sexta-feira, 7 de setembro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Apagão

Aparecido Raimundo de Souza

Me esqueci de tudo, doutor. Não me lembro nem quem sou eu...”
Lula, em depoimento ao juiz Sérgio Moro quando este lhe perguntou pelo tríplex de Guarujá.

NÃO ERA A PRIMEIRA VEZ que aquilo acontecia com ele. Vinha pela rua, cabisbaixo, fumando seu cigarro. De repente, no exato momento em que parava numa banca para comprar um jornal, uma jovem dos cabelos compridos, pintados de vermelho, sorriso encantador bailando vigoroso no rosto de princesa, lhe estancou os passos. A desconhecida se achegou e o cumprimentou de maneira efusiva, como se o conhecesse de velhos carnavais.
- Garcia, quanto tempo!
O rapaz se virou e concentrou demoradamente toda a sua atenção em cima dela ao tempo em que tentava se lembrar da sua fisionomia. Não obteve êxito. Franziu o cenho, contrariado. Quando o ar de preocupação se desvaneceu de seu espanto, restou a boca acanhada e os olhos miúdos de desconfiança.
- Bastante mesmo – gaguejou aturdido.

- Por que não foi mais lá em casa? A mãe sempre pergunta por você.
- Falta de tempo.
Naquele dia, pela segunda vez, lhe falhava a memória. Garcia não conseguia capturar em meio da memória fendida de onde surgira aquela moça bonita, parada ali na sua frente, os cabelos sangueados, soltos ao vento, os dentes muito brancos, um corpo perfeito cheio de curvas pecaminosas. Coisa de uma semana, Garcia vinha passando por esse desconforto. As pessoas com as quais se encontrava na rua, não atinava de onde as tinha visto anteriormente. Por mais que se esforçasse, dava um branco. Zerava tudo dentro da sua cabeça. “Pai Amado!” A mesma cena se repetia com a impactante estrangeira. A coisa meio que esquisita parecia se acentuar de forma progressiva. “Que pedaço de mau caminho, essa guria, e eu não faço à mínima ideia de onde a conheço!”.
- Como vai dona Bárbara – insistiu a linda, dando sequência ao diálogo. Está bem de saúde?

Dona Bárbara era a mãe dele.
- Bem, graças a Deus – respondeu seco.
- E seu Juvenal, seu querido pai?
- Forte e rijo feito um touro.
- E a Glorinha?
- Casou!
- Casou? Nossa! Não diga. Acaso com o Bartolomeu?
- Não, com o Zeca.
- Com o Zeca?
- Pois é.
- E o Bartolomeu?
- Sumiu do pedaço.
- Que barato! Glorinha casada com o Zeca! Quem diria...


Garcia seguia dissimulando a aflição que o dominava. Estava passado, metido numa saia justa. Realmente não ajustava as coordenadas da mente confusa àquela figura esplendorosa. Pensava, entrementes, com seus botões. Ficava chato mostrar a sua estupidez, assim, logo no inicio do encontro. Seria vexatório confessar a gafe, a fraqueza. Não existia nada mais estúpido que um sujeito esquecer uma tez tão cativante, ainda mais um semblante pecaminosamente chamativo e sensual, como aquele, bem ali, diante de seu nariz. O fim da picada. Sem perdão.

Garcia, entretanto, seguia puxando pelo desvelo do intelecto. A “Deusa de Vênus” conhecia a sua família em peso. Sabia da mãe, do pai, da irmã, dos namorados da irmã. E ele feito um panaca, abobalhado, tentando resgatar uma nesga de lembrança enfurnada dentro da amnésia repentina que voltara a lhe afligir.
- “Valha-me Jesus Cristo!”.

