terça-feira, 7 de outubro de 2014

FMI vê Portugal a crescer 1,5% e desemprego a cair para 13,5% no próximo ano

Eva Gaspar
Após três anos de recessão, o FMI vê Portugal a convergir com a Europa em 2014 e em 2015. Para este ano, a previsão de crescimento caiu para 1%, em linha com os números do Governo. A evolução do desemprego foifortemente revista em baixa.


O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou duas décimas à sua previsão de crescimento para a economia portuguesa neste ano, antecipando uma progressão do PIB de 1%, em linha com os números mais actuais do Governo. Os novos números encontram-se nas Perspectivas Económicas de Outono divulgadas nesta terça-feira, 7 de Outubro.

Não obstante o arrefecimento da economia global e, em particular, da Zona Euro – que deverá crescer 0,8% neste ano e 1,3% no próximo, em vez dos 1,2% e 1,5%, respectivamente, que eram esperados há seis meses – o FMI mantém inalterada a expectativa de uma aceleração da economia portuguesa em 2015, reinscrevendo a previsão de 1,5% de crescimento, igual à do Executivo e ligeiramente acima dos 1,4% antecipados pela OCDE e Banco de Portugal. A confirmarem-se estas previsões, após três anos de recessão Portugal vai voltar a convergir com a Europa, crescendo em 2014 e em 2015 mais do que a média da Zona Euro.

Em relação ao desemprego, o FMI reviu significativamente em baixa os seus números. Antecipa agora uma taxa anual de 14,2% neste ano (valor igual ao do Governo e que compara com 15,7% que o Fundo antecipava em Abril) e perspectiva uma nova descida para 13,5% em 2015, bem aquém dos 15% que calculava há seis meses.

Já evolução dos preços (0% neste ano e 1,1% no próximo, em vez de 0,7% e 1,2%) e do saldo da balança corrente (excedente de 0,6% em 2015 e de 0,8% do PIB em 2015, em vez de 0,8% e 1,2%, respectivamente) foi revista em baixa.

As Perspectivas Económicas de Outono do FMI apenas actualizam quatro indicadores para Portugal, não fornecendo novos números para o défice ou dívida pública, por exemplo. 
Título, Imagem e Texto: Eva Gaspar, Jornal de Negócios, 7-10-2014

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