sábado, 29 de outubro de 2016

Vou de Crivella


Amanhã, domingo, 30 de outubro, os cariocas irão às urnas para decidir quem será o próximo prefeito da cidade do Rio de Janeiro: Marcelo Crivella ou Marcelo Freixo.

Nenhum deles é meu ideal de candidato. O meu candidato era Índio da Costa, que ficou pelo caminho. Não é a primeira vez (nem será a última) que o “meu” candidato ou não chega à final ou, em chegando, a perde.

Julgo que TUDO (e mais alguma coisa) já foi dito sobre estes dois candidatos, quer dizer, sobre Marcelo Crivella não tenho dúvida que tudo já foi dito, inventado, insinuado e etc… A capa e a legenda da penúltima edição da revista VEJA é um bom exemplo.


Agora, em relação a Freixo, tenho dúvidas se o escrutínio ou a chafurdagem tenham sido tão severas. Não me consta, por exemplo, que a mesma revista VEJA tenha informado os seus leitores os valores ideológicos que Marcelo Freixo defende e representa.

Um dos motivos da rejeição a Crivella é a sua pertença à Igreja Universal, certo?
Embora eu passe bem longe da Igreja Universal, não a temo. Afinal, ela, essa igreja, como outras igrejas evangélicas, defende valores tradicionais (e conservadores).

Se ela cobra dízimo ou centízimo, bof!, é problema dela e dos seus seguidores. O dinheiro sai do bolso do fiel, não do erário público!

Ah, os pastores dessas igrejas são uns safados… porque não gostam de drogados, bichas loucas, são contra o aborto, contra o ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo, são uns hipócritas, são uns demônios!... Com certeza!

Mas amanhã serei obrigado a escolher, entre um demónio desta laia ou um santinho marxista-leninista que adora (e defende) a promiscuidade e a vulgaridade e que adora cobrar ‘dízimo’ de todos os pagadores de impostos para enfiar nos bolsos e nos ‘direitos’ de poucos – minorias oprimidas e outras que tais.

Além de detestarem a democracia, que eles chamam de burguesa, passando por cima de quem se opõe a esse projeto atávico de substitui-la pela ‘operária’: a dos ‘movimentos sociais’ e a de ‘conselhos populares’ – criados e manteúdos por eles. 

Pois então, fico com Crivella! Com convicção!

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2 comentários:

  1. Sem papas na língua, well...

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  2. Vi agora no Facebook:
    De Zuenir Ventura, sim, o mesmo de “1968 – O ano que não terminou”
    A difícil escolha
    Marcelo Crivella representa não um eventual desvio, mas um planejado projeto de poder com a política a serviço da religião."

    Isso!
    Marcelo Freixo representa não um eventual desvio, mas um planejado projeto de poder com a política a serviço do marxismo-leninismo!

    Noutras palavras, o mundo será mais feliz, o Rio de Janeiro será uma terra de Paz e Amor… e eu quero que o Zuenir Ventura se foda! Vá mentir (querer apavorar) na casa do caralho!

    Entre um projeto e outro, prefiro o “projeto” de Marcelo Crivella. Porque acredito que ele queira governar a cidade do Rio de Janeiro. Freixo quer usar a cidade.

    PS: Cansei desse discurso da "escolha difícil". Cansei tanto que vou de Crivella, mais leve do que uma pluma. Não é ironia! É saco cheio desse mantra.

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