Estava claro. A boazuda não se enganara. Ele é que se transformara num perfeito idiota. Um babaca que não conseguia resgatar do seu ki elevado à figura daquela graciosa. Acendeu novo cigarro logo o que fumava se deu por finalizado.
- Pelo que estou vendo, você não conseguiu deixar o vício?
- Bem que tentei...
- Por um bom tempo, seu desejo logrou êxito. Estou certa?
- É verdade.
- E por que voltou ao tabagismo?
- Fraqueza.
- Você sempre foi um homem forte, determinado. Demonstrou essa qualidade quando a Margarida...
Por tudo quanto existia de sagrado. A garota lembrava até da Margarida. Da Margarida, sua primeira namorada. Seu único, grande e inesquecível amor. Com a Margarida quase lambeu os calcanhares do padre. 
- Por falar nela, tem visto a criatura?
- Nunca mais...
- Soube que trocou alianças com outro. Procede?
- É verdade. Correram rumores nesse sentido, me falaram... porém, nunca mais tive notícias. Perdi, de vez, o contato.
- E você, continua só?

Garcia demorou um tempo para responder. Talvez, se Deus ajudasse! Deu uma de bocó. Conjecturou: “Vai que cola. Nunca se pode prever”. Mandou bala.
- Continuo à procura. Até ontem não tive sorte. Pode ser que hoje... com o advento da sua chegada inesperada...  - concluiu em desafio, com o triunfo de alguém que segurava um coringa dentro da manga.
- Desde a sua formatura em professor de educação física não encontrou a outra metade da maçã?
- Tampouco da melancia ou de qualquer outra fruta.

Garcia, na verdade, queria pedir socorro. Gritar, espernear, chorar.  Não podia. Estava jogado às traças. Ademais, ficava chato declarar à visão do pecado que não se recordava dela. Seria falta de educação, e das grandes. Que vergonha! Deu uma derradeira tragada no cigarro, jogou a guimba no chão e pisou em cima, com a ponta do sapato para amassar. “Quem é essa moça? – voltou a matutar de novo enquanto espiava rapidamente em derredor. – Jesus Cristo, o que se passa comigo?”.

Talvez, se perguntasse o nome, tudo se esclarecesse. Não, não cairia nesse ridículo. O coração amedrontado, nessa altura, chegou até a garganta. Felizmente, antes que seu cérebro embotado conseguisse cair na asneira de indagar pelo patronímico dela, como que por misericórdia, ela sem querer o salvou do abismo fatal.
- Escute, eu não sei o seu...
- Continua só desde a sua formatura? Espere um pouco! Depois da Margarida pintou a Carla Regina no pedaço. Sem falar na Andressa... o que aconteceu a elas?

Garcia, com essa enxurrada de inquirições atonitou por um breve segundo. Inesperadamente, um súbito sorriso tão esporádico como raios de sol atravessando uma negra nuvem de tempestade se fez crescente e ele voltou à razão.
 - Morreu atropelada – gritou sem pensar numa resposta mais adequada.
- Atropelada?
- Sim.
- Coitada!
- E a Sandrinha, do Miguel?
- Sandrinha foi para os Estados Unidos. Casou com um americano. Já é mãe de dois moleques. Quanto ao Miguel, ajuntou os trapos com uma adolescente. Acredita que a menina acabou de completar quinze anos?
- Essas moças de hoje não têm a cabeça no lugar.
- Ontem fiquei sabendo que está grávida de seis meses.
- De verdade?
- Pelo menos a “barriga que está usando agora” não deixa margens às dúvidas. Escuta minha simpática. Vamos parar de falar de mim. E você?
- O que tenho eu?
- Deixou a vida de solteira?
- Ora, Garcia, isso lá é pergunta que se faça a uma dama que foi a sua...?  - Esquece. Não acredito no que acabei de ouvir... sinceramente... Você agora deu pra se fazer de desentendido?
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Juiz de Fora, nas Minas Gerais. 7-9-2018

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7 comentários:

  1. Lindo texto Aparecido! Condiz com nossa realidade,esse apagão acontece em momentos inesperados, esquecemos as vezes o que falamos, ou alguém,ou onde colocamos certos objetos, isso vem com o estresse do dia dia. As vezes me da um branco que me olho de pijama eu não me lembro se eu acabei de levantar ou se estava indo dormir.ou se estava saindo ou chegando. Ossos do ofício esquecer. Mas não querendo xeretar seu texto mas já xeretando. Mas me diga meu querido escritor tire-me uma dúvida! Essa parte está correta?

