora.
Exemplos citados pelos
investigadores incluem a Bolsa Stormzy de Cambridge e vários programas de
financiamento de Oxford reservados para grupos étnicos específicos, enquanto as
mulheres brancas da classe trabalhadora parecem ser elegíveis para apenas dois
programas de diversidade de Oxford e Cambridge, e os homens brancos da classe
trabalhadora para apenas um.
Oxford oferece uma bolsa anual
não reembolsável até cerca de 8.300 dólares para estudantes britânicos de
famílias com baixos rendimentos, enquanto a Bolsa Stormzy de Cambridge oferece
cerca de 27.000 dólares por ano, mas o estudo concluiu que as crianças brancas
da classe trabalhadora estão entre as mais desfavorecidas do sistema educativo
de Inglaterra.
Suella Braverman, do partido
Reform UK de Nigel Farage, defendeu que os programas de bolsas de estudo
baseados na raça devem ser substituídos por apoios baseados na desvantagem socioeconômica,
em vez da etnia, afirmando:
“Se Oxford e Cambridge querem fazer jus à sua orgulhosa história de meritocracia, devem acabar imediatamente com estes programas racialmente discriminatórios e julgar as pessoas pelos seus talentos, e não pela cor da pele.”
A exclusão dos estudantes
brancos da classe trabalhadora destes programas de diversidade gerou acusações
de uma “sociedade académica de duas classes” e pedidos para que as
universidades acabem com os programas racialmente discriminatórios.
Na semana passada, o líder do
partido Reform UK, Nigel Farage, alertou que “as crianças brancas estão a ser
doutrinadas… são levadas a sentir-se, francamente, como seres inferiores” nas
escolas e universidades, devido à ideologia de diversidade, equidade e inclusão
(DEI) promovida pelo Estado britânico e pela comunidade académica.
E o racismo contra os jovens
nativos brancos no Reino Unido transcende o âmbito universitário. Como o
Contra documentou em
Junho, um programa escolar inglês que ensina teorias raciais controversas,
incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas,
gerou reações negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade
britânica. Durante os governos do Partido Conservador que antecederam o atual.
governo do Partido Trabalhista, o Sindicato Nacional da Educação promoveu
ensinamentos semelhantes, incluindo a introdução de conceitos de “Privilégio
Branco” para crianças de apenas cinco anos de idade.
Novos dados revelaram,
entretanto, que os rapazes brancos da classe trabalhadora estão a ficar para
trás em todo o sistema educativo britânico, tornando-os o grupo mais desfavorecido do país.
Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 24-7-2026

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-