terça-feira, 21 de agosto de 2018

[Versos de través] Faltam poucos... Aonde vão?

 Paizote Marques

O que acontece, com os dias atuais?    
Este tempo feroz, onde tudo urge.
Onde estão os amigos, não vejo mais?
A vida que ronronava, agora ruge!

Tive a má sorte de escolher. Ou azar?
Meus amigos se fizeram morredores.
Sempre que algum vou buscar...
Dizem-me, partiu, ou vive os estertores.

Estão sempre de partida... Bruscamente!
Eram todos jovens... Como eu continuo?
Deixam-se envelhecer...  Precocemente.
Enquanto penso do destino, ser conluio.

Aos espelhos... resolvi dar um fim!
Pois nada de bom me tem a dizer.
O que é mostrado nada tem de mim.
E contemporâneos seguem a morrer.

Quem é aquele que a imagem reflete?
Sei que conheço... Meu pai... Ou tio, talvez!
Falta faz àquele senhor um bom calete,
E não seria ausente, a outrora vivez.

Vem saudade, doído, penso impunemente.
Apesar do que vejo, não sigo meus amores!
Minha imagem no espelho sabe que mente.
Então permaneço, fingindo sem dores.

Sinto-me meio traído, sem razão ou porquê.
Os que amei. Alguns ainda tento encontrar
Aos que restam, de rimas faço "buquê".
Minha vingança! Não deixar de os amar!
Título e Texto: Paizote Marques, 21-8-2018

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