    "- Continua só desde a sua formatura? Espere um pouco! Depois da Margarida pintou a Carla Regina no pedaço. Sem falar na Andressa... o que aconteceu a elas?

    Garcia, com essa enxurrada de inquirições atonitou por um breve segundo. Inesperadamente, um súbito sorriso tão esporádico como raios de sol atravessando uma negra nuvem de tempestade se fez crescente e ele voltou à razão.
    - Morreu atropelada – gritou sem pensar numa resposta mais adequada.
    - Atropelada?
    - Sim.
    - Coitada!"

    Digo não seria a resposta no plural
    Sem querer observei peço desculpas. Mas o texto como sempre excelente.
    Quero pedir desculpas ou já pedi sei lá deu um branco, um apagão. Carla

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  2. Querida amiga Carla, obrigado por ter lido meu texto e, claro, apontado o erro. Isso é comum. Afinal, não sou perfeito. Tenho minhas falhas como todos nós seres humanos. O que ocorreu foi o seguinte. Tentei reduzir o texto, meio extenso e acabei caindo nessa esparrela. Acontece nas melhores famílias. O original seria o que abaixo segue, porém, repetindo, na pressa de enxugar, reduzir, acabei cometendo essa burrada. Peço desculpas pela gafe, não só a você, como a todos os meus demais leitores e amigos do “Cão que Fuma”. Segue o texto conforme escrito originariamente.
    Abro aspas.
    “- Continua só, desde a sua formatura? Espere um pouco! Depois da Margarida pintou a Carla Regina no pedaço. Sem falar na Andressa... o que aconteceu a elas?
    Garcia, com essa enxurrada de inquirições atonitou por um breve segundo. Inesperadamente, um súbito sorriso tão esporádico como raios de sol atravessando uma negra nuvem de tempestade se fez crescente e ele voltou à razão.
    - Margarida morreu atropelada – gritou sem pensar numa resposta mais adequada.
    - Atropelada?
    - Sim. Morreu de panela.
    - Coitada! Como assim de panela? Ela trabalhava em algum restaurante?
    - Margarida atravessava a rua, falando ao celular. Veio um carro em alta velocidade e pá nela. Foi fatal. Teve morte instantânea, o crânio literalmente esfacelado.
    - Ah... então ela veio a óbito em decorrência de uma pancada na cabeça? Um veículo desembestado pintou sem que se esperasse e pá nela! Pensei que fosse de panela. Achei esquisito. De panela?! Ninguém, grosso modo, morre de panela. No caso em questão, Margarida não levou uma panelada na moleira, ou algo parecido! Agora entendi.
    - Desculpe. Foi mesmo de uma cacetada. Um carro, como lhe falei, surgiu sem que se esperasse, do nada, ao acaso e pá nela. Essas fatalidades acontecem. Quanto a Carla Regina se mudou para São Paulo, mora sozinha com uma dúzia de cachorros e a Andressa se amigou com uma mulher mais nova que ela lá para as bandas de São Jorge dos Ilhéus, na Bahia.
    - E a Sandrinha, do Miguel?
    - Sandrinha foi para os Estados Unidos. Casou com um americano. Já é mãe de dois moleques. Quanto ao Miguel, ajuntou os trapos com uma adolescente. Acredita que a menina acabou de completar quinze anos?
    - Essas moças de hoje não tem a cabeça no lugar...”.
    Fecho aspas, esperando, de coração, ter esclarecido o equívoco e, no mesmo tom, a falha cometida. É a idade. Culpa também, indiretamente, do apagão. Beijo grande em seu coração.
    Aparecido Raimundo de Souza, de Juiz de Fora, nas Minas Gerais.



