sexta-feira, 31 de agosto de 2018

[Aparecido rasga o verbo] E os mágicos de Oz renascerão das cinzas como a ave mitológica das profundezas de Lúcifer

Aparecido Raimundo de Souza

DAQUI A POUCO, teremos novas atrações no grande circo Brazzil. O grande circo Brazzil apenas lembrando, não é outro, senão Brazzília, o maior e mais cheio Penico de excremento do planeta. Alguns vermes peçonhentos e outros micróbios virulentos entrarão em cena. É a eterna renovação (sic... renovação?!) do velho picadeiro, onde os artistas (por sinais fajutos e pirateados) só farão mudar as máscaras. Por debaixo delas, os focinhos continuarão do mesmo jeito. Nessa fodelância sem precedentes, haja óleo de peroba para todas essas desgraças que estão chegando com o advento do maldito sufrágio universal.

Teremos de pronto, um vigarista invencioneiro conhecido como Michel Jackson Temer, que tirará seu rabo sujo e os dedos mágicos do fustuoso Palácio do Planalto usque Alvorada para ser substituído por um novo “fascinante”, quem sabe esse nos moldes de Derren Brown, ou de Lance Burton. Os senhores terão a oportunidade de escolher. Candidatos à vaga de presidente (presidente?! Kikikikikikik) a ser preenchida é o que não falta no cardápio dessa linda e esfuziante republiqueta de merda. Entre eles, citando apenas alguns, Jair Bolsonaro, Marina Silva, Alvaro Dias, Pelé, Henrique Meireles, Ciro Gomes, Roberto Carlos, Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, Cabo Benevenuto Daciolo, João Amoêdo, Tiririca, Fernandinho Beira Mar, João Goulart Filho, José Maria Eymael  e etc...

Percebam senhores que escondido nas mangas do STJ, existe uma carta marcada. Um cachaceiro famoso, dezenove dedos, condenado por lavagem de dinheiro e corrupção, conhecido no baixo e no alto meretrício como Luiz Inácio ou, se preferirem, Lula. Devemos deixar claro que o Brazzil é o único país do mundo que graças aos nossos ministrinhos tanto do STJ (Supremo Território dos Jumentos) como do TSE (Tribundal Superior Eleitocurral), com suas párquidas figuras brúvias, vestidas como urubus em cima de nojentas carniças, portadores de falas elegantes e gestos bonitinhos, se dignam a conceder no maior desrespeito às leis existentes, o registro de um engaiolado a concorrer a mandatário de uma nação inteira.  O mais cômico, se não fosse trágico: esse câncer está liderando as pesquisas nos famosos e “onrados” institutos de pesquisas existentes fundos de quintais cantonados por “aquis e acolás”.

E atentem para um fato de deixar todo mundo de queixo caído. Ainda que essa nação esteja fodida, como de fato está mal parida, mal organizada, mal das pernas e nas mãos de um bando de pústulas e salafrários, a ralé presta honras de mártir a esse godoi travesso. Veneram o sujeito como se ele fosse uma espécie de deus. Apesar disso, acalmem os ânimos, senhoras e senhores, vem aí uma nova leva de filhos da puta. Repetindo, os candidatos são muitos. Treze ou mais. Todos têm sangue de poder a correr nas veias. São lutadores natos. Nasceram para mandar. Em suas campanhas e entrevistas Brazzil de norte a sul, a maioria mostrou que desempenhará bem o papel de ilusionista. Na verdade, é disso que precisamos urgentemente. De um ladino e maquiavélico que cumpra com destreza e sagacidade o seu papel, qual seja, o de seguir engambelando os broncos e estólidos. Temos milhões e milhares deles. E a cada dia esses números crescem espantosamente.

