O governo britânico quer obrigar as plataformas de rede
social a dar prioridade a veículos de comunicação de serviço público “fiáveis”,
como a infiável BBC, levantando preocupações sobre a despótica influência do
estabelecimento globalista na cobertura noticiosa online
Paulo Hasse Paixão
O governo trabalhista
britânico propôs novas medidas para obrigar as plataformas de
rede social a dar prioridade aos conteúdos dos “veículos de comunicação de
serviço público”, incluindo a BBC, como parte dos esforços para combater a
“desinformação”. Um ‘Livro Verde’ publicado a 22 de Junho exige que as
plataformas tornem as chamadas fontes de notícias “fiáveis” mais visíveis,
mesmo que os utilizadores não as procurem activamente.
A proposta surge numa altura
em que um número crescente de britânicos, principalmente o público mais jovem,
recorre às redes sociais como principal fonte de notícias. Os ministros
defendem que é necessário um acesso mais fácil a fornecedores de notícias “confiáveis”
e regulamentados para “combater a disseminação de informações falsas online”,
além de ajudar as emissoras de serviço público a manterem-se competitivas num
panorama mediático cada vez mais fragmentado.
O plano faz parte de uma
revisão mais ampla da radiodifusão britânica, que inclui também propostas para
uma transição para a televisão através da Internet e um acesso gratuito
alargado a grandes eventos desportivos. A Secretária da Cultura, Lisa Nandy, defendeu
que as fontes de notícias “confiáveis” desempenham um papel vital no apoio à
democracia e à coesão social. A medida relaciona-se claramente com a volição
totalitária das elites políticas na Grã-Bretanha, como a censura e
criminalização do discurso na web, ao abrigo da Lei de Segurança Online.
A Secretária da Cultura Lisa Nandy afirmou relativamente à proposta do governo trabalhista, que ainda vem da era Starmer:
“É vital que garantamos que
as pessoas têm melhor acesso a notícias fiáveis e precisas e que os nossos meios de comunicação de serviço público regulados são vistos e
ouvidos na feroz batalha contra a desinformação.”
Leia-se: é vital garantir que
a desinformação regimental seja impingida às massas, em detrimento de
informação independente, não manipulada pelo regime.
Se for implementada, a
proposta poderá moldar significativamente a forma como os britânicos veem as
notícias online, provavelmente favorecendo os veículos de comunicação apoiados
pelo Estado em detrimento dos meios de comunicação independentes ou alternativos.
As emissoras de serviço
público como a BBC têm enfrentado críticas nos últimos anos por não passarem de
veículos de propaganda globalista, e por isso terem caído com estrondo nos
índices de confiança pública.
E para que se perceba ao ponto
que toda a Europa é governada por um único partido, sediado em Davos, o governo
alemão, que é maioritariamente constituído por um partido que se diz
conservador, apresentou recentemente um programa em tudo semelhante ao trabalhista,
que se diz liberal. como o Contra documentou este
mês, os organismos reguladores dos media do Estado alemão estão a preparar
regras que obrigariam as plataformas de rede social a dar ainda maior
visibilidade aos veículos de comunicação social “fiáveis” ou “de confiança” nos
seus algoritmos.
Até o léxico, de inspiração
orwelliana, é o mesmo.
Título, Imagem e Texto: Paulo
Hasse Paixão, ContraCultura,
21-7-2026

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