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  3. Bem, senhor Aparecido;
    Às vezes leio, e por vezes não leio seus irônicos aforismos. pessoalmente, são longos demais.
    Eu nunca uso a palavra FATALIDADE, elas não existem no contexto, apenas o fato de ser fatal. Ela é muito diferente de FADO. Fatalidade me desculpem todos os dicionários, nada tem a ver com o destino ou o fato de não poderem ser evitadas.
    FATALIDADE combina com ERRO sumário dos humanos.
    As ocorrências naturais não são fatalidades, são defesas de nosso planeta contra o usos e frutos dos humanos.
    O ERRO humano é morar em zonas revoltas sem construir abrigos seguros.
    O índios ribeirinhos Já construíam palafitas ou se mudavam para lugares mais elevados em épocas de cheias.
    Quando penso em humanos depois de 28 anos no "cockpit" de uma aeronave, não existem fatalidades, apenas ERROS HUMANOS.
    Com pesar repito que nunca se recompensa os projetos de vida das vítimas.
    fui...

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  4. Meu caro e simpático leitor Vanderlei Rocha. Acredite de coração, fico imensamente feliz, alegre e saltitante, quando alguém lê meus textos e deixa seu comentário. Seja falando bem, seja falando mal, ora apontando erros ou simplesmente me elogiando. Acho isso legal. Me anima. Me faz sair do chão. Como autor de vinte e seis livros de crônicas (embora não seja um Paulo Coelho ou um Luiz Fernando Veríssimo), esses pequenos mimos me fazem feliz, me realizam, me fazem acreditar piamente nas pessoas, ainda que não gostem de mim e achem meus textos longos demais. Eu também acho meus textos longos, todavia, como Fernando Sabino, no pórtico de A cidade vazia “escrever demais aumenta o tempo de vida de quem escreve e, do mesmo modo, de quem lê”. Mesmo pé, com muita propriedade como asseverou Ranulfo Prata em seus Navios iluminados, “quem escreve muito é porque precisa esquecer que a morte é certa, e chega, do mesmo modo, aquele que lê pouco, tem mais tempo disponível para se preocupar com os afazeres do dia a dia”. Adoro aviões e graças a Deus, em face da profissão, vivo dentro deles, praticamente o tempo todo voando Brasil a fora. Meu sonho era ser piloto. Não profissional, apenas amador, daí ter conseguido, no Rio de Janeiro, ou mais precisamente na Ilha do Governador, quase vinte e cinco anos atrás, o brevê de Piloto privado, o que me tornou apto a pilotar meu próprio Learjet. Todavia, me falta tempo para cuidar do meu jatinho particular, como, igualmente, dos seis filhos, Érica, Eduardo, Narjara, Amanda, Luana e Antonella, dos cinco netos, e das cinco ex-mulheres. Dessa forma, escrevo muito para esquecer das pensões alimentícias a serem pagas em cada final de mês. Imagine. Apesar dessa turminha toda no meu pé, tenho conseguido. Assim caríssimo Vanderlei Rocha, se ficar sem escrever muito, acabo pirado, como Giles Denison, personagem central de Desmond Bagley no romance “Na corda bamba”. Ou pior, me enforcando num pé de couve, como o desmiolado Bast de Patrick Rothfuss em “O tempo do sábio”. Sugiro que se alegre, meu nobre amigo. Tenho uma infinidade de textos curtos, por exemplo, “Fatal – O Tiro saiu pela culatra” ou “Real – Última morada: a sepultura”. Qualquer dia pretendo reunir alguns deles e publicar aqui no “Cão que fuma”. Por derradeiro, com todo respeito que tenho pela sua pessoa, rogo que continue a me prestigiar, lendo meus textos, deixando seu parecer, sua crítica, a sua visão e o seu conhecimento. Com eles me tornarei um cara melhor e, quem sabe, acabe, algum dia, escrevendo pouco. Saúde, Graça e PAZ! Seu fã, Aparecido Raimundo de Souza, de Juiz de Fora, nas Minas Gerais.

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  5. POOXXXAAA!
    Discussão em alto nível de pessoas totalmente diferentes , que acaba em elogios.
    Gente coisa é outra fina!
    Eu também queria uns elogios assim !
    Eu também acho os teus textos longos e um tanto prolixos , quando me manifestei aqui levei um puxão de orelha daquela senhorinha sua secretária.
    Botei o rabo no meio das pernas e fui à outra freguesia! rsrsrs
    Costumo ler apenas a pagina inicial o que fica na continuação eu não acho apropriado para uma mídia como a internet,ter que rodar a pagina só se não entendi do que se falava.
    E para provar que leio, cito que vc vive inventando palavras , tem um vocabulário ,que não recomenda seus textos para as irmãs dos conventos, e um português invejável (apesar da correção que alguém lhes fez recentemente!).
    Também tenho filhos,netos,mulheres só me falta o "learjet".
    Então eu também mereço um ...quem sabe?..talvez ...
    Meu caro???

    paizote

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  6. Caro amigo Paizote
    Pooooxxxaaaa vida! Que satisfação imensa em tê-lo como meu leitor. Devo dizer, por primeiro, que leio seus textos de cabo a rabo. Exemplo disso, o recente “Quando Paizote quis ser padre! Seus comentários em “Para que servem as borboletas” – A Religião te faz bem junto ao outro? Se sim, parabéns! Se não, vira ateu! Suas dicas em meus textos, bem ainda seus “Versos de Través”, citando alguns, Mal amado, Faltam poucos..., Aonde vão? Que pena, Brasil! e Nascido assim, entre os tantos publicados aqui no “Cão que Fuma”. Meu prezado companheiro escreve bem. Ainda conseguirei chegar a esse patamar. Tempo é o que tenho de sobra, apesar das viagens mundão de Deus a fora. Com relação a discussão em alto nível, acredito nunca ter extrapolado os limites ospilóspicos da sensatez, do bom senso, da maturidade. Toda critica, seja ela boa ou má, contra ou a favor, me alimenta a alma. Me conforta, me faz acreditar no sonho e seguir escrevendo. Prolixo? Talvez! Não parei, ainda, para pensar no assunto. Entenda, caro Paizote não sou um Saramago, tampouco um Fernando Pessoa. Apesar de ter toda a coleção dessas duas feras da literatura em minha biblioteca, ando longe de chegar aos pés de um Luiz de Camões, Jorge Amado ou Érico Veríssimo. Nem quero. Sou feliz sendo prolixo, desde que as pessoas não joguem meus livros no ou descartem “pro lixo”. Peço encarecidamente que perdoe a minha impetuosa e nospótica secretária Carina Bratt. De vez em quando a beldade extrapola. Sai Brattendo em todo mundo. Por essa razão brigamos constantemente. Ela tem a péssima e drúida mania de mudar meus textos, substituindo palavras, notadamente aquelas Aparecidianas que não encontra no Aurélio, no Gama Kury, no Houiass, no Luiz Fernando Lara ou no Alan Rey. Jornalista formada, comigo há muitos anos, costumo dizer, faz parte da minha humilde obra, notadamente do mobiliário do meu coração. Amei a sua observação “senhorinha sua secretária”. No fundo, uma boa menina. Vai longe. Escreve bem. Por segundo, dizer não precisa ir para outra freguesia. Fica por aqui e me ilustre, me presenteie com as suas observações. Me obsequie, me brinde com as suas vivências. Com seus escritos. Acredite suas opiniões, suas observações me ajudarão a melhorar, a ser mais atento na difícil arte de escrever. Não sou, veja bem, um escritor famoso. Longe disso. Apenas um curioso escrevinhador. Dai, talvez o fato de meus escritos não serem recomendados às irmãs dos conventos. Sem mais, antes de me retirar de cena, me permita usar suas palavras.
    “Da vitória tentada... Sobrou-nos sanha
    Procuro... Mas pouco dizer ainda resta.
    Será isto motivo, “pra” dor tamanha?".
    Forte abraço. PAZ!
    Fui.
    Aparecido Raimundo de Souza, de Juiz de Fora, nas Minas Gerais.

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  7. Olhem para cima!
    É um pássaro...um avião
    Não!
    É meu ego!

    Paizote

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