Em outras palavras, aquele malandro que levar a melhor nas urnas, que continue nos iludindo. Nos fazendo sonhar com Branca de Neve e os Sete Anões. O brasileiro, é bom que se esclareça, gosta de viver de alucinações e desvarios. Jair Bolsonaro, por exemplo, é a lata amassada cuspida e escarrada de David Copperfield. Ciro Gomes se assemelha, sem tirar nem pôr, a um bostoso (enlameado de cocô) moldeado a Howard Thurston, como o Cabo Daciolo a Houdini. Alvaro Dias traz à baila, muito ligeiramente Dynamo ou David Blaine. Geraldo Akiamém, perdão, Alckmin, não é outro senão Christopher Nicholas Sarantakos, ou como se fez conhecido mundialmente Criss Angel [foto]. Aliás, Geraldo é um borra botas disfarçado de anjo. Falta o PSDB (Partido Dos Safadinhos Dando Bandeiradas) mexer os pauzinhos para que o bastardo seja canonizado pelo chefe da igreja católica (o Mingau) desculpem pela gafe, pelo Papa Francisco.


Marina Silva nos traz à lembrança a maga, Adelaide Herrmann e Vera Lúcia nos remonta à Vonetta (Vonetta foi qquela ilusionista famosíssima que fez enorme sucesso com seu caixão flutuante). Se Marina ganhar as graças de seus eleitores manés e pés rapados, fará de Brazzília um imenso palanque onde toda a sociedade deverá dançar ao som eletrizante de um rap dos tempos de Barrabás.  Alguém se lembra dos raps dos tempos do ladrão que foi solto no lugar de Jesus? Dito de outra forma: alguém se recorda de Jesus?

Todavia, esse pequeno particular não será problema, vez que os brasileiros estão acostumados a balançar os esqueletos na bamba do cadarço esticado, e atentem, essas criaturas fazem isso nas situações mais inusitadas. Portanto, no geral, café pequeno.  Nós, simples espectadores, vaquinhas de presépio de carteirinha, eternos e vitalícios palhaços sindicalizados, bateremos palmas. Concordaremos. Abaixaremos as cabeças. As calças, as cuecas, as calcinhas. Arrebitaremos os traseiros. E diremos: “Entrem com tudo. Gostamos de tomar no pescoço em francês”. Receberemos, pois, de braços abertos e tapinhas nas costas, o novo escapologista a ocupar o Planalto e, com ele, os também novos bruxos e feiticeiros na câmara, no senado, e outras biroscas e piolheiras existentes no imenso Avião Pousado.

Ao lado de suas partners (ou putas) esses velhos piratas (nossos representantes engravatados) continuarão, a bel prazer, promovendo as arruaças de sempre, fazendo as promessas mirabolantes de sempre, em nome de uma nova reforma da previdência de sempre, reforma da saúde de sempre, reforma, da educação de sempre, reforma do judiciário de sempre, reforma das leis do trabalho de sempre, reforma da segurança pública de sempre, reforma da própria reforma de sempre que não reforma porra nenhuma, e outras mil e tantas remodelações e remendos que jamais sairão do papel. O efeito cascata de sempre, sabemos de cor e salteado, nunca deixará de existir.

A não ser, claro, que nós, imbecis e babacas, otários e debiloides de sempre, acordemos do marasmo, do desânimo, da estagnação, da hipocondria que nos assola e, de uma vez por todas, tomemos vergonha, brio, coragem, e façamos justiça com as próprias mãos. Como assim? Justiça com as próprias mãos?! Simples, amados leitores. Se unirmos as antenas num só pensamento, num só objetivo, mandaremos para os quintos, literalmente, esses ladrões e assaltantes, esses famigerados e agressores de nossos bolsos. Do mesmo modo, esses impuros e levianos de sempre, que só prestam para enlamear nosso país. Os Poderosos que virão após as eleições de outubro (seja em primeiro ou segundo turno), seguirão cagando no sentido límio de defecarem na nossa moral, e gozarão, sobretudo, gozarão da nossa dignidade e ejacularão no que ainda resta da nossa s-e-r-i-e-d-a-d-e. Se é que, como POVO, ou CIDADÃO, ainda dignamos ou nos honramos ser PORTADORES DE DIGNIDADE. 
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. De Vitória, no Espírito Santo, 31-8-2018

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