segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O profissionalismo dos arruaceiros

Paulo Chagas

O Artigo 142º da Constituição Federal dá às Forças Armadas, além da missão de “Defesa da Pátria”, a de “Garantia da Lei e da Ordem”, referida entre os soldados como “GLO”. Tanto numa como na outra, ou em qualquer missão atribuída aos militares, haverá sempre uma componente indispensável de inteligência (informações) que orientará os planejamentos, visando a sua eficiência e eficácia, bem como a evitar a surpresa pelo desconhecimento do inimigo ou de quaisquer outras forças a enfrentar, aí incluídos terroristas e forças adversas como baderneiros, vândalos, invasores e destruidores do patrimônio público e privado, assassinos de jornalistas, bloqueadores de estradas e tudo o mais que atente contra a segurança pública e que caracterize os crimes de desordem e desobediência à lei.

Sun Tzu, em sua milenar sabedoria, nos ensina: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...”

Os Jogos Olímpicos, Rio 2016, transcorreram sem que houvesse qualquer distúrbio ou atentado terrorista. A ação da inteligência policial e militar se fez sentir quando houve a prisão preventiva de suspeitos de terem ligações com o terrorismo internacional, realizadas com a devida e necessária antecedência.

Nas análises dos especialistas sobre os atentados terroristas ocorridos nos EUA e na Europa, em quase todos os casos, temos encontrado a negligência nas ações de inteligência como causa das surpresas e da impossibilidade de antecipação por parte das forças de contra terrorismo.

Aqui no Brasil, em São Paulo, assistimos a um irresponsável e descabido escarcéu produzido por parte da imprensa, por políticos vinculados à baderna e interessados na desestabilização da ordem (PT e PSOL) e por líderes de movimentos irregulares, ditos populares, indignados porque um Oficial do Exército foi, infelizmente, identificado como “agente de inteligência infiltrado” nas hostes contrárias ao governo e comprometidas com ameaças de entrincheiramento, bons paredões e resistência armada.

É simplesmente ridícula e amadorística a instauração de inquéritos para apurar a prática de “crime de espionagem”, “crime de abuso de autoridade” ou “crime de falsidade ideológica”. Isso demonstra muito bem a ignorância e o engajamento delituoso dos “indignados” denunciantes.

Caricato também é o questionamento sobre a possibilidade de haver “conluio” entre as forças federais e estaduais nas ações de inteligência, quando a absoluta incompetência e irresponsabilidade seria a não existência de coordenação, controle e cooperação entre essas forças. Chamar isto de “conluio” é absolutamente patético!

Os militares só atuam em benefício do Brasil e no estrito cumprimento do seu dever constitucional. Tem razão, portanto, o Ministro Raul Jungmann quando assevera que as FFAA agem sempre na mais absoluta legalidade. Não há por que duvidar dessa assertiva!

Muito bem se expressa também o Jornalista Reinaldo Azevedo quando diz que o mínimo que se espera das FFAA é que estejam informadas para que possam responder pela ordem pública conforme lhes incumbe a Constituição, já que “a opção pela violência está dada desde sempre nessas ditas manifestações contra o governo Temer” e complementa dizendo que, ao arrepio da Constituição e da lei, o MPF e o MPE decidiram vigiar a atuação da Polícia Militar e do Exército, ao invés de “apurar a violência promovida por arruaceiros profissionais”.

Aliás, neste caso, o que sobressai é o profissionalismo dos arruaceiros! 
Título e Texto: Gen. Bda. Paulo Chagas, 26-9-